05/06/2026
“Antes de pedir um exame, faça três perguntas: para quem pedir, por que pedir e quando pedir.”
Este caso ilustra um problema frequente na prática médica: o uso de recursos diagnósticos em pacientes com baixa probabilidade de doença, apenas para “garantir”.
Homem de 64 anos, dor torácica com características musculoesqueléticas, ECG normal, troponinas normais e baixo risco pelo HEART Score.
Pelas evidências, o risco era baixo e a alta era segura.
Mas a realização de uma angiotomografia revelou uma lesão coronariana intermediária, provavelmente crônica. A partir daí, iniciou-se uma cascata de investigações:
• Internação
• Cintilografia
• Cateterismo
• FFR
• Cinco dias de hospitalização
Ao final, nenhuma isquemia significativa foi encontrada e nenhuma conduta mudou.
O saldo?
✔ Mais custos para o sistema
✔ Mais exposição à radiação e contraste
✔ Mais risco de eventos adversos
✔ Mais ansiedade para o paciente e familiares
✔ Nenhum benefício clínico demonstrado
Nem todo exame que pode ser pedido deve ser pedido.
Medicina baseada em evidências não significa fazer mais. Muitas vezes significa saber quando não fazer.
O melhor exame não é o mais sofisticado. É aquele que tem potencial real de mudar a conduta e melhorar o desfecho do paciente.
HEARTScore UsoRacionalDeRecursos QualidadeAssistencial SegurançaDoPaciente