Psic. Virgínia Levy

Psic. Virgínia Levy Minha página é de divulgação de serviço de atendimento psicológico e psicoterapia. Para maiores informações, dúvidas, sugestões, entre em contato!

Esta página é para divulgação de serviço de Psicologia Clínica/ Psicoterapia, sob responsabilidade de Virgínia Lima dos Santos Levy, Psicóloga (UERJ), Mestra em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (UFSC), Doutora Interdisciplinar em Ciências Humanas (UFSC) CRP:05/37486. Esta profissional possui experiência em:
- Saúde Mental (transtornos decorrentes do uso problemático de álcool/outras dr**as);
-

Educação Especial;
- Acompanhamento psicoterápico de crianças, adolescentes e adultos;
- Orientação Profissional (individual e grupo),
- Apoio ao Cuidado com a Pessoa Idosa (grupos de luto e de cuidadores, atendimento individual). Não se divulga o valor do serviço, conforme resolução do Código de Ética Profissional, que define que o psicólogo não poderá fazer da tarifa um meio de atrair clientes. (48)99143-6383
(21)99265-3075 (whatsapp)
[email protected]

Poucas histórias são tão emblemáticas de como se constroem a timidez e a auto desconexão como a de Cassandra.Agraciada p...
09/03/2026

Poucas histórias são tão emblemáticas de como se constroem a timidez e a auto desconexão como a de Cassandra.
Agraciada por Apolo com o dom da profecia, é tb amaldiçoada com a incredulidade. Em outras palavras: capaz de prever o futuro, mas sem o dom de fazer as pessoas acreditarem nas suas previsões.
Imaginem que enlouquecedor é saber, dizer e ninguém acreditar em você!
Boa parte do processo educacional, infelizmente, passa por aprender e ensinar a não dizer verdades incômodas. Não que não seja importante aprender a dosar as palavras, ou aprender a quem dizer; mas sofrer silenciamento quando estamos corretos é algo que nos marca, e pode deixar como rastro a sensação eterna de que jamais acertamos, de somos culpados por incomodar, e de que (até) calados estamos errados.
Assim, começamos a nos calar até pra nós mesmos: duvidamos do que pensamos, sentimos, entendemos. Damos razão a quem reclama de nós por pensar ou falar, ou a quem tenta desqualificar o nosso entendimento.
O processo de retorno é longo, principalmente porque é este um mundo relacional, de seres relacionais, em que estar à margem pode ser fatal.
Em qualquer que seja a situação, falar pode ter consequências desastrosas.
Não falar, tb.
Não há resposta certa.
O caminho de volta passa por perceber que o desastre já não vai ser tão aniquilador assim e, que, às vezes, vale o risco.

[Adoraria ter pintado este quadro, mas não fui eu! Rsrs]

Quando digo que "Toda Psicologia é social", não estou apenas me lembrando de aulas sobre Silvia Lane e Baader Sawaia. Tr...
06/03/2026

Quando digo que "Toda Psicologia é social", não estou apenas me lembrando de aulas sobre Silvia Lane e Baader Sawaia. Trago esta frase porque me lembro dela diariamente, cada vez que vou atuar como psicóloga, não importe em que campo.

Quando eu era criança, não queria comer peixe, por dó. Dizia pra minha mãe que "podia ser a mamãe do peixinho do aquário", não importando o quanto ela explicasse sobre serem de espécies diferentes.
A alternativa do momento, então, foi dizer que eram "peixes de laboratório". Eu, que não sabia o que era isso, achei que não eram seres vivos reais e que, portanto, poderiam ser comidos sem destruir o núcleo familiar de ninguém.
Levei muitos anos pra descobrir que não existem "peixes de laboratório".

"Pessoas de laboratório" tb não existem.

Pessoas, como os peixes, nascem, vivem e morrem relacionadas. O ser humano é um ser social, cujo isolamento pode ser fatal. Inexiste a possibilidade de uma separação entre o que é 100% da pessoa, 100% do mundo. Quase nada nos define: tudo vem de uma mistura complexa que envolve os mais diversos pontos da história de vida.
Não existe uma única condição psicológica sequer que não seja agravada ou amenizada quando vem numa pessoa que tenha mais ou menos dinheiro pra financiar tudo que precisa, ou que tenha mais ou menos amor, mais ou menos amigos com quem contar, ou que sofra mais ou menos preconceito no seu dia-a-dia. Mesmo condições muito relacionadas com a biologia são atravessadas por esses fatores. E mesmo se a realidade sócio econômica mudou, ou a rede mudou, o modo como me vejo e vejo o mundo ainda tem influências das experiências passadas, a menos que seja possível parar pra respirar e perceber que as vivências agora são tão diferentes.
"Gato escaldado tem medo de água fria".

É por tudo isso que o Código de Ética da Profissional proíbe a "previsão taxativa de resultados", e o corpo teórico da profissão traz o entendimento de que "cada caso é um caso". Se tento desconsiderar o que é singular, e se tento ignorar o contexto social, o trabalho não funciona.

Isso não significa que não existam métodos, diretrizes, instrumentos. Significa apenas que, sem considerar a dimensão social, não rola.

Um grande desafio na gestão da frustração é: não deixar de sonhar.Seria ingênuo, e até, em certa medida, "mal caratismo"...
06/03/2026

Um grande desafio na gestão da frustração é: não deixar de sonhar.
Seria ingênuo, e até, em certa medida, "mal caratismo" ignorar que tem frustração que dói, que mata, como a frustração de não ter o que comer, ou de não ter trabalho ou de não ter como se defender de uma violência. Me refiro aqui a tudo aquilo que "dá errado" e deixa a gente com gosto amargo de que se esforçou em vão, e, pior ainda, de que nossos esforços são sempre em vão.
Faz parte da vida tanto que as coisas saiam como o esperado quanto que não saiam, pra melhor ou pra pior. Nenhum resultado fala de uma permanência, embora a gente acredite demais em estatística cotidiana e pense que, se deu errado das últimas 3 vezes, então quer dizer que vai dar errado pra sempre, e que tudo sempre vai dar errado pra sempre.
(Todo cuidado é pouco, porém; é preciso ter cuidado pra não transformar o sonho em pressão pra realizar, que mata o sonhar porque o sonho que não se realizou ainda...)
"Viver é melhor que sonhar", mas, sem sonho, não dá muito pra seguir vivendo.
Com o quê você sonha? Deixou de sonhar há quanto tempo?

"Cadê? Achou!!!"É encantador ver alguém reaparecer: parece mágico!Daí o nosso gosto, desde de tão cedo, por brincar de  ...
04/03/2026

"Cadê? Achou!!!"
É encantador ver alguém reaparecer: parece mágico!
Daí o nosso gosto, desde de tão cedo, por brincar de esconde-esconde.
Na brincadeira, o escondido sempre reaparece. Aliás, até os shows de mágica terminam com a devolução do objeto desaparecido.
Só que tem outra brincadeira de esconder que a gente vai aprendendo desde criança: a brincadeira de se esconder - dos outros, do mundo, até de si mesmo.
Uma brincadeira que vai ficando meio automática, meio viciante, e que toma o lugar de coisa séria: ferramenta de defesa.
Daí vira a resposta pra qualquer resultado que possa acontecer na hora em que eu apareço!
Se não gostam do que digo ou faço, me protejo me escondendo.
Se, ao contrário, gostam muito, me protejo da decepção de quando eu falhar em repetir esse fenômeno, e me convenço de que o melhor é me esconder.
Se passo despercebida, entendo que o melhor é não tentar nada, porque vai que cai num dos casos anteriores?
Todo mundo quer "sombra e água fresca", mas imagina jamais poder "botar a cara no sol"?
Cada pessoa sabe em que momento dá conta de se arriscar, até porque cada pessoa está envolvida em seu próprio conjunto particular de possíveis consequências (e sim, questões socioeconômicas fazem a diferença aqui tb).
Mesmo assim, é importante ter em mente que, não importa o quanto te tenha sido negado, você importa e merece coisas boas sim!

A foto ficou linda, e traz bem a atmosfera que eu queria: de um espaço de acolhimento num lindo dia, porque em lindos di...
03/03/2026

A foto ficou linda, e traz bem a atmosfera que eu queria: de um espaço de acolhimento num lindo dia, porque em lindos dias também precisamos de cuidado e acolhimento... Mas cadê os traços do meu rosto?
Isso me fez pensar na vida: quantas vezes a gente idealiza, ou ensinam que a gente deve idealizar, uma situação que é muito legal, mas na qual, no fundo, no fundo, a gente não se reconhece?
Daí vem confusão, angústia, ansiedade, depressão... Sentimento de desconexão consigo...
Nessas horas, parar, respirar, recomeçar do começo, é fundamental!
Agora imagina viver isso sem ter tempo pra essas pausas, pra olhar pra dentro e ouvir menos o barulho de fora? Socorro!
Também não precisa se julgar e se pressionar pra fazer grandes mudanças: admitir pra si que precisa deste espaço, nem que seja de 5 minutos no banheiro, já é um bom começo!

Há quem defenda que aquilo que nos faz humanos é a nossa capacidade de criar e compartilhar e histórias (e, principalmen...
02/03/2026

Há quem defenda que aquilo que nos faz humanos é a nossa capacidade de criar e compartilhar e histórias (e, principalmente, de acreditar nelas e agir a partir delas). Talvez daí o encantamento pelo cinema, mais do que pela mágica tecnológica que o faz existir.
Fico pensando em como, às vezes, o mar é o meu cinema preferido. Posso sentar e olhar pra ele por horas, além de ter todos os efeitos de reflexão e relaxamento que tenho com alguns filmes.
É estranho pensar que, pra muita gente, atos simples como ir à praia ou sentar num sofá confortável pra ver um filme estejam interditos.
Mais estranho ainda é perceber que, mesmo sem tudo aquilo que faz a gente se sentir acolhido, seguro, ainda tem quem espere que a gente seja calmo, educado, polido, e que não recorra a meios "reprovados" pra lidar com isso tudo.
Às vezes, evito filmes porque sei que vão mexer comigo. Às vezes, eu os busco exatamente por esse motivo. Com a realidade, porém, é um pouco mais difícil. Como prever, e, quando dá pra prever os efeitos, queremos mesmo ser tão frios a ponto de cortar o que nos afeta?
Mais antigos que os filmes, infelizmente, são os discursos de que dá pra sair por aí "apagando" pessoas. Dói que vidas sejam descartadas...
Que a gente possa contar e ouvir mais histórias de valorização da vida, e que as ações se pareçam mais com estas histórias que com as outras!

Pedi pra IA que transformasse em desenho de giz uma foto minha com o colete do Centro POP.Nem preciso dizer que tem uma ...
28/02/2026

Pedi pra IA que transformasse em desenho de giz uma foto minha com o colete do Centro POP.
Nem preciso dizer que tem uma série de elementos que não fazem parte da foto!
O curioso é que, com outra roupagem, aparece o que se encontra por lá: animais de estimação, comida, estouros, sentimentos.
Talvez ali a vida não esteja tão colorida, e talvez seja esse o desafio: como levar o que falta sem desrespeitar a dor da falta que as pessoas sentem.
Tem horas em que é preciso tirar o sorriso do caminho pra que alguém possa passar com a sua dor.
Tem outras horas em que é preciso lembrar que possível sorrir (ou conseguir novos motivos pra sorrir) no caminho.

De plantão em pleno 26 de dezembro... mas estamos em recesso!Retomaremos os atendimentos particulares no dia 19/01/2026....
26/12/2025

De plantão em pleno 26 de dezembro... mas estamos em recesso!
Retomaremos os atendimentos particulares no dia 19/01/2026.
Até lá!

Esses dias encontrei um colega que não via há muito tempo e ele comentou que não sabia que eu trabalhava em São José. Só...
18/12/2025

Esses dias encontrei um colega que não via há muito tempo e ele comentou que não sabia que eu trabalhava em São José. 

Só então me dei conta de que, no meio da correria (palavra que acho que é a que mais utilizei este ano), não tinha comentado muito sobre o meu trabalho no Centro POP.

Prestei concurso para a Prefeitura de São José sem saber muito o que encontrar e, para a minha surpresa, encontrei justo uma vaga que tinha tudo a ver com a minha trajetória profissional e acadêmica: trabalhar em um Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua. 

Muita gente estranha o fato de eu estar gostando deste trabalho. Entendo que cada um tem lá sua vocação, e que o que traz "brilho no olho" pra um é diferente do que traz pra outro. Mesmo assim, acho importante demarcar que eu trabalho com pessoas, e é exatamente este público que eu atendo ali: pessoas. Tão humanas quanto outras. 

Lembro que na primeira vez em que trabalhei com este público, começamos uma conversa sobre o Rock in Rio de 2001 e descobrimos que alguns de nós tínhamos ido aos mesmos shows. 

Estávamos todos em situações de vida muito diferentes daquela em que nós encontrávamos quando nos esbarramos, mas poderíamos todos ter nos conhecido naquele tempo. 

Isto nos faz refletir sobre uma série de privilégios e barreiras que fizeram com que cada um de nós, que viveu um momento muito parecido lá atrás, pudesse, ao longo dos anos, ter caminhado para realidades de vida tão diferentes. (E nada disso era sobre algum de nós ser melhor ou pior que os outros...)

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Este foi um ano muito corrido, mas muito enriquecedor!

Na medida do possível, sigo compartilhando o que me apetece e que sinto que pode ser útil pra mais alguém. Enquanto isso, que possamos nos revigorar, que sem pausa a gente não sobrevive!

(Fotos da posse do cargo, do Centro POP de São José e da equipe nota mil!).

Ao longo da minha vida, trabalhar em um só lugar não é comum, e, há 13 anos, um dos lugares em que eu trabalhava era o C...
11/12/2025

Ao longo da minha vida, trabalhar em um só lugar não é comum, e, há 13 anos, um dos lugares em que eu trabalhava era o Centro de Apoio Educacional Especializado (Educação Especial) da Secretaria de Educação do município.
Em 11/12/2012, ofereci uma atividade de interesse da criança enquanto fazia acompanhamento.
Hoje as redes sociais me trouxeram a lembrança da foto e do comentário: "Pode pintar aqui no médico??? Você é professora!".
O comentário gracioso revela o calcanhar de Aquiles da perspectiva integral: ainda separamos de tal forma as coisas que aquilo que ajudaria não entra.
Não há dúvidas de que a pintura é uma prática lúdica e terapêutica, não restrita ao pedagógico.
Que a gente possa ter o benefício de "pintar" onde quer que seja...

Lembrança do dia: fazendo gracinha (pose de braba) ao sair de casa pra minha defesa de dissertação de mestrado.Tanta coi...
28/11/2025

Lembrança do dia: fazendo gracinha (pose de braba) ao sair de casa pra minha defesa de dissertação de mestrado.
Tanta coisa aconteceu desde então... E, ao mesmo tempo, parece que eu pisquei e esse tempo passou!
Qual destas sensações é a correta? As duas.
É muito louco sentir os dois ao mesmo tempo? Maravilhosa e loucamente saudável!
Quando é que a gente sente uma coisa só, não é mesmo?

Essa é a história do dia em que eu finalizei algo que eu queria muito fazer, e do dia em que viajei pra tão tão distante, onde não conhecia ninguém, só pra ir realizar.

Uma ótima sexta, cheia de grandes sonhos e sentimentos "alucinantes" pra vcs!

Endereço

Florianópolis, SC

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