20/11/2022
Em uma grande sequência de mensagem importantes trabalhadas durante os meses de outubro e novembro, o combate ao racismo, no novembro negro, é um deles!
Há décadas o mês de novembro tem se tornado referência para atividades que inspiram a luta, resistência e, principalmente, a rebeldia do povo preto, que tem historicamente sido os sujeitos do enfrentamento ao racismo articulado nas diversas esferas da sociedade.
Acredito que o Novembro Negro é um momento de amplo debate e de discussão em torno da sociedade igualitária que queremos e apontar os caminhos de como devemos construí-la.
E de uma perspectiva psíquica, o racismo tem diversos danos em nossa saúde mental.
Em duas dimensões são atacadas diretamente: a identidade e a autoestima. Não possuindo referenciais identitários valorizados na nossa sociedade (heróis, pessoas bonitas, inteligentes) resta ao grupo subalterno se identificar com a sua “inferioridade natural” ou reivindicar para si um ideal de ego branco. Instala-se a baixa autoestima, valorizando-se pouco e acreditando que é inferior.
Como consequências somáticas temos a depressão, o alcoolismo, a ansiedade, a autodepreciação, síndrome do pânico. O quadro é complexo e requer certa experiência para se diagnosticar que essas manifestações podem advir da discriminação racial.
Ainda caminhamos em espaços apertados, precisamos tornar não só a saúde, em geral, equalitária e acessível para todos, mas também uma sociedade onde somos iguais, onde nossas raízes nos fortalecem para formamos uma geração em ascensão.