12/08/2026
Visitar Auschwitz é estar diante de uma parte da história que sempre me despertou muito interesse, mas que nenhum livro, documentário ou relato consegue realmente nos preparar para vivenciar de perto.
Caminhar por esse lugar é difícil de descrever. Existe um silêncio que pesa, uma sensação de tristeza e incredulidade ao pensar que tudo aquilo aconteceu de verdade — e há menos de um século.
Estar diante dos alojamentos, dos trilhos, das cercas e dos objetos que pertenceram às vítimas faz com que números deixem de ser apenas números. Foram milhões de histórias interrompidas, famílias destruídas e pessoas submetidas a uma das maiores atrocidades já cometidas pela humanidade.
Sempre procurei conhecer e compreender a história do Holocausto, mas estar em Auschwitz trouxe uma dimensão completamente diferente. É uma visita que provoca reflexão, desconforto e, acima de tudo, reforça a importância de preservar a memória daqueles que estiveram aqui.
Auschwitz não é apenas um lugar para conhecer. É um lugar para lembrar. Para refletir sobre até onde o preconceito, o ódio, a intolerância e a desumanização podem levar uma sociedade.
Que as vítimas jamais sejam reduzidas a números e que suas histórias continuem sendo contadas. Porque lembrar também é uma forma de impedir que o passado seja normalizado, relativizado ou esquecido.
“Um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la.”
📍 Auschwitz-Birkenau, Polônia 🇵🇱