Rodrigo Lara

Rodrigo Lara Fisioterapia com foco no tratamento de desordens crônicas musculoesqueléticas. Contatos: (37) 99813-1618 e (31) 99526-1618 Atendimentos em Divinópolis e BH.

Sou fisioterapeuta, especialista em ortopedia e esportes, pós-graduado em treinamento esportivo, ambos pela UFMG. O foco clínico do meu trabalho é voltado para o atendimento de pacientes com dores crônicas da coluna vertebral. Amparado no contexto da prática baseada em evidências, a abordagem é direcionada aos aspectos multidimensionais da dor crônica. O modelo biopsicossocial da dor possibilita a

o terapeuta usufruir das técnicas de terapia de educação pela neurociência associada à Terapia Manipulativa Ortopédica (terapia instrumental quiropráxica e osteopatia), possibilitando assim, um rompimento sustentável do comportamento doloroso e retorno à vida saudável.

Quem mais não aguenta guru de internet? Escreve aí!👇🏼
01/11/2020

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No nosso último texto vimos quais são os possíveis estressores que deixam seu sistema de alerta da dor altamente excitáv...
28/10/2020

No nosso último texto vimos quais são os possíveis estressores que deixam seu sistema de alerta da dor altamente excitável. No entanto, pacientes com dores persistentes podem sentir-se sensíveis a outras coisas, como: a temperaturas mais frias, estresse, pressão mínima contra estruturas do corpo e movimento. Dentro dos nervos há vários sensores responsáveis por nos proteger e informar de algo. Esses sensores são:
➡️ Temperatura - sensores que informam mudanças de temperatura. Não é incomum esses sensores se tornarem altamente sensíveis a temperaturas como frio, e assim deixar seu sistema de dor mais responsivo.
➡️ Stress: há sensores que são sensíveis a determinadas substâncias químicas que estão circulantes na corrente sanguínea. Pessoas mais estressadas, mais ansiosas, nervosas, estão mais sensíveis a dor. Quanto mais substâncias químicas são liberadas em nossas correntes sanguíneas, mais sensores de estresse são ativados. Se o trabalho causa medo e ansiedade, esse ambiente se torna estressor para o corpo, e o sistema de alerta de dor mais responsivo.
➡️ Movimento e pressão: há sensores nos nervos do corpo sensíveis ao movimento e a pressão. Pessoas com dores persistentes queixam-se de dor em contatos suaves na pele da região afetada, o chamado alodinia. Movimentos simples desencadeiam dores intensas, posturas sustentadas também serão bem desconfortáveis.
➡️ Imunidade: quando estamos doente, com febre, há várias moléculas do sistema imunológico percorrendo nosso corpo, nos ajudando a combater a doença. Isso também ocorre quando machucamos e/ou em situações estressantes. Estudos recentes mostram que quanto mais nos preocupamos com uma lesão ou parte do corpo dolorida, o sistema imune estará mais responsivo, e suas subsistências químicas liberadas deixarão o corpo ainda mais dolorido.
➡️ Fluxo sanguíneo e pressão: há sensores nervosos sensíveis a determinadas quantidades de fluxo sanguíneo. Quando estamos sentados por um período prolongado, o fluxo sanguíneo reduz e alguns sensores nervosos são ativados, sensibilizando os nervos.
Movimento é vida!!! Movam-se e façam seus pacientes movimentarem!!!

Seu sistema de alarme está convencido de que deve proteger determinado seguimento, mesmo depois que a história natural d...
23/10/2020

Seu sistema de alarme está convencido de que deve proteger determinado seguimento, mesmo depois que a história natural da condição se desfez. Um exemplo são as lombalgias agudas e a alta taxa de prevalência da cronificação dessa condição. A burocratização da experiência de dor leva à contínua excitabilidade do sistema de alarme. Em algumas pessoas, há inúmeras questões e estressores envolvidos na experiência da dor que o cérebro decide conservar o sistema de alarme elevado. Alguns exemplo comuns abaixo:
➡Tratamentos falhos: por causa da dor o paciente pode passar por inúmeros profissionais, antes de ter uma resposta sobre sua dor. Dessa forma, leva-se a imaginar o porquê de tanto insucesso terapêutico: “meu vizinho tratou e melhorou, por quê eu não?!!” ➡Questões familiares e trabalho: a dor impacta o ambiente familiar e de trabalho. Este impacto pode incluir frustrações e preocupações a respeito de inúmeros profissionais frequentados, exames altamente onerosos, preocupações financeiras, o futuro e a capacidade de trabalhar. Essas preocupações fazem seu cérebro não desligar o sistema de alarme. ➡Medo e ansiedade: com frequência os profissionais de saúde causam medo ao paciente por dizer inverdades a respeito de sua dor. Considerando vários fatores envolvidos, a incerteza da condição traz medo e ansiedade. O medo da lesão, de se lesionar novamente, o medo de movimentar, medo de se exercitar conservará o sistema de alarme em alerta.
➡Diferentes explicações sobre dor: quando não se sabe o porquê da dor persistir, qual tratamento seguir, quem escutar, cria-se um ambiente estressante. Todas essas incertezas levam a um sistema de alarme agitado. 💡Lembrem-se: dor é um mecanismo natural de proteção, porém, sua persistência é algo danoso.

Que a gente continue quebrando crenças por aí. Feliz dia caros colegas  .
13/10/2020

Que a gente continue quebrando crenças por aí. Feliz dia caros colegas .

Quando sofremos uma lesão, um processo inflamatório na região é necessário para reparar o dano. Assim, nossos nervos “ac...
01/10/2020

Quando sofremos uma lesão, um processo inflamatório na região é necessário para reparar o dano. Assim, nossos nervos “acordam” e disparam o alarme, nos alertando do perigo. Os nervos ficam em atividades elevadas e ocupados em manter a região protegida. Assim que o processo inflamatório cessa, esses nervos se “acalmam” e retornam aos seus níveis de repouso, mantendo uma condução elétrica em níveis basais. Nas condições crônicas, nosso sistema de alerta se mantém excitado, pois o sistema está convencido de que tem que proteger a região, mesmo que a história natural da condição já tenha cessado o quadro. Provavelmente, nesses casos, o componente cognitivo avaliativo da dor é predominante. Dessa forma, relatos como “não posso mais pegar meu bebê“, “não consigo permanecer sentado ao dirigir”, “ não posso mais me exercitar por causa da minha coluna”, são comuns na rotina clínica. Nosso papel como gerenciador dessa condição é regular este sistema, deixando-o em níveis basais de excitabilidade.

Dor é um processamento cerebral, produzida quando o cérebro acredita que o indivíduo está passando por algo danoso e nec...
18/09/2020

Dor é um processamento cerebral, produzida quando o cérebro acredita que o indivíduo está passando por algo danoso e necessita de proteção. Há relatos de atletas que sofreram graves lesões e permaneceram na competição. Isso se dá pelo fato de o cérebro processar ações para um constructo comportamental adequado para aquele contexto. “Senti uma forte fisgada na panturrilha, mas queria terminar a partida, depois ao chegar em casa vi minha perna edemaciada, com coloração arroxeada e muita dor”. O que é mais importante? Relatos como este são comuns na nossa rotina clinica, o que nos possibilita intervir de forma educativa, elucidando a distinção entre dor e lesão, mostrando que dor não necessariamente indica que há algo de errado nos tecidos.

O entendimento de como a dor funciona pode ajudar nosso paciente com suas dores persistentes. No nosso corpo há milhares...
11/09/2020

O entendimento de como a dor funciona pode ajudar nosso paciente com suas dores persistentes. No nosso corpo há milhares de nervos percorrendo um trajeto, como uma malha rodoviária conectando todas as partes do corpo. Os nervos funcionam como um sistema de alarme e que, por todo tempo, uma quantidade de eletrericidade está “viajando“ através deles. Isto é natural e nos mostra que estamos vivos. A atividade elétrica dos nervoso aumenta ou diminui dependendo de muitos fatores em nossas vidas, tais como estresse, movimento e temperatura. Embora os nervos sejam afetados por muitos fatores, eles têm limiares de potencial de ação. Quando os nervos tornam-se excitados o suficiente para alcançar o limiar de potencial de ação, a mensagem da área será enviada ao cérebro para análise e ação apropriada. Um exemplo clássico é o entorse de tornozelo. Nosso sistema irá sensibilizar esse segmento, com a finalidade de nos mostrar que devemos atenção a ele até o tempo da cicatrização sucumbir. Depois, nosso sistema de alarme retornará aos níveis basais, pronto para se precaver de danos futuros. Essa é uma forma de educar o paciente.

Como usar a educação em neurociência da dor como ferramenta terapêutica?A necessidade de educar o paciente é uma realida...
04/09/2020

Como usar a educação em neurociência da dor como ferramenta terapêutica?
A necessidade de educar o paciente é uma realidade atual. Os guidelines recentes advogam o uso da educação como componente chave de administração das desordens crônicas de dor musculoesqueléticas. A finalidade da educação em dor é reduzir os sintomas típicos de um paciente com traços persistentes, como: dor, função, incapacidade, fatores psicossociais.
Inúmeros RCTs, revisões sistemáticas demonstrando fortes evidências de que a educação em dor (PNE) reduzem a intensidade da dor, melhora o entendimento/conhecimento da dor, incapacidade, funções psicológicas e comportamentais em pacientes com dor persistente musculoesqueléticas.
No entanto, a educação como ferramenta isolada não demonstra nenhum benefício.
As atuais evidências científicas apontam que quando um terapeuta explica para um paciente a neurobiologia e neuro fisiologia (neurociência) e os pacientes de fato entendem, eles experimentarão menos dor, menos incapacidade, movimentam-se melhor e se desenvolvem mais com a reabilitação física.
A sua cognição passa a reduzir a sensibilização de seu sistema nervoso.
Apesar de ainda as pesquisas demonstrarem que esses efeitos positivos são de baixa magnitude a longo prazo, nós, como clínicos, devemos nos ater a essa ferramenta.

Há evidências claras de que a educação através do modelo biomédico produz expectativas negativas em potencial a partir d...
19/08/2020

Há evidências claras de que a educação através do modelo biomédico produz expectativas negativas em potencial a partir de informações verbais, podendo influenciar a percepção de dor do paciente (Blasini et al. 2017). A educação em neurociência da dor é uma estratégia educacional dentro do modelo biopsicossocial, com o intuito de tratar os pacientes com dores crônicas musculoesqueléticas. A PNE (educação em neurociência da dor) incorpora a multidimensionalidade da experiência da dor, ajudando-os a reconceitualizar a dor através do entendimento de componentes físicos, sociológicos, neurobiológicos e neurofisiológicos que podem estar envolvidos na sua experiência da dor. No entanto, saber qual a melhor forma de educar ainda é um grande desafio para nós, clínicos. Os terapeutas devem educar os pacientes em sessões um a um, usando vários exemplos, metáforas e desenhos, explicando a neurobiologia e a neurofisiologia de sua experiência dolorosa, retirando-se assim, o foco dos tecidos anatômicos. Louw et al (2019) fizeram um estudo transversal bem modesto de um RCT de pacientes pré-operatórios de radiculopatia lombar com follow-up de 1 ano que receberam educação em neurociência da dor versus grupo controle. O estudo tinha como objetivo investigar se uma metáfora específica para explicar a dor ao paciente era superior a outras. O resultado do estudo demonstrou que nenhuma metáfora é superior a outra depois de uma cirurgia de radiculopatia lombar. Múltiplas metáforas combinadas com uma estória podem ser importantes de uma perspectiva do paciente em ajudá-los a compreender sua experiência de dor.

O pensamento catastrófico é parte de um constructo bem enovelado e automatizado da cognição, uma distorção cognitiva, su...
22/07/2020

O pensamento catastrófico é parte de um constructo bem enovelado e automatizado da cognição, uma distorção cognitiva, superestimando o negativo de uma determinada situação através de uma percepção equivocada de sua condição. A capacidade de pensar só o desastre nos faz parar diante de algumas situações rotineiras simples, nos faz evitar alguns movimentos simples, como: “não posso flexionar a coluna, pois seu disco poderá “escorregar mais’’, “não posso jogar tênis, pois se fizer um backhand mais forte, meu cotovelo vai estourar”, “não posso mais pegar meu bebê no colo, pois minha hérnia pode explodir”, “não posso caminhar por causa do meu desgaste”, e muitas outras. O comportamento catastrófico é frequentemente associado com dor crônica. Uma forma de mensurar a catastrofização é o uso do PSC (pain catastrophizing scale). O PSC possibilita ao paciente familiarizar-se com algumas frases catastróficas contidas, um questionário self report, dando margem ao terapeuta intervir de forma mais cognitiva. Construímos seres catastróficos e somos os responsáveis por essa enorme população incapacitada fisicamente em todos os cantos do planeta. Portanto, devemos educá-la para que possamos, num futuro distante, colher frutos através de uma população mais ativa e mais capacitada para gerenciar sua própria saúde. Temos ferramentas intelectuais promissoras para vermos essa mudança . Vamos fazer a diferença?

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