Dra. Bianca Schwab - psiquiatra

Dra. Bianca Schwab - psiquiatra Médica psiquiatra
Atendimento psiquiátrico geral de adultos em Florianópolis-SC
Fone: (48) 99144-

Conviver com alguém com TDAH nem sempre é fácil.Esquecimentos, atrasos, dificuldade para organizar tarefas, procrastinaç...
29/06/2026

Conviver com alguém com TDAH nem sempre é fácil.

Esquecimentos, atrasos, dificuldade para organizar tarefas, procrastinação e impulsividade podem gerar conflitos frequentes em relacionamentos, famílias e até ambientes de trabalho.

Um dos erros mais comuns é interpretar todas essas dificuldades como falta de interesse, preguiça, desleixo ou má vontade.

Mas também é importante lembrar que compreender o TDAH não significa justificar qualquer comportamento ou ignorar o impacto que ele pode ter sobre outras pessoas.

O objetivo não é encontrar culpados. É entender melhor o que está acontecendo para construir estratégias que realmente funcionem.

Quando há mais informação, menos julgamentos e tratamento adequado quando necessário, a convivência costuma se tornar mais leve para todos os envolvidos.

Qual dessas situações você mais reconhece no dia a dia?




Na ansiedade, o cérebro tende a interpretar ameaças com mais facilidade e intensidade.Alguns hábitos ajudam a reduzir os...
18/06/2026

Na ansiedade, o cérebro tende a interpretar ameaças com mais facilidade e intensidade.

Alguns hábitos ajudam a reduzir os sintomas e aumentar a sensação de segurança. Outros, embora pareçam aliviar no curto prazo, acabam mantendo ou intensificando a ansiedade ao longo do tempo.

Isso não significa que a pessoa está escolhendo sentir ansiedade ou que basta “pensar positivo”. Ansiedade é um fenômeno complexo que envolve fatores biológicos, psicológicos e ambientais.

Compreender essa dinâmica ajuda a construir estratégias mais eficazes para lidar com os sintomas e recuperar qualidade de vida.




Quando se fala em narcisismo, muita gente pensa apenas em alguém arrogante, vaidoso ou que gosta de aparecer.Ao mesmo te...
16/06/2026

Quando se fala em narcisismo, muita gente pensa apenas em alguém arrogante, vaidoso ou que gosta de aparecer.

Ao mesmo tempo, o termo “narcisista” passou a ser usado com tanta frequência nas redes sociais que, muitas vezes, qualquer pessoa egoísta, difícil ou que nos machucou acaba recebendo esse rótulo.

Mas o transtorno de personalidade narcisista é mais complexo do que isso.

Trata-se de um padrão persistente de funcionamento caracterizado por necessidade excessiva de admiração, sensação de grandiosidade, dificuldade em reconhecer as necessidades dos outros e grande sensibilidade a críticas ou rejeições.

Essas características costumam estar presentes em diferentes contextos da vida e podem causar prejuízos nos relacionamentos, no trabalho e na forma como a pessoa lida com frustrações.

Embora a imagem transmitida seja frequentemente de autoconfiança e superioridade, por trás dela pode existir uma autoestima instável, muito dependente da validação externa.

Ter alguns traços narcisistas não significa necessariamente ter o transtorno. O diagnóstico depende de uma avaliação cuidadosa do padrão de funcionamento da pessoa ao longo do tempo.

O objetivo deste conteúdo não é rotular pessoas, mas ajudar a compreender melhor um transtorno que frequentemente é simplificado ou usado de forma inadequada.




Você já travou numa decisão simples e não entendeu por quê?No TDAH, decidir não envolve só escolher.Envolve organizar in...
27/04/2026

Você já travou numa decisão simples e não entendeu por quê?

No TDAH, decidir não envolve só escolher.
Envolve organizar informação, priorizar, lembrar do que já foi feito, avaliar energia, lidar com imprevistos no meio do caminho.

Tudo isso depende de função executiva.

Quando esse sistema está sobrecarregado, até decisões pequenas podem exigir muito mais esforço do que o esperado.

E o resultado, muitas vezes, não é falta de vontade.
É cansaço antes mesmo de começar.

Na prática, isso aparece como adiamento, mudança de plano ou dificuldade de iniciar tarefas.

👉 No final do carrossel, eu explico o que pode ajudar a diminuir esse desgaste no dia a dia.




Você já pediu desculpa por algo e, depois, percebeu que talvez fosse a ansiedade falando? Nem tudo que a gente chama de ...
21/04/2026

Você já pediu desculpa por algo e, depois, percebeu que talvez fosse a ansiedade falando?

Nem tudo que a gente chama de ansiedade aparece como “ansiedade”. Muitas vezes ela vem em forma de comportamento.

Cancelar, evitar, falar mais do que gostaria, se sobrecarregar, buscar confirmação… coisas que, isoladas, podem parecer só jeito de ser. Mas, na prática, costumam ter função. Diminuir desconforto, antecipar problema, tentar dar conta de algo por dentro.

Ao mesmo tempo, nem tudo é ansiedade. Alguns desses padrões também aparecem em outros quadros, e é aí que a gente precisa tomar cuidado pra não simplificar demais.

Na clínica, o que importa não é só o comportamento, mas também o que está sustentando ele.




TDAH e autismo podem se parecer em alguns pontos, e isso costuma gerar bastante confusão.Na prática, a gente vê dificuld...
20/04/2026

TDAH e autismo podem se parecer em alguns pontos, e isso costuma gerar bastante confusão.

Na prática, a gente vê dificuldades na atenção, na organização, na regulação emocional… e é fácil cair na ideia de que é tudo a mesma coisa. Não é.

Alguns comportamentos realmente se sobrepõem. Mas o que está por trás deles não é igual.
E isso faz diferença de verdade.

No TDAH, a atenção costuma ser mais instável, muito dependente do interesse e do estímulo do momento.
No autismo, o foco tende a ser mais intenso, mais restrito e persistente.

A rotina é outro exemplo que confunde.
No TDAH, ela costuma ajudar, pois faz parte do tratamento.
No autismo, muitas vezes ela é necessária, porque traz previsibilidade e reduz desconforto com mudanças.

Dificuldades sociais também podem aparecer nos dois, mas por caminhos diferentes.
No TDAH, muitas vezes por impulsividade ou desatenção.
No autismo, por uma diferença na forma de comunicação e interação.

Então não é só olhar para o comportamento.
É entender o funcionamento.

Quando a gente não faz essa distinção, o risco de simplificar demais é grande.
E isso impacta diagnóstico, tratamento e a forma como essa pessoa é compreendida.




Hoje, 30 de março, é o Dia Mundial de Conscientização do Transtorno Bipolar.E aproveito a data para trazer um ponto impo...
30/03/2026

Hoje, 30 de março, é o Dia Mundial de Conscientização do Transtorno Bipolar.

E aproveito a data para trazer um ponto importante sobre sua relação com o TDAH.

Existe uma sobreposição de sintomas que pode confundir: impulsividade, irritabilidade, oscilações emocionais… tudo isso pode aparecer nos dois quadros. Por isso, não é raro que a bipolaridade, especialmente o tipo II, seja confundida com TDAH.

Além disso, a comorbidade é mais frequente do que se pensava, o que torna a avaliação ainda mais desafiadora.

O TDAH, costuma ser um funcionamento mais crônico, com oscilações rápidas e reativas ao ambiente.
Já no transtorno bipolar, os sintomas aparecem em episódios, com mudanças de humor mais marcadas e que não dependem necessariamente do contexto.

Fazer essa diferenciação não é detalhe.
É o que direciona um tratamento adequado e evita anos de sofrimento desnecessário.

E mais: essas condições podem coexistir.

Se você se identificou com algo ou já ficou em dúvida sobre isso, vale buscar uma avaliação cuidadosa.

Entender o que está acontecendo muda completamente a forma de se cuidar.




Muita gente ainda reduz o TDAH a “falta de atenção” ou “excesso de energia”.Mas o transtorno vai muito além disso.Ele po...
26/03/2026

Muita gente ainda reduz o TDAH a “falta de atenção” ou “excesso de energia”.
Mas o transtorno vai muito além disso.

Ele pode aparecer como procrastinação, paralisia diante de tarefas, cegueira temporal, desregulação emocional, dificuldade de priorizar e sensação de mente acelerada.

Quando isso não é reconhecido, muitas pessoas crescem achando que o problema é falta de esforço, disciplina ou “fraqueza”.
Não é.

Reconhecer o TDAH como ele realmente se manifesta é parte importante do caminho para diagnóstico, tratamento e mais autonomia.

Quantas pessoas passaram anos se culpando por algo que, na verdade, nunca souberam nomear?




Novas medicações não significam substituir os tratamentos já existentes, mas ampliar possibilidades. E, no TDAH, isso im...
23/03/2026

Novas medicações não significam substituir os tratamentos já existentes, mas ampliar possibilidades. E, no TDAH, isso importa.




Em muitos cérebros com TDAH, repetir palavras, sons ou trechos de músicas pode ser uma forma automática de organizar o p...
02/03/2026

Em muitos cérebros com TDAH, repetir palavras, sons ou trechos de músicas pode ser uma forma automática de organizar o pensamento, sustentar a atenção ou aliviar a sobrecarga mental.

Entender a função de um comportamento muda completamente a forma de lidar com ele.

Em vez de tentar calar, punir ou corrigir, a pergunta passa a ser: o que isso está ajudando essa pessoa a fazer agora?

Psicoeducação não é rotular, é ampliar leitura clínica.




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