04/09/2019
A busca por psicoterapia é geralmente deixada de lado e, apenas em último caso ocorre, quando o problema já aconteceu e precisamos de uma solução, quase que imediata, e eficaz. Mas por qual motivo isso acontece?
Talvez porque ainda existam preconceitos em relação à busca de ajuda em se tratando de saúde mental ou porque as pessoas desconhecem o trabalho do profissional psicólogo. Quantas vezes escutamos que "psicólogo é coisa de gente louca" ou que "fazer psicoterapia é coisa para pessoas fracas" ou é então utilizada como forma de agressão, naquele recado "indelicado" de: "vá se tratar!". Pois bem, por muito tempo perpetuamos esses discursos sem saber ao certo do que estavamos falando.
A psicoterapia tem suas origens na filosofia e sociologia, no pós-guerra. O grande fundador do modelo mais conhecido de psicoterapia, a psicanálise, é Sigmund Freud. Diversos foram os seus ensinamentos e divergências de pensamento foram dando origem a diferentes abordagens de psicoterapia, que até hoje se fazem presentes, a abordagem humanista, cognitivo-comportamental, comportamental, cognitivista...
Hoje em dia a psicoterapia é reconhecida por lei como uma das práticas do profissional psicólogo, mas não a única. O profissional psicólogo é devidamente capacitado para fazer uma escuta ativa e empática do seu cliente, respeitando o sigilo ético e profissional (salvo em situações em que exista algum risco iminente de vida). É capacitado, também, para fazer a identificação das demandas, bem como, a fornecer informações ao cliente que podem auxiliar no tratamento, tais como a psicoeducação. O profissional auxilia tanto na identificação, quanto na resolução de problemas, através de planos e estratégias de resolução de problema pautados em métodos e técnicas reconhecidos cientificamente. No entanto, este profissional não é mágico, precisa da colaboração e do engajamento de seus clientes no tratamento.
Tudo isso significa que não precisamos esperar o problema se tornar um "problemão" para buscar ajuda... caso você não se enquadre em qualquer diagnóstico, não tenha uma queixa considerada "urgente" ou "muito grave", também pode buscar ajuda ao perceber simplesmente que os projetos de vida estão empacados, ou que a preguiça esteja vencendo todos os dias...ou simplesmente porque tem se sentido menos confiante, não tão satisfeito consigo...ou porque deseja se conhecer e melhorar seus aspectos positivos ou melhorar aspectos negativos, ou até adquirir novas habilidades!
Psicóloga: Mariana Guazzelli Castioni