16/07/2026
O esporte de alto rendimento provoca adaptações naturais, como o aumento da espessura do músculo cardíaco, conhecido como "coração de atleta". O nosso grande desafio no consultório é diferenciar essa adaptação saudável da miocardiopatia hipertrófica, uma doença hereditária que eleva o risco de uma arritmia cardíaca grave. É justamente nesse cenário de dúvida que a cardiogenética entra para somar.
Nesse processo de investigação, o rastreio do DNA atua como uma ferramenta de imenso valor. O teste genético nos permite buscar mutações específicas ligadas à doença e, quando encontramos uma variante patogênica, o diagnóstico se torna muito mais claro, permitindo direcionar o tratamento com precisão. Esse cuidado nos ajuda a não afastar um esportista saudável de suas provas por um falso alarme, e ao mesmo tempo garante a proteção adequada para quem tem risco real de eventos graves durante o esforço.
No entanto, a genética não age sozinha. Como a ciência nos mostra que um teste negativo isolado não exclui completamente a presença da doença, o sequenciamento deve caminhar sempre de mãos dadas com a avaliação médica. No ambulatório de cardiogenética do @hospitalsoscardio, utilizamos o exame genético como um forte aliado que complementa a nossa investigação clínica minuciosa. Avaliar o tamanho da cavidade ventricular, os padrões de relaxamento no ecocardiograma e, quando necessário, a resposta do músculo a uma pausa temporária nos treinos, são passos essenciais para fecharmos o diagnóstico com segurança.
Se você treina intensamente, sente sintomas anormais no esforço ou tem histórico na família de doenças do coração, converse com o seu médico. A avaliação integrada é o melhor caminho para proteger a sua saúde. 🏃♂️🧬