12/02/2026
Ser psicóloga, para mim, não é apenas uma profissão.
É uma escolha diária de estar disponível para o humano — inclusive para aquilo que não é bonito, não é organizado e não cabe em respostas prontas.
Ao longo do tempo fui entendendo que escutar alguém é muito mais do que ouvir palavras. É sustentar silêncios, contradições, repetições, defesas e dores que, muitas vezes, nem a própria pessoa consegue nomear.
Ser psicóloga me coloca, todos os dias, diante da complexidade das histórias, das marcas que a vida deixa no corpo e na subjetividade, e da delicadeza que existe no processo de se conhecer.
A clínica me ensinou que não é sobre eliminar o sofrimento, mas sobre criar condições para que ele possa ser elaborado, simbolizado e transformado em algo que não paralise a vida.
Ser psicóloga, para mim, é acompanhar processos que não são lineares.
É respeitar o tempo psíquico de cada um.
É reconhecer que, muitas vezes, avançar é também poder parar, recuar, se proteger.
Escolhi a psicologia porque acredito profundamente no poder da palavra, do vínculo e da presença.
Porque acredito que quando alguém encontra um espaço seguro para existir, algo se reorganiza por dentro — mesmo que de forma lenta, sutil e silenciosa.
Ser psicóloga é, para mim, um compromisso com o cuidado, com a escuta ética e com a singularidade de cada história.
E, sobretudo, um compromisso com o humano — inclusive com o meu próprio. ❤️