16/10/2025
O termo estresse de minoria descreve o impacto psicológico que pessoas pertencentes a grupos historicamente marginalizados sofrem por viver em uma sociedade que ainda reproduz preconceitos e desigualdades.
Segundo Meyer (2003), o estresse de minoria é o conjunto de processos crônicos e únicos, como experiências de discriminação, expectativa de rejeição, ocultamento da identidade e internalização do estigma que afetam a saúde mental de indivíduos pertencentes a minorias sociais.
Ou seja, não é apenas um “estresse comum”, mas uma sobrecarga constante que decorre de viver em contextos de opressão.
É o acúmulo constante de microagressões, invisibilizações, medo de rejeição, necessidade de se provar e de esconder partes de si para ser aceito. É viver em alerta, tentando se proteger.
Com o tempo, esse desgaste emocional pode gerar ansiedade, depressão, culpa, dificuldades de autoaceitação e esgotamento emocional.
É aqui que a psicologia afirmativa se torna fundamental.
Ela acolhe essas vivências sem invalidá-las, compreende o contexto social que as produz e trabalha para reconstruir narrativas internas marcadas pela culpa, pela vergonha e pela autocrítica.
Na terapia afirmativa, o foco não é mudar quem você é, e sim criar espaço para que você exista por inteiro, sem precisar se esconder para caber. 💌
📚 Referência:
Meyer, I. H. (2003). Prejudice, social stress, and mental health in le***an, gay, and bisexual populations: Conceptual issues and research evidence. Psychological Bulletin, 129(5), 674–697.
Àgatha Cruz
Psicóloga Clínica
CRP04/52895
Alice Monteiro
Estudante de Psicologia