Papo de Perineo com Dra Caroline Funchal

Papo de Perineo com Dra Caroline Funchal Espaço criado para informar sobre a fisioterapia pelvica atuando na saude do homem e da mulher em todas as fases da vida.

Você treina braços, pernas, abdômen… busca força, desempenho, estética.Mas existe uma região que quase nunca entra nessa...
05/07/2026

Você treina braços, pernas, abdômen… busca força, desempenho, estética.

Mas existe uma região que quase nunca entra nessa conversa: o assoalho pélvico.

Ele não aparece no espelho, mas participa de funções essenciais do dia a dia como:
continência urinária,
suporte dos órgãos pélvicos,
estabilidade do core
e também a função sexual.

E não, ele não é algo para se lembrar só na gestação ou no pós-parto.

O assoalho pélvico faz parte do seu corpo em todas as fases da vida e também responde a treino, sobrecarga, hábitos e falta de cuidado.

Quando ele não é avaliado ou fortalecido quando necessário, podem surgir sinais como perda de urina, sensação de peso pélvico, dor ou desconforto em atividades simples.

A proposta não é separar o corpo em partes. É integrar.

Na fisioterapia pélvica, o foco é justamente conectar essa base ao restante do corpo, para que força e função trabalhem juntas de forma eficiente e segura.

Porque saúde do corpo não começa e termina na gravidez.

Com empatia,
Dra. Carol Funchal
Com atenção,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

“Partolândia” é um termo popular usado para descrever um dos momentos mais intensos do trabalho de parto: a fase de tran...
03/07/2026

“Partolândia” é um termo popular usado para descrever um dos momentos mais intensos do trabalho de parto: a fase de transição.

Essa fase acontece geralmente entre 8 e 10 cm de dilatação e é considerada uma das etapas mais desafiadoras do parto. É quando o corpo já está muito próximo do nascimento do bebê, mas ainda exige um grande esforço físico e emocional.

É comum surgirem falas como “eu não consigo mais”, “quero ir embora”, além de tremores, náuseas, medo, exaustão e uma necessidade muito forte de apoio.

Apesar de ser um momento difícil, ele costuma indicar exatamente o oposto do que a mulher sente: o parto está avançando.

Não é falha. Não é incapacidade. É fisiologia em alta intensidade.

Nesse momento, a presença faz diferença, tanto da equipe quanto do acompanhante.

A fisioterapia pélvica obstétrica atua com técnicas de respiração, posicionamentos que aliviam a dor e suporte físico e emocional, ajudando a mulher a atravessar essa fase com mais segurança e confiança.

Se você está grávida: sentir que não aguenta mais pode signif**ar que você está muito perto de encontrar seu bebê.

Salve este post para quando chegar a sua vez.
Com carinho,
Dra. Carol

Conte comigo,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

Fisio no parto não trabalha com promessas.Trabalha com presença, preparo e tomada de decisão baseada em segurança e evid...
28/06/2026

Fisio no parto não trabalha com promessas.
Trabalha com presença, preparo e tomada de decisão baseada em segurança e evidência.

Eu não posso garantir o tipo de parto que você vai ter. E também não posso querer esse parto mais do que você.

O que eu posso fazer é estar ao seu lado, te orientar, te apoiar no processo e ajustar condutas conforme o que o corpo e o momento pedem.

Parto não é um roteiro fechado. É um processo vivo.
E estar bem acompanhada faz diferença justamente por isso.

Se você está grávida e percebe dores, pressão pélvica, escapes de urina ou desconfortos que estão afetando sua rotina, procure acompanhamento especializado. Seu corpo merece cuidado em cada fase da gestação.

Com atenção,
Dra. Carol Funchal

Conte comigo,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
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O trabalho da fisioterapia obstétrica no parto é muitas vezes confundido com “ajudar no parto” de forma genérica.Na prát...
25/06/2026

O trabalho da fisioterapia obstétrica no parto é muitas vezes confundido com “ajudar no parto” de forma genérica.

Na prática, é um trabalho técnico, muito ativo e baseado em leitura contínua do corpo.

Durante o parto, eu observo como o corpo está respondendo e utilizo estratégias que ajudam na biomecânica do nascimento: posicionamento, mobilidade pélvica, respiração e recursos de alívio não farmacológico da dor.

Também atuo no suporte durante os momentos mais intensos, especialmente na fase de transição, quando a mulher pode sentir que não consegue mais continuar, mesmo estando muito próxima do nascimento do bebê.

Mas existem limites claros.

Não é meu papel decidir o tipo de parto, conduzir decisões médicas ou substituir a equipe assistencial.

A fisioterapia entra como suporte especializado dentro de um trabalho em equipe.

O foco é um só: favorecer um parto mais funcional, mais consciente e mais seguro para a mulher.

Com atenção,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

Dor na costela na gestação aparece com frequência no consultório e muitas vezes já chega com a explicação pronta: “é o b...
22/06/2026

Dor na costela na gestação aparece com frequência no consultório e muitas vezes já chega com a explicação pronta: “é o bebê chutando”.

Nem sempre é isso.

O corpo passa por mudanças importantes: postura, respiração, mobilidade das costelas e adaptação do diafragma. Isso tudo pode gerar dor, tensão ou sensação de pressão.

O bebê pode até interferir na sensação, mas raramente é o principal motivo da dor.

Se isso está acontecendo com você, vale investigar. Dor não deve ser normalizada sem análise.

Fisioterapia pélvica também olha para isso: respiração, postura e função do tronco durante a gestação.

Conte comigo,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

16/06/2026

É o que sempre costumo dizer e a trouxe com muita clareza…
a mãe precisa ser cuidada.

Todo mundo olha para o bebê…
Mas quem está cuidando da mãe?

O puerpério é um dos períodos mais intensos e, ao mesmo tempo, mais invisíveis da maternidade.

Enquanto um novo bebê nasce, uma nova mãe também nasce.
E ela precisa de cuidado.

As mudanças nesse período vão muito além do físico: o corpo se reorganiza, os hormônios oscilam, o sono muda, e o emocional f**a mais sensível. É comum sentir cansaço extremo, insegurança e até a sensação de não se reconhecer em alguns momentos.

E não isso não é fraqueza.
É adaptação. É transformação. É processo.

Cuidar da mãe é garantir descanso sempre que possível.
É oferecer ajuda sem que ela precise pedir.
É escutar sem julgamento.
É enxergar além do bebê.

Se você está no puerpério, seja gentil com você. Você não precisa dar conta de tudo.
E se você conhece uma mãe nesse momento… seja rede, seja colo, seja presença.

Com empatia,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

No Dia dos Namorados, sempre gosto de olhar para além do romantismo… e falar sobre parceria de verdade. E hoje eu também...
12/06/2026

No Dia dos Namorados, sempre gosto de olhar para além do romantismo… e falar sobre parceria de verdade.

E hoje eu também quero agradecer ao Alex que esteve comigo nesse caminho... na gestação, no puerpério e na construção da nossa família.

Porque quando a gente fala de maternidade, não fala só de mãe.
A gente fala de vínculo, de presença e de escolha.

O papel do parceiro na gestação, no puerpério e na chegada de um filho vai muito além de “ajudar”. É quando ele entende que também faz parte, que também é responsável e decide se doar.

Na prática, isso muda tudo.
Porque muitas vezes a mãe não consegue nem nomear o que está sentindo.
Não sabe explicar o cansaço, o enjoo, a dor, a sobrecarga emocional.
E é justamente aí que a parceria faz diferença.
É o olhar que percebe antes da fala.
É o abraço sincero no meio do caos.
É trazer um remédio quando o enjoo aperta.
É segurar junto. Estar junto. De verdade.

Quando o parceiro escolhe participar ativamente em todas as fases da gestação, do pós-parto, da rotina com o bebê, ele não só apoia a mãe… ele também constrói vínculo com o filho. E isso transforma toda a experiência da família.

Feliz Dia dos Namorados. E obrigada por caminhar junto comigo, Alex.
Carol

💜Vamos conversar?
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
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Você não está despreparada ou sendo fraca.Você está apenas vivenciando algo novo e isso, por si só, já é um começo poder...
10/06/2026

Você não está despreparada ou sendo fraca.
Você está apenas vivenciando algo novo e isso, por si só, já é um começo poderoso.

O medo na gestação não signif**a incapacidade.
Ele muitas vezes aparece quando existe excesso de informação solta, pouca escuta do próprio corpo e muitas dúvidas sem resposta.

E aqui está algo importante:
com orientação adequada, o medo não desaparece por mágica… mas ele muda de lugar. Ele deixa de ser um peso constante e passa a ser algo compreendido.

Porque o medo diminui quando você entende o que está acontecendo no seu corpo e sente que não está sozinha nesse processo.

Por isso, procure ler, se informar, conversar com profissionais de confiança, fazer perguntas, buscar apoio.

Mas no meio disso tudo, não esqueça de viver: de sentir cada fase, escutar o seu corpo e respeitar o seu ritmo.

Nem tudo precisa ser pesado. Nem tudo precisa ser medo.
Com acolhimento, preparo e conexão com o seu corpo, esse caminho pode ser mais leve do que você imagina.

💜Com carinho,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
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Essa é uma das maiores dúvidas de mulheres que amam atividade física  e a resposta é: não necessariamente. A corrida não...
07/06/2026

Essa é uma das maiores dúvidas de mulheres que amam atividade física e a resposta é: não necessariamente.
A corrida não é a vilã. 🧐

O problema é correr com um assoalho pélvico sobrecarregado, descoordenado ou sem suporte adequado.

Durante a corrida, existe aumento repetitivo da pressão abdominal e do impacto sobre a pelve. E quando a musculatura do assoalho pélvico não consegue responder adequadamente a essa demanda, podem acontecer os escapes urinários.

Por isso, muitas mulheres percebem perda de xixi tanto correndo, quanto pulando, treinando perna, tossindo ou espirrando.
E isso é mais comum do que parece, inclusive em mulheres jovens e atletas.

Mas aqui está o ponto importante:
Ter incontinência urinária não signif**a que você precisa abandonar a corrida. Signif**a que seu corpo precisa ser avaliado.

Estudos mostram alta prevalência de incontinência urinária em esportes de impacto, mas também demonstram que o tratamento fisioterapêutico do assoalho pélvico melhora signif**ativamente os sintomas e permite retorno mais seguro à atividade física.

O objetivo da fisioterapia pélvica não é “proibir exercício”. É fazer seu corpo suportar o exercício com funcionalidade.

💜Vamos conversar?
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
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Essa é uma dúvida muito comum no consultório:“Meu bebê ficou mais quietinho no frio… isso é normal?”🥶🥶A verdade é que ai...
05/06/2026

Essa é uma dúvida muito comum no consultório:
“Meu bebê ficou mais quietinho no frio… isso é normal?”🥶🥶

A verdade é que ainda existem poucos estudos específicos relacionando frio e movimentação fetal. Mas a ciência já mostra que fatores como temperatura corporal materna, circulação, níveis de atividade da mãe e mudanças fisiológicas do ambiente podem influenciar a percepção e o padrão dos movimentos do bebê.

✅ O que sabemos até agora:
▫️▫️ O bebê possui ciclos naturais de sono e atividade
Os movimentos fetais variam ao longo do dia, geralmente f**ando mais perceptíveis no período da noite e quando a mãe está em repouso.

▫️▫️ Dias frios podem mudar a rotina e o corpo da gestante
No inverno, é comum diminuir a movimentação corporal, f**ar mais tempo deitada ou sentada, alterar padrões de circulação, reduzir ingestão de líquidos e aumentar a vasoconstrição (os vasos f**am mais “fechados”).

Tudo isso pode influenciar a forma como a mãe percebe os movimentos do bebê.
Mas vale lembrar que nem sempre “mais quietinho” signif**a problema.
No final da gestação, por exemplo, os movimentos tendem a f**ar mais fortes e menos amplos por conta da redução do espaço uterino.

⚠️ Aqui existe um ponto importante:
Redução importante dos movimentos fetais nunca deve ser ignorada.
Se você percebeu uma mudança signif**ativa no padrão habitual do seu bebê, procure avaliação médica, independentemente da temperatura.

Cada bebê tem seu próprio ritmo dentro da barriga.
Conte comigo para atravessar essa fase com mais acolhimento, informação e segurança.

💜Com carinho,
Dra. Carol Funchal
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 173787-F

Endereço

Rua Santos Dumont, 182, Life Medical Tower
Florianópolis, SC

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