20/01/2026
Muita gente trava na hora de falar sobre as regras da terapia quando o tema é SIGILO. Acham que se explicarem os limites do sigilo, o paciente vai fugir ou parar de confiar.
Mas a verdade é exatamente o oposto: o que destrói o vínculo não é a regra clara, é a surpresa no meio do caos.
Na clínica (e especialmente na DBT), clareza é cuidado. Se eu não aviso quando e como vou intervir em algumas situações, corro o risco de ser negligente, e não "ético".
Essa cláusula que deixei no carrossel é o meu paraquedas e o dele também. Ela garante que:
- Eu não seja pego de surpresa juridicamente.
- O paciente saiba que, se ele perder o controle, eu tenho um plano que vai priorizar a vida dele acima de qualquer segredo.
Não é sobre ser "dedo-duro", é sobre transparência radical. É dizer: "Entre o sigilo e a sua vida, eu escolho a sua vida".
Pode copiar a cláusula à vontade :)
E você? Já passou pelo sufoco de ter que decidir sobre uma quebra de sigilo sem ter isso combinado antes ou já deixa tudo preto no branco desde o minuto zero?