Psic. Laila Seganfredo

Psic. Laila Seganfredo Psicóloga Clínica | CRP-07/22266
Atendimento Presencial e Online

24/07/2026

O silêncio dessa fase também tem uma função protetora para a mulher, e é importante nomear isso sem romantizar.

Depois de anos de tentativas frustradas, calar é a forma que ela encontrou de estancar o desgaste, só que o mesmo silêncio que a protege da frustração diária também congela a decisão, e há mulheres que passam anos nesse estado intermediário, emocionalmente fora da relação e praticamente dentro dela, sem energia nem para reconstruir nem para partir.😉

Existe uma diferença clínica relevante entre desistir por exaustão e decidir com clareza: a primeira acontece no escuro, por acúmulo; a segunda pede um espaço em que essa mulher possa examinar o que ainda existe ali, o que já morreu e o que depende de mudança real do outro lado. É exatamente esse exame que a terapia oferece, antes que a saída aconteça por colapso, e não por escolha.❤️

Laila Seganfredo
Psicóloga | CRP-07/22266

17/07/2026

Tem um teste silencioso que revela mais sobre a relação do que muita discussão: observar em que momento a sua mão procura o celular quando vocês estão juntos. 📱

Se esse impulso aparece justamente quando o assunto ameaça f**ar sério, quando o silêncio se estende um pouco além do confortável ou quando o outro começa uma frase com “precisamos conversar”, vale olhar isso com mais atenção. O celular pode estar funcionando como uma rota de fuga permanente, sempre à mão e socialmente aceita. 💭

Casais que não suportam mais f**ar em silêncio um com o outro nem sempre perderam o amor. Em muitos casos, perderam o repertório de presença. Aquele conjunto de olhares, pausas, assuntos e pequenos gestos que antes permitia simplesmente estar junto sem precisar escapar o tempo todo.

E repertório não volta sozinho. Ele precisa ser reconstruído na prática: com momentos sem tela, conversa protegida e disposição para atravessar o desconforto sem interromper tudo antes. 🤍

Laila Seganfredo — Psicóloga | CRP-07/22266

09/07/2026

Nem toda linguagem madura está realmente a serviço da relação. Às vezes, ela só deixa a recusa mais elegante.😏

O problema não está em alguém dizer que precisa de limite, de espaço ou de autocuidado. O problema aparece quando esse vocabulário entra sempre no mesmo ponto: na hora de ouvir, de reparar, de dividir peso ou de encarar uma conversa que mexe com responsabilidade. 💭

Aí a relação começa a viver uma distorção curiosa. Uma pessoa leva o desconforto, a outra responde com um discurso bonito, aparentemente consciente, mas que no fundo só protege a própria posição. E o que poderia ser elaboração vira blindagem.

Crescimento individual que não melhora a forma de se relacionar precisa ser olhado com mais cuidado. Porque maturidade não é saber nomear limite. Maturidade também é perceber quando o seu jeito de se proteger está deixando o outro sozinho dentro do vínculo. ⚠️

Se isso te lembrou alguma conversa que terminou cedo demais, compartilha. Às vezes, o que falta numa relação não é vocabulário. É disposição real para continuar onde a fala ficou incômoda. 🤍

Laila Seganfredo
Psicóloga – CRP-07/22266

Se você não anota o que falta na despensa, o armário f**a vazio. Se não lembra da reunião da escola, a data passa batida...
07/07/2026

Se você não anota o que falta na despensa, o armário f**a vazio. Se não lembra da reunião da escola, a data passa batida. O seu parceiro até faz o que você pede, mas o peso de planejar, antecipar e delegar continua morando só na sua cabeça. E é bem aí que começa a nascer uma raiva silenciosa, daquelas que não estouram de uma vez, mas vão se acumulando um pouco todo dia. 🌧️

Vejo muito isso no consultório. A mulher chega exausta e se sentindo culpada, achando que está perdendo a paciência por “bobagem” — uma louça na pia ou um boleto atrasado. Mas a exaustão dela é de outra natureza: é gerencial. Sem perceber, ela assumiu sozinha o cargo de gerente do lar. Administra a rotina de dois adultos guardando na memória o estoque de comida, o calendário de vacinas, o aniversário da sogra e os prazos dos impostos. Enquanto isso, o outro vive sob o mesmo teto com a leveza de quem só se mexe quando é acionado. 🛋️

O perigo dessa dinâmica é o que ela destrói com o tempo. Ter que pedir tudo transforma o parceiro em mais um dependente da casa, e a admiração simplesmente não sobrevive à necessidade de gerenciar o outro. Onde a admiração acaba, o afeto abre espaço para o ressentimento. O corpo se fecha, o diálogo esvazia e a intimidade morre muito antes de qualquer briga declarada. Quem jura não entender por que sente tanta irritação por coisas pequenas está, na verdade, carregando o peso insustentável de ser a única mente pensando a vida dos dois. 🥀

O primeiro passo para sair desse ciclo não é pedir mais ajuda, é mudar o foco da conversa. Em vez de cobrar a louça lavada, o diálogo precisa ser sobre a gestão. É sentar e dizer: “Eu não vou mais ser a única agenda desta casa. Como nós dois vamos gerenciar isso a partir de hoje?”. O trabalho invisível precisa ser colocado na mesa. 🗣️

F**a a pergunta que costuma virar a chave na terapia: o que você já desistiu de pedir dentro de casa porque cansou de ser a única a lembrar? 💭

Laila Seganfredo
Psicóloga - Terapeuta de Casais
CRP-07/22266

03/07/2026

Dinheiro importa, claro. A casa precisa funcionar. O problema aparece quando essa contribuição passa a ser usada como medida principal do valor de um homem dentro da relação. 💸

Existe uma diferença grande entre ajudar a manter a estrutura da casa e realmente ocupar um lugar de parceria. Presença, escuta, responsabilidade emocional, participação nas decisões e divisão do peso da vida comum continuam fazendo falta, mesmo quando as contas estão em dia.

É por isso que tantas mulheres vivem ao lado de homens que bancam tudo e, ainda assim, se sentem sozinhas, sobrecarregadas e sem espaço real dentro da própria relação. O conforto material pode existir, mas isso não signif**a acolhimento, vínculo ou segurança emocional. 🏠

Vale olhar com honestidade para essa pergunta: essa dinâmica tem feito você se sentir acompanhada ou apenas dependente? 💭

Laila Seganfredo
Psicóloga – CRP-07/22266

30/06/2026

Quando uma mancha f**a tempo demais no tecido, ela já não sai do mesmo jeito. Exige mais cuidado, mais tentativa e, em alguns casos, não volta a ser como antes. 🧺

Na relação, algumas coisas também funcionam assim. Pequenos desrespeitos, frustrações, falas atravessadas e episódios que vão sendo engolidos porque “não é o momento”, “não vale a pena” ou “depois eu vejo isso”. No dia, parece algo contornável. O problema é o que acontece quando isso vai f**ando.

Evitar certos assuntos pode até dar a sensação de paz por um instante, mas também pode fazer o incômodo entrar mais fundo. E, depois de um tempo, já não se trata mais de um desconforto pontual. Já virou ressentimento. 💭

Nem tudo precisa se transformar em uma grande conversa imediatamente. Mas tem coisa que, se não for cuidada perto do momento em que aconteceu, cobra um preço maior depois.

Qual a sua opinião? Melhor sentar logo e conversar ou deixar os fatos amadurecerem e esperar um momento melhor? 👀

Laila Seganfredo
Psicóloga – CRP-07/22266

26/06/2026

Insistir na mudança de alguém pode parecer amor, mas muitas vezes já virou um jeito de adiar uma verdade difícil: a relação está te custando mais do que deveria. 💭

Aos poucos, a esperança vai ocupando um espaço enorme. Você passa a olhar mais para o potencial dele do que para a realidade que está vivendo. E é aí que muita coisa começa a sair do lugar. A sua régua baixa, os seus limites f**am confusos e aquilo que antes te machucava passa a ser tratado como se fosse parte normal do processo. ⚠️

Só que vínculo saudável não se constrói em cima da promessa de que um dia o outro vai aprender a ser diferente. Ele se constrói em cima do que já existe de concreto: respeito, responsabilidade, presença e compromisso.

Esperar mudança não é o mesmo que viver uma relação. E, em algum momento, olhar para si com mais honestidade deixa de ser opção e passa a ser necessidade. 🤍

Laila Seganfredo
Psicóloga – CRP-07/22266

16/06/2026

Tem hora em que falar não aproxima. Só desgasta mais.

Algumas conversas pedem menos pressa e mais lucidez. Quando o outro já está fechado e você também já chegou no limite, insistir naquele instante costuma aumentar a distância em vez de abrir espaço para entendimento. 💭

Silêncio, em certos momentos, não é fuga. Pode ser cuidado com o que ainda merece ser dito com mais clareza, num momento em que exista escuta de verdade.

Escolher a hora certa de falar também faz parte de uma comunicação madura. 🤍

Laila Seganfredo
Psicóloga – CRP-07/22266

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