Adriana Alves Psicóloga

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23/07/2026

A relação com pai e mãe nunca deixa de existir. Eles estarão sempre internalizados em nós, como reflete o escritor Andrei Moreira ,

A relação muda de forma, ganha novos contornos, signif**ados e revela novas camadas conforme a maturidade emocional vai chegando.

Olhar para essa história é importante, assim como reconhecer as dores da infância e dar nome às próprias feridas também.

Mas permanecer apenas procurando culpados não produz transformação.

Existe um momento em que a pergunta deixa de ser: "Por que isso aconteceu comigo?"
E passa a ser: "O que farei, hoje, com a história que vivi?"

Essa mudança de perspectiva não apaga a dor, nem diminui a responsabilidade de quem feriu, mas devolve a liberdade de escolher um novo caminho.

Existe uma diferença profunda entre culpa e responsabilidade.
A culpa mantém o olhar preso ao passado.
A responsabilidade devolve a capacidade de cuidar da própria vida.
É nesse momento que começa o verdadeiro amadurecimento emocional.

Não quando alguém finalmente oferece o amor que faltou.
Mas quando a pessoa aprende, pouco a pouco, a oferecer a si mesma o cuidado, o respeito, a compaixão e o acolhimento de que sempre precisou.

Quando saímos da posição passiva e paramos de esperar que o passado seja diferente, que os pais assumam a culpa por nossa infelicidade. E passamos aos poucos a assumir, com delicadeza, a responsabilidade de construir um futuro diferente...o portal se abre!!

É o caminho para a liberdade.

Adriana Alves

O acesso à informação sobre saúde mental foi democratizado e isso é um avanço importante. No entanto, quando conteúdos r...
17/07/2026

O acesso à informação sobre saúde mental foi democratizado e isso é um avanço importante. No entanto, quando conteúdos rápidos de redes sociais e consulta à ferramentas de inteligência artificial passam a substituir a avaliação clínica, corremos o risco de transformar “traços semelhantes” em diagnóstico.

Nós, seres humanos, não toleramos o não saber, então acabamos dando respostas por não suportar esse não saber. E isso acaba sendo perigoso pois fechamos diagnósticos precipitados, nos automedicamos e medicamos nossos entes queridos.

Na prática clínica, um diagnóstico não nasce de um vídeo, de um teste online ou de uma lista de sintomas. Ele é construído por meio da escuta, da investigação, do estudo, da especialização, da compreensão da história singular de cada pessoa.

Na perspectiva psicodinâmica, não buscamos apenas nomear um sofrimento, mas compreender o sentido que ele tem para aquele sujeito. É essa escuta que torna possível um cuidado verdadeiramente e individualizado.

E quando um diagnóstico é precipitado pode trazer consequências que vão além da confusão sobre o próprio sofrimento.

Em alguns casos, pode levar a tratamentos inadequados, iatrogenia e até o agravamento de patologias que são tratadas de forma equivocada.

Corre-se o risco também de um medicamento aliviar um sintoma momentaneamente sem compreender aquilo que está na origem do sofrimento, atrasando um processo de cuidado mais profundo e verdadeiramente transformador.

O uso de psicofármacos, é uma importante ferramenta que pode ser indicado por um tempo, em alguns casos, se tornando inclusive imprescindíveis para tornar a psicoterapia possível .

Se você tem dúvidas sobre o que está se passando com sua saúde mental, permita que isso seja o motor da busca por ajuda.

✅ Não banalize o que pode ser tratado e melhorar com isso sua vida e a vida de quem convive com você.

Adriana Alves
💬Psicóloga com orientação Psicanalítica
⚧️Especialista em Sexualidade Humana
www.adriana-alves.psc.br

12/07/2026

Neste episódio de Invejosa, disponível na Netflix, a protagonista nos emociona com a imagem sobre o vínculo terapêutico.

A terapia é um espaço sem julgamento e profundamente humano. Um lugar onde a pessoa não está sozinha com aquilo que sente e também não está sozinha diante daquilo que precisa elaborar.

Não é uma relação fria ou distante. Existe presença, escuta, é uma relação que se constrói ao longo do tempo. É essa proximidade que sustenta o processo, porque ninguém consegue transformar sua história sem se sentir, de algum modo, acolhido nela.

Na prática clínica, a confiança nasce da possibilidade de estar lado a lado, de olhar para o que há de mais delicado, doloroso, e profundamente humano em nós. Que são as emoções!

E talvez seja isso que torna o processo terapêutico tão singular: não é sobre alguém conduzir o outro, mas sobre construir, juntos, um espaço onde a repetição pode ser vista, compreendida e, aos poucos, transformada.

Adriana Alves
💬Psicóloga com orientação Psicanalítica
⚧️Especialista em Sexualidade Humana
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06/07/2026

Ninguém educa do zero.

Pais e mães criam seus filhos a partir da própria história. Repetimos aquilo que recebemos, às vezes porque funcionou, às vezes porque acreditamos que era a única forma de amar, proteger e preparar alguém para a vida.

Uma educação muito rígida pode, sim, contribuir para adultos que se cobram demais, têm dificuldade em errar e sentem que nunca são suficientes. Mas a ausência de limites também não prepara uma criança para lidar com as frustrações inevitáveis da vida.

Talvez a pergunta não seja: "Quanto rigor é o mais adequado?". E sim: como oferecer limites sem apagar a singularidade da criança? Como ensinar responsabilidade sem fazer do amor algo condicionado ao desempenho? Como preparar para o mundo sem desconectá-la de si mesma?

Educar também é ensinar que o fracasso faz parte da vida. Que frustrar-se não é o mesmo que fracassar como pessoa. Que errar não diminui o valor de ninguém, pois somos humanos e portanto falíveis!

E, para os pais, talvez haja um alívio importante: a educação nunca será perfeita. Na maioria das vezes, o que chamamos de "rigor" também era uma tentativa sincera de acertar com os recursos emocionais que existiam naquele momento.

Não precisamos de pais “perfeitos”. Precisamos de adultos capazes de refletir sobre a própria história, reparar quando necessário e seguir construindo novas formas de se relacionar com seus filhos.

É nesse movimento, e não na perfeição, que novas gerações podem crescer mais livres.

Adriana Alves
💬Psicóloga com orientação Psicanalítica
⚧️Especialista em Sexualidade Humana
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Diante do sofrimento de alguém, a tendência quase automática é tentar resolver.Oferecer conselhos, frases de alívio, exp...
28/06/2026

Diante do sofrimento de alguém, a tendência quase automática é tentar resolver.

Oferecer conselhos, frases de alívio, explicações rápidas ou caminhos de superação imediata. Em geral, isso nasce de uma boa intenção. Muitas vezes, existe o desejo genuíno de ajudar, de tirar o outro da dor.

Mas nem sempre isso é o que a pessoa precisa naquele momento.
Em muitos casos, a urgência em dar uma resposta diz mais sobre a dificuldade de tolerar a ansiedade que provoca ver o outro sofrendo, do que a real necessidade de resolução da dor do outro naquele instante.

Na psicoterapia, a ideia não é oferecer respostas prontas, nem acelerar processos emocionais. O trabalho consiste em criar um espaço onde a pessoa possa falar, pensar, sentir e elaborar sua experiência no próprio ritmo, sem pressa ou julgamentos. Esse espaço oferece a oportunidade das pessoas se escutarem, de elaborarem suas ideias e sentimentos. A escuta de si e do outro, tem um efeito transformador!

Quando alguém encontra palavras para aquilo que vive, algo começa a mudar. Não porque o sofrimento desaparece imediatamente, mas porque ele deixa de ser uma experiência isolada, confusa e sem forma. Aquilo que pode ser dito também pode começar a ser compreendido.

Escutar verdadeiramente exige uma capacidade que nem sempre é simples: tolerar que o outro ainda não esteja bem, que ainda não exista uma saída clara e que, em determinados momentos, a presença seja mais importante do que qualquer resposta.

Nem toda dor precisa ser interrompida. Algumas começam a se transformar justamente quando encontram alguém disposto a escutá-las.

Adriana Alves
💬Psicóloga com orientação Psicanalítica
⚧️Especialista em Sexualidade Humana
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21/06/2026

Muitas vezes, o que mantem alguém em uma relação não é o que ela recebe, mas o que ela idealiza receber e também, a repetição de algo que é familiar. E isso está relacionado ao que não recebeu dos primeiros objetos amorosos, suas primeiras referências afetivas. Seus pais ou representantes destes. Existe então internalizado um padrão de relacionamento onde se recebe muito pouco ou nada. E o não receber é “natural”.

A esperança também é de que o outro mude, perceba que a pessoa merece, ou finalmente consiga oferecer o amor que até então não ofereceu.
A questão é que, em algumas histórias, não se trata de falta de esforço de quem ama, mas de limitação emocional de quem não consegue oferecer reciprocidade e/ou não quer oferecer. Daí f**a a união da fome com a vontade de comer. De um lado; acho que as relações são assim mesmo, oferecem pouco. Do outro lado; o outro acha que não precisa se esforçar para dar.

O abandono então é banalizado. F**a uma solidão a dois! Não houve elaboração desse padrão de relacionamento então se escolhe o mesmo que se viveu lá atras.

Isso não é desistir de amar. É parar de se abandonar dentro do relacionamento . Porque existe um ponto em que insistir, deixa de ser vínculo e passa a ser sofrimento.

Relações saudáveis não exigem que você convença alguém a te enxergar. Elas começam quando você já é visto na forma como é tratado.

Talvez uma das formas mais importantes de maturidade emocional seja essa: reconhecer quando não há reciprocidade possível e permitir-se sair da posição de quem espera indefinidamente.

Relações saudáveis não exigem que você convença alguém do seu valor. Você tem que se convencer que tem esse valor!

Adriana Alves
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Enquanto é comum acreditar que as reclamações dos homens na relação costumam girar em torno de s**o ou liberdade, a real...
14/06/2026

Enquanto é comum acreditar que as reclamações dos homens na relação costumam girar em torno de s**o ou liberdade, a realidade é um pouco diferente
Entre os incômodos estão sobre se sentirem constantemente criticados, desvalorizados, corrigidos ou emocionalmente sozinhos dentro da relação.

Isso não signif**a que as mulheres sejam responsáveis pelos problemas do casal e também não signif**a que os homens sejam vítimas.

Signif**a apenas que todo relacionamento precisa cuidar de uma necessidade humana fundamental: o respeito mútuo.

Assim como muitas mulheres desejam ser vistas, acolhidas e compreendidas, os homens também desejam se sentir admirados, valorizados e aceitos.
Quando a admiração desaparece, a relação começa a perder força.

Quando o respeito permanece, mesmo nos conflitos, a conexão encontra espaço para crescer.
Qual dessas reflexões mais chamou sua atenção?

Adriana Alves
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Grupo de estudos semanal e permanente da obra de Sandor Ferenczi.Em meio aos dias corridos, nos encontramos semanalmente...
11/06/2026

Grupo de estudos semanal e permanente da obra de Sandor Ferenczi.

Em meio aos dias corridos, nos encontramos semanalmente para estudar, conversar e pensar psicanálise. Um espaço de troca, aprofundamento e construção coletiva, guiado pela riqueza e atualidade da obra de Ferenczi.

Um convite para quem deseja manter vivo o exercício de pensar e ser afetado pela psicanálise.

Não se trata apenas de grandes demonstrações afetivas. O que pesa, muitas vezes, é a experiência de estar sobrecarregada...
10/06/2026

Não se trata apenas de grandes demonstrações afetivas. O que pesa, muitas vezes, é a experiência de estar sobrecarregada enquanto o outro ocupa um lugar mais distante da vida prática.

Quando a responsabilidade da vida a dois recai de forma desigual, a relação começa a produzir um tipo de solidão que não depende da ausência do parceiro, mas da ausência de compartilhamento.

Cuidar de uma relação também é dividir o que sustenta essa vida: tarefas, decisões, atenção e presença.

E talvez uma das formas mais importantes de amor adulto seja essa, não a idealização do outro, mas a disposição de estar implicado na vida real que se constrói juntos.

Adriana Alves
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24/05/2026

O discurso de Michael Jackson no 35th Annual Grammy Awards ficou marcado como um dos momentos mais pessoais da carreira dele. Ao receber o prêmio Grammy Legend Award das mãos de Janet Jackson, Michael aproveitou o palco não apenas para agradecer a homenagem, mas também para responder à imagem pública que vinha sendo construída sobre ele naquele período.

Por trás da fala do artista, existia algo que a clínica mostra todos os dias: a infância continua presente na vida emocional do adulto.

Muitas vezes, comportamentos vistos como “exagerados”, “carentes” ou “difíceis” são, na verdade, marcas emocionais de experiências que nunca foram elaboradas. No caso de Michael Jackson, havia uma fase atravessada por cobranças, exposição precoce e privação afetiva.

A infância não determina completamente quem alguém será, mas influencia profundamente a maneira como essa pessoa aprende a amar, se proteger e ocupar o próprio lugar no mundo.
Entender a própria história não é permanecer preso ao passado. É interromper padrões que continuam se repetindo no presente.

Adriana Alves
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