27/10/2017
A definição mais abrangente do termo fáscia foi proposta como base para o primeiro Congresso de Pesquisas sobre Fascia (Findley e Schleip, 2007) e foi desenvolvida mais adiante (Huijing e Langevin, 2009) para os dois congressos seguintes. O termo fáscia descreve aqui o “componente de tecido mole do sistema de tecido conjuntivo que permeia o corpo humano”. Poder-se-ia também descrevê-los como tecidos colagenosos fibrosos que fazem parte de um sistema de transmissão de força tensional em todo o corpo.
A rede fascial completa inclui então não só folhas de tecido plano densas (como septos, envelopes musculares, cápsulas articulares, cápsulas de órgãos e retináculos), o que também pode ser chamado de “fáscia epimisal”, mas também engloba densif**ações locais desta rede em forma de ligamentos e tendões. Além disso, inclui tecidos conectivos colágenos mais macios, como a fáscia superficial ou a camada intramuscular mais íntima do endomísio.
Completando o Sistema de Movimento temos as Fáscias Profundas, que envolvem grupos musculares com a finalidade de coordenar padrões motores. Aprofundando em relação ao plano fascial de movimento chegamos até as fáscias viscerais, que se dividem em Fáscias Parietais, mais ligadas com o continente ao qual as vísceras estão envolvidas, e as Fáscias Viscerais, relacionadas a função visceral. São formadas por ligamentos, mesentérios, omentos.
Temos também os tecidos conjuntivos envolvendo, protegendo e nutrindo o Sistema Nervoso. A nível central temos a Duramáter, Aracnóide e Pia-máter. Contínua com as meninges temos o Epineuro, Perineuro e Endoneuro, contínuo com o Sistema Nervoso Periférico.
Estudos recentes mostram que a maioria dos receptores neuronais (aferências) estão localizadas no tecido fascial, envolvendo a Fáscia como um grande sistema sensorial do corpo.
Em suma, o Universo Fascial gera proteção, transmissão de força, função imunológica, sensitiva,nutricional para todo o corpo, conectando todas as estruturas do Sistema Humano