28/08/2026
Trabalhar com nutrição oncológica muda a forma como a gente enxerga a comida.
No hospital, eu já vi a alimentação deixar de ser apenas rotina e se transformar em desejo, conforto, memória, afeto e, muitas vezes, em uma das poucas formas de prazer que ainda eram possíveis.
Também aprendi que nem sempre cuidar signif**a restringir. Às vezes, cuidar é adaptar. É flexibilizar. É encontrar uma forma de fazer com que aquela pessoa consiga comer, mesmo diante da dor, da dificuldade ou das limitações que a doença trouxe.
Por isso, eu não consigo tratar comida como inimiga.
Porque, quando a gente entende a fragilidade da vida, passa a enxergar a alimentação de uma forma muito diferente. 🤍