05/03/2026
Agressão ou Falha de Comunicação? 🚨
O vídeo que está viralizando sobre a diretora e o manejo com crianças com TEA acende um alerta que vai muito além de um “comentário infeliz”. É um posicionamento que “autoriza” o manejo errado justamente quando a situação aperta.
Como profissional, não posso deixar de pontuar três falhas graves nessa linha de raciocínio:
1️⃣ A pergunta que ninguém fez: Em vez de focar no “limite”, a pergunta clínica central deveria ser: POR QUE essa criança está se comunicando desta forma? Ignorar a função e o contexto do comportamento é ignorar a ciência.
2️⃣ Habilidade vs. Punição: Se a criança recorre à agressão, ela está sinalizando um déficit de habilidade comunicativa e de autorregulação. O papel da escola é ENSINAR o que ela não sabe, e não punir um sintoma.
3️⃣ Cultura de Gestão: Quando uma liderança rotula o autismo como “transtorno da moda”, ela imprime uma cultura de intolerância em toda a equipe. Onde a punição é a primeira ferramenta, o ensino e a inclusão deixam de existir.
Inclusão não é “passar pano” para agressão. É ter preparo técnico para interpretar comportamentos e construir repertório. O recado que passamos para as crianças típicas ao excluir as atípicas é o da intolerância.
Precisamos de estratégias de intervenção, não de imposição.
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