03/08/2026
Hoje saí da minha sessão de análise com uma sensação: me vi nos escritos de Freud.
Mas não no lugar da analista.
Me vi no lugar de paciente.
É curioso como, ao reler alguns textos depois de atravessar a própria análise, eles deixam de ser apenas teoria.
Passam a falar de nós.
Ganham corpo, afeto, história.
O que antes era um conceito, torna-se experiência.
E talvez seja justamente essa a maior riqueza da clínica: não ocupar apenas o lugar de quem escuta, mas também sustentar, com responsabilidade, o lugar de quem continua sendo escutado.
Acredito que minha análise não fortalece apenas a minha vida pessoal. Ela fortalece a minha prática como psicóloga e psicanalista. Porque amplia minha capacidade de escuta, me torna mais implicada no meu trabalho e me lembra, todos os dias, que cuidar do outro exige, antes, disposição para cuidar de si.
A clínica não se faz apenas de livros. Ela também se constrói na coragem de olhar para a própria história. E, pra mim, é nesse encontro entre teoria e experiência que a psicanálise permanece viva.
🧠💡💛