29/07/2026
Existe uma gestação que ninguém vê.
Quando pensamos na gravidez, é comum imaginarmos o crescimento da barriga, os exames, o enxoval e a expectativa pela chegada do bebê.
Mas existe outra transformação acontecendo ao mesmo tempo.
Mais silenciosa.
Menos visível.
Enquanto um bebê se desenvolve, uma mulher também começa a se transformar.
Ela passa a imaginar quem será como mãe.
Questiona se será capaz.
Revisa a própria infância.
Pensa na educação que deseja oferecer.
Lida com mudanças no corpo, na rotina, nos relacionamentos e nos projetos de vida.
Essa transição recebeu o nome de matrescência, um termo criado pela antropóloga Dana Raphael, na década de 1970, para descrever o processo de transformação vivido pela mulher ao tornar-se mãe. Anos depois, a psiquiatra reprodutiva Alexandra Sacks ampliou esse conceito, mostrando que a matrescência é uma fase de intensas mudanças biológicas, emocionais, psicológicas e sociais — tão marcante para a mulher quanto a adolescência.
Por isso, sentimentos ambivalentes podem fazer parte dessa fase.
É possível sentir alegria e medo.
Gratidão e insegurança.
Amor e dúvidas.
Essas emoções não tornam uma mulher menos preparada para a maternidade. Elas mostram que ela está vivendo uma das maiores transições da vida.
Cuidar da saúde mental durante a gestação também é uma forma de cuidar do bebê.
Porque acolher a mulher que está nascendo é tão importante quanto preparar a chegada da criança.
💬 Se você já viveu uma gestação, houve alguma emoção que te surpreendeu e sobre a qual ninguém tinha falado?
📌 Salve este post para lembrar que a gravidez transforma muito mais do que aquilo que conseguimos enxergar.
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