17/02/2026
No vídeo do Dr. Paulo Liberalesso , neurologista infantil e referência nacional em Transtornos do Neurodesenvolvimento, ele reforça um ponto essencial:
Diagnóstico não é opinião.
É critério.
O DSM-5-TR, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, é o documento utilizado mundialmente para orientar diagnósticos em saúde mental. Ele organiza critérios claros, baseados em pesquisa científica acumulada ao longo de décadas.
No caso do Transtorno do Espectro Autista e de qualquer outro transtorno do neurodesenvolvimento, seguir esses critérios não é burocracia.
É responsabilidade clínica.
Diagnóstico não pode ser feito por impressão, comparação com outra criança ou apenas por um comportamento isolado.
É necessário:
✔ Avaliar múltiplos contextos
✔ Investigar histórico de desenvolvimento
✔ Aplicar instrumentos padronizados
✔ Verificar prejuízo funcional real
Quando os critérios do DSM são respeitados, evitamos dois riscos graves:
– Diagnosticar sem necessidade
– Deixar de diagnosticar quem realmente precisa de intervenção
Um diagnóstico bem feito direciona intervenção adequada.
Um diagnóstico precipitado gera rótulo.
No Espaço Neuroconexão, seguimos critérios técnicos, éticos e científicos porque cada criança, adolescente e adulto merece clareza, não achismo.