Carol Menezes Psi

Carol Menezes Psi 🎓Profa. Depto de Psicologia UFSC
🧠 Construindo pontes entre ciência psicológica, meditação & mindfulness
📚Doutora e rimadora nas horas vagas

Super feliz com esta nova atividade na UFSC!Novo campo de estágio do Curso de Psicologia! Práticas de autorregulação par...
24/07/2026

Super feliz com esta nova atividade na UFSC!

Novo campo de estágio do Curso de Psicologia!

Práticas de autorregulação para pessoas da terceira idade no NETI (Núcleo de Ensino da Terceira Idade).

Esta atividade combinará tanto o campo de estágio, como um projeto de extensão.

Em 2026.2, o projeto envolve uma parceria do LPCOG, laboratório em que sou uma das coordenadoras, e o programa de extensão PET, coordenado pelo prof Edmilson Klen.

Estudantes da psicologia e da biologia trabalhando juntos!

Estamos bem animados com essa oportunidade e responsabilidade!!

Mais informações e inscrições no site do LPCOG (link da bio) e no site do NETI neti.ufsc.br

15/07/2026

Hoje a prática foi uma meditação conhecida como nota mental (mental noting).

Ela é bem simples. Sempre que surge alguma experiência na consciência (como um pensamento, uma emoção, uma sensação corporal ou um som), você apenas a reconhece com uma palavra curta (“uma nota mental”).

“Pensamento.”
“Planejamento.”
“Ansiedade.”
“Coceira.”
“Som.”

Depois, retorna gentilmente ao foco da prática.

O objetivo não é analisar, interpretar ou resolver aquilo que surgiu. É apenas reconhecer sua presença, sem alimentar a cadeia de associações que normalmente vai se desenvolvendo.

Na maior parte do tempo, um pensamento não vem sozinho. Ele puxa outro, que puxa outro e, quando percebemos, já estamos completamente envolvidos na história que a mente criou.

A nota mental funciona como uma pequena pausa nesse processo.

Ao nomear a experiência, nós a reconhecemos, mas deixamos de nos identif**ar imediatamente com ela ou deixamos de transformá-la em uma longa história.

Esse princípio também conversa com uma linha de pesquisa da psicologia chamada affect labeling (rotulação emocional). Estudos mostram que simplesmente colocar uma emoção em palavras pode modif**ar a forma como nos relacionamos com ela, favorecendo uma resposta emocional mais regulada. Embora essa literatura investigue principalmente a nomeação de emoções, a prática meditativa da nota mental amplia esse princípio para qualquer experiência que surge na consciência: pensamentos, sensações, impulsos, sons ou emoções.

A nota mental pode ser uma prática por si só, ou ser incorporada ao longo de qualquer meditação. Sempre que perceber que foi capturado por uma sequência de pensamentos, experimente apenas reconhecer e nomear brevemente o que surgiu e voltar ao exercício que você está se propondo a fazer na meditação.

Dar nome não signif**a alimentar a experiência. Serve para reconhecê-la sem precisar se perder nela.

13/07/2026

1. Não buscar ser perfeita, mas desenvolver as condições necessárias para me relacionar com a vida de forma psicologicamente saudável.

Muito mais do que aspirar a viver sem ansiedade, distrações ou inquietações, aprendi que o importante é cultivar recursos internos que me permitam responder às experiências com mais consciência, intenção e equilíbrio.

2. Entre o tudo e o nada existe todo o resto da história.

Não praticar por um dia, ou até por uma semana, não signif**a abandonar a prática ou apagar a história construída com ela. Consistência, muitas vezes, tem menos a ver com nunca interromper e mais com conseguir voltar.

3. Às vezes é sobre gostar. Às vezes é sobre precisar.

Existem dias em que pratico porque é prazeroso. Em outros, pratico porque percebo que preciso aquietar a mente para enxergar com mais clareza aquilo que a pressa, o excesso de estímulos ou a reatividade acabam encobrindo.

4. Amar o som do silêncio.

Como alguém que já nasceu impulsiva, foi libertador chegar no estágio em que nem todo espaço precisa ser preenchido. E perceber que o silêncio não é apenas ausência de som.

Além de favorecer a minha relação com a meditação, nenhum desses aprendizados ficou restrito à prática. Eles também passaram a orientar a vida fora da almofada. E é justamente esse o maior propósito de uma prática contemplativa.

Algum desses aprendizados conversa com tua experiência? Ou qual tu acrescentarias na lista? 😀

Uma novidade pra compartilhar gente! 🎉A cartilha do Projeto de Extensão Laboratório de Autorregulação está no ar!Ao long...
10/07/2026

Uma novidade pra compartilhar gente! 🎉

A cartilha do Projeto de Extensão Laboratório de Autorregulação está no ar!

Ao longo deste semestre, a equipe de estudantes extensionistas reuniu as práticas que usamos nos encontros semanais do projeto — técnicas de respiração, meditação e mindfulness para o manejo da ansiedade — e transformou tudo isso em um material educativo gratuito, que busca combinar embasamento científico e linguagem acessível.

São 27 técnicas com instruções práticas, objetivos fundamentados na literatura, dicas para começar, orientações de segurança e muito mais.

Este material é para quem quer entender melhor como funciona a autorregulação, para quem quer começar uma prática e não sabe por onde, e para quem já pratica e quer experimentar diferentes técnicas.

Esta é uma primeira versão. O projeto acontece todo semestre e pode ser que versões atualizadas saiam mais adiante.

Se alguém tiver alguma dúvida, ou sugestão, sempre bem-vindas!

Link na bio – linktree – para acessar gratuitamente.

Vocês também encontram o link no site do LPCOG e no site www.carolinabmenezes.com.br

Nos conta: qual dessas práticas você não conhecia ou gostaria de experimentar?

09/07/2026

Quando pensamos em valores, é comum imaginar regras, obrigações ou princípios morais. Mas eles têm um signif**ado mais profundo.

No livro Agilidade Emocional, Susan David descreve algumas características dos valores que ajudam a compreender por que eles são tão importantes para nossa saúde psicológica.

1. Valores são livremente escolhidos, não impostos.

Eles não fazem sentido porque outra pessoa disse que deveriam fazer. Fazem sentido porque expressam aquilo que, para você, torna a vida mais signif**ativa.

2. Valores não são metas. São uma direção.

Uma meta pode ser alcançada e concluída. Um valor nunca termina. Você pode concluir um doutorado. Mas nunca “termina” de aprender. Pode receber um prêmio. Mas nunca “termina” de viver com integridade.
Valores funcionam como uma bússola, não como uma linha de chegada.

3. Valores nos guiam, não nos restringem.

Eles não existem para dizer o que podemos (ou não) fazer. Existem para orientar escolhas. Quando sabemos o que realmente importa, f**a mais fácil decidir para onde ou como queremos caminhar.

4. Valores são vivos.

Eles acompanham nossa história. Podem amadurecer, ganhar novos signif**ados e até mudar ao longo da vida, à medida que novas experiências ampliam nossa compreensão sobre quem somos.

5. Valores nos aproximam da vida que desejamos construir.

Eles oferecem direção. Não eliminam o desconforto, mas ajudam a responder perguntas importantes: “Vale a pena atravessar este desafio em nome de quê?” ou “por que é este caminho que sigo?”.

6. Valores nos libertam das comparações.

Quando temos clareza sobre aquilo que realmente importa para nós, nossas escolhas deixam de depender tanto das expectativas de outros. A comparação perde força porque a referência deixa de ser a vida alheia e passa a ser a coerência entre aquilo que valorizamos e aquilo que fazemos.

Talvez essa seja a principal contribuição dos valores para a saúde mental. Eles não servem para medir o nosso valor como pessoas. Servem para orientar a direção da nossa vida.

E a perguntas que f**a é:

Na prática, minhas escolhas têm me aproximado ou me afastado da pessoa que

Do ponto de vista acadêmico, um dos erros que eu mais encontro quando preciso revisar e corrigir trabalhos sobre mindful...
07/07/2026

Do ponto de vista acadêmico, um dos erros que eu mais encontro quando preciso revisar e corrigir trabalhos sobre mindfulness, desde a graduação, até bancas de mestrado e doutorado, é a forma muitas vezes simplif**ada e pouco contextualizada de definir e apresentar este conceito.

Já do ponto de vista aplicado, outro erro comum é achar que existe um “nível ideal” de mindfulness a se alcançar, como se estado, traço e habilidade fossem degraus de uma escada que todo mundo deveria subir até o topo.

Não é bem assim.

Primeiro: mindfulness como habilidade não signif**a partir do mesmo ponto. Existe o que a literatura chama de mindfulness disposicional, isto é, algumas pessoas, por temperamento e história de vida, naturalmente têm mais facilidade de estar presentes, sem nunca terem meditado formalmente. Isso não necessariamente determina quem se beneficiará mais da prática.

Segundo: também não existe garantia de que todas as pessoas desenvolverão um traço estável da mesma maneira. Os efeitos variam conforme inúmeros fatores, como intensidade da prática, contexto e características individuais. E isso não torna a prática menos valiosa.

Criar a expectativa de “virar uma pessoa mindful o tempo todo” costuma gerar mais frustração do que benefício.

Conseguir acionar o estado de mindfulness em momentos específicos, como antes de uma reunião tensa, numa crise de ansiedade, numa conversa difícil, em uma decisão importante, já pode modif**ar profundamente a forma como vivemos essas experiências.

Terceiro: compreender mindfulness como um processo signif**a reconhecer que seu desenvolvimento não é uma linha reta. Em alguns momentos, acessamos estados breves de atenção plena; em outros, fortalecemos determinadas habilidades; com o tempo, algumas dessas mudanças podem tornar-se mais estáveis. Esses caminhos não seguem uma sequência obrigatória e podem ocorrer de maneiras diferentes para cada pessoa. E ainda, tudo isso pode ter, ou não, relação direta com as diversas práticas.

Por fim, uma dica: sempre que encontrar o termo mindfulness, procure identif**ar em que contexto ele está sendo utilizado.

Ajudou a esclarecer um pouco?

Endereço

Florianópolis, SC

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