28/07/2026
Paternidade, mais do que contar a história de um pai que aprende a cuidar sozinho da filha após uma perda inesperada, nos convida a refletir sobre como pensamentos, emoções e comportamentos influenciam a forma como enfrentamos os desafios da vida.
Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o protagonista vivencia situações que despertam medo, insegurança e a crença de não ser capaz de exercer a paternidade. Ainda assim, ao enfrentar cada dificuldade, ele desenvolve novas habilidades, fortalece sua autoconfiança e percebe que não precisa ser perfeito, apenas estar disposto a aprender e seguir em frente.
O filme também evidencia a importância da flexibilidade cognitiva: à medida que o personagem questiona seus medos e substitui pensamentos de incapacidade por atitudes mais funcionais, ele constrói um vínculo seguro e afetuoso com a filha. Isso mostra que o crescimento emocional acontece por meio de pequenas mudanças diárias, persistência e disposição para enfrentar os desafios.
Outro aspecto importante é o papel da rede de apoio. Na TCC, reconhecemos que buscar ajuda e aceitar suporte são estratégias de enfrentamento saudáveis, capazes de reduzir a sobrecarga emocional e favorecer a adaptação diante das adversidades.
No fim, Paternidade nos lembra que o amor não elimina as dificuldades, mas fortalece a capacidade de enfrentá-las. É uma história sobre resiliência, aprendizado e a construção de vínculos que se desenvolvem dia após dia, mesmo em meio às imperfeições.
🎥 Filme : Paternidade (disponível Netflix)