23/05/2026
“Há almas que nasceram com asas nos pés e pressa nos olhos.
Não por falta de teto, mas por excesso de horizonte.”
Estar de volta a São Paulo sempre faz meu coração bater em um ritmo diferente. Essa cidade me acolheu, me moldou e, hoje, me recebe de braços abertos para fazer o que também amo: compartilhar conhecimento no palco de um congresso.
Quem me acompanha por aqui vê o lado bonito da jornada, mas a verdade é que sou uma alma inquieta. Daquelas que nunca se acomoda. Entregar o melhor para as minhas pacientes é uma busca incessante que exige sacrifícios reais.
Signif**a passar noites em claro debruçada sobre livros, abrir mão de horas preciosas de sono e, o que mais me dói, me ausentar fisicamente de quem eu mais amo no mundo.
Mas cada escolha tem um propósito maior.
Minha história com São Paulo é profunda. Ter passado pela Santa Casa me transformou por completo. Foi ali que aprendi a enxergar meus pacientes e meus colegas com uma lente mais profunda. Mais tarde, me aprofundar na plástica de face aqui na capital me deu as ferramentas para ter essa visão holística que defendo tanto a de que não operamos apenas um olhar ou uma face, mas cuidamos de uma identidade, de uma história.
Tudo o que busco fora, cada técnica aperfeiçoada e cada hora de estudo, eu trago na bagagem de volta para casa. É por vocês, para que cada paciente que confie no meu trabalho sinta o reflexo dessa dedicação.
Obrigada Deus, pela minha família que me apóia, minha equipe que torna reais minhas convicções e obrigada São Paulo, por me lembrar de onde vim e por me mostrar até onde posso ir por amor à minha profissão e a quem confia em mim.