Sidiane Pediatra

Sidiane Pediatra Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Sidiane Pediatra, Pediatra, Florianópolis.

10/08/2026

Autismo não tem cara.

E essa talvez seja uma das frases que mais precisamos repetir.

Porque ainda existe a ideia de que uma criança autista “parece” autista. Como se fosse possível reconhecer um diagnóstico pela aparência, pelo jeito de falar ou por um comportamento isolado. Mas não é assim.

O autismo é um espectro. Isso significa que cada criança apresenta características, habilidades, dificuldades e necessidades de suporte diferentes.

Existem crianças autistas que falam bastante e outras que não falam. Algumas gostam de contato físico, outras não. Algumas fazem contato visual, outras têm dificuldade. Nenhuma dessas características, sozinha, confirma ou exclui um diagnóstico.

Quando alguém diz “mas ele não parece autista”, geralmente está comparando aquela criança com um estereótipo que aprendeu ao longo da vida.
E é justamente esse estereótipo que precisa ser desconstruído.

Antes do diagnóstico existe uma criança.
Uma criança com personalidade, interesses, potencialidades, desafios e uma forma única de perceber o mundo.

O diagnóstico ajuda a compreender suas necessidades. Mas nunca deve resumir quem ela é.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

09/08/2026

Depois de tantos anos acompanhando famílias, eu posso dizer que existe uma mudança que me dá um pouco de fé na humanidade:

Cada vez mais, vejo pais que não apenas acompanham as consultas, mas conhecem a rotina dos filhos, fazem perguntas, participam das decisões e dividem, de verdade, a responsabilidade pelo cuidado.

Isso não significa que o caminho esteja completo.

Ainda existem muitos desafios quando falamos sobre paternidade ativa.
Mas também seria injusto ignorar o quanto muitos pais têm transformado a forma de viver esse papel.

Ser pai não é “ajudar a mãe”.

É conhecer o filho. É saber como ele dorme, o que ele gosta de comer, quem é a professora, quando é a próxima consulta e o que está acontecendo no desenvolvimento dele.
É estar presente não apenas nos momentos fáceis, mas também nas decisões, nas preocupações e na construção da rotina da família.

As crianças não precisam de pais perfeitos.
Precisam de pais dispostos e disponíveis.

Neste Dia dos Pais, minha homenagem é para aqueles que entenderam que presença não é um gesto ocasional. É uma escolha feita todos os dias, nas pequenas atitudes que ajudam uma criança a crescer sentindo que nunca precisou caminhar sozinha.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

07/08/2026

Uma das maiores dificuldades no autismo nível 1 de suporte é que, muitas vezes, o sofrimento não é visível.

A criança consegue passar horas tentando agir da forma que espera que os outros aprovem. Observa, imita, controla as próprias reações e faz um esforço enorme para parecer que está tudo bem.

E, justamente por isso, muita gente acredita que ela “não tem nada”.

Mas o que ninguém vê é o custo desse esforço.

Quando chega em casa, onde finalmente se sente segura para baixar a guarda, toda a tensão acumulada pode aparecer em forma de choro, irritação, crises ou exaustão.

Isso não significa que a criança está manipulando o ambiente ou “escolhendo” se comportar de um jeito na escola e de outro em casa.

Significa que ela passou tempo demais tentando sustentar algo que exigiu muito mais energia dela do que das outras crianças.

Por isso, nem sempre uma criança que parece estar dando conta realmente está bem.

Às vezes, ela só aprendeu a esconder o quanto está difícil.

E é justamente por isso que olhar apenas para o comportamento durante uma consulta ou na escola nunca é suficiente. Ouvir a família, compreender o contexto e entender como essa criança funciona em diferentes ambientes faz toda a diferença.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

Existe um tipo de cansaço na maternidade que não aparece nas fotos e nem costuma ser percebido por quem está de fora, a ...
05/08/2026

Existe um tipo de cansaço na maternidade que não aparece nas fotos e nem costuma ser percebido por quem está de fora, a famosa “carga mental”.

É lembrar da consulta antes que alguém lembre. É saber quando a vacina está chegando, perceber que o remédio está acabando, organizar a rotina, pensar na alimentação, na mochila, nas roupas que já não servem mais e em tudo o que mantém a vida da criança funcionando.

O mais cansativo nem sempre é “só” fazer. Muitas vezes, é ser a única pessoa que vai pensar em tudo.

E isso não se resolve quando alguém pergunta: “O que você quer que eu faça?”. Dividir a carga mental é perceber o que precisa ser feito, tomar iniciativa e assumir responsabilidades sem que a mãe precise gerenciar mais essa tarefa. Dar passo a passo é hard!

Nenhuma mãe deveria carregar sozinha o responsabilidade de lembrar, planejar, organizar, decidir e, principalmente, pensar por tudo e por todos o tempo inteiro.

Quando essa lista de afazeres da vida é compartilhada, a maternidade deixa de ser uma caminhada tão dura. E isso muda não apenas o cansaço, mas a forma como essa mulher vive a própria experiência do maternar.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

03/08/2026

Para muitas famílias atípicas, o telefone tocar com o nome da escola na tela já é motivo de ansiedade.

É comum pensar: “O que foi dessa vez, meu deus do céu?”

Isso acontece porque, infelizmente, muitas ligações ao longo do tempo foram para relatar dificuldades, crises ou pedir que a criança fosse buscada antes do horário.

Mas existe uma outra possibilidade que merece ser olhada.
Às vezes, a escola não está apontando um problema.
Ela está pedindo ajuda.

Muitos professores querem incluir, acolher e ensinar da melhor forma possível, mas nem sempre receberam formação adequada sobre autismo. Muitas vezes também trabalham com turmas grandes, poucos recursos e sem o suporte necessário.

É por isso que família, escola e terapeutas precisam caminhar na mesma direção.

Quando a família compartilha estratégias que funcionam, explica como a criança se comunica, o que costuma desregulá-la e participa desse processo junto com a equipe terapêutica, as chances de sucesso aumentam muito.

A escola não consegue fazer tudo sozinha.

A família também não.

E a terapia não substitui nenhuma das duas.

Quando esses três pilares conseguem conversar, alinhar expectativas e construir estratégias em conjunto, quem mais se beneficia é a criança.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

31/07/2026

Poucos momentos são tão difíceis para uma família quanto ouvir um diagnóstico sobre o próprio filho.

E, muitas vezes, além do medo, vem uma culpa silenciosa.

Culpa por sentir tristeza.
Culpa por imaginar que deveria estar aliviada por finalmente ter uma resposta.
Culpa por pensar no futuro.

Mas sentimentos não são escolhas. Eles fazem parte do processo.

O que realmente define o caminho dessa família não é o impacto do diagnóstico. É o que acontece depois dele.

Depois do diagnóstico, algumas famílias passam a entender comportamentos que antes pareciam sem explicação. Conseguem acessar terapias, adaptações, direitos e profissionais que podem mudar completamente a qualidade de vida daquela criança.

É por isso que eu costumo dizer que o diagnóstico não é um ponto final. Ele também pode ser um ponto de partida.

Não porque ele seja motivo de comemoração. Mas porque a partir dele a família deixa de caminhar no escuro.

Ela passa a entender quais são as necessidades daquela criança e como pode ajudá-la a desenvolver todo o seu potencial.

O diagnóstico não diminui uma criança.
Ele amplia as possibilidades de cuidado e de evolução (que é nossa também!) como seres humanos.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

O choro de um bebê costuma despertar muitas dúvidas e, às vezes, até um sentimento de impotência em quem está cuidando.“...
29/07/2026

O choro de um bebê costuma despertar muitas dúvidas e, às vezes, até um sentimento de impotência em quem está cuidando.

“Será que é fome?”
“Será que é cólica?”
“Será que é dente?”
“Será que estou fazendo alguma coisa errada?”

Mas existe uma coisa importante para lembrar: chorar é a primeira forma de comunicação de um bebê.

É assim que ele mostra que precisa de algo. Às vezes é uma necessidade física, como fome, frio, calor, roupa apertada ou sono. Em outros momentos, é apenas porque o mundo ainda é grande demais, cheio de estímulos, e ele precisa da presença de alguém para se sentir seguro. E, muitas vezes, é “SÓ” cansaço.

Isso não significa que você vai descobrir o motivo do choro imediatamente todas as vezes. E tudo bem.

Cuidar de um bebê não é acertar sempre. É estar presente, observar, acolher e entender que, nos primeiros meses de vida, o colo também é uma resposta. E que, ao contrário do que muita gente pensa, isso não vai deixá-lo mal acostumado, vai deixá-lo seguro!

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

Essa definitivamente não é a foto mais bonita da gente.Eu estou segurando o bolo com uma mão e a tampa com sacola plásti...
28/07/2026

Essa definitivamente não é a foto mais bonita da gente.

Eu estou segurando o bolo com uma mão e a tampa com sacola plástica verde na outra. Tu tá rindo, comemorando, sem a menor preocupação em posar.

E foi justamente por isso que escolhi essa foto.

A gente já brigou feio. Muuuuuuito feio. Nós duas temos personalidades fortes, opiniões fortes e, às vezes, o bicho pega MESMO.

Mas a vida também me mostrou uma coisa: não importa o tamanho da treta, eu sempre pude contar com você.

A vida real quase nunca é instagramável. Ainda bem.

Porque é nela que moram as pessoas que realmente importam.

Obrigada por ser esse lugar onde eu sempre sei que posso chegar.

Feliz 49 anos, Leonina ❤️

📸

27/07/2026

Hoje é Dia do Pediatra.

E, mais do que celebrar uma profissão, eu quero agradecer por tudo o que ela me permite viver.

Quando escolhi a pediatria, imaginava que iria cuidar de crianças.

Mas, ao longo dos anos, descobri que também cuidaria de mães inseguras, pais tentando acertar, famílias vivendo dias de medo, de esperança, de descobertas e, muitas vezes, de recomeços.

Aprendi que uma consulta vai muito além de um diagnóstico.

Ela pode ser o lugar onde uma mãe finalmente se sente ouvida. Onde uma família encontra direção. Onde alguém percebe que não precisa enfrentar tudo sozinho.

Existem histórias que terminam quando a porta do consultório se fecha, mas existem outras que continuam comigo.

Porque cuidar de crianças também é criar vínculos. É acompanhar o crescimento, celebrar conquistas, acolher dificuldades e estar presente em momentos que marcam a vida de uma família.

Por isso, neste Dia do Pediatra, minha maior gratidão é a cada família que confiou em mim para caminhar ao seu lado.

Obrigada por abrirem as portas da história de vocês e permitirem que eu faça parte de um pedacinho dela.

É uma honra!

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

24/07/2026

Quando uma criança ingere um produto de limpeza, existe uma coisa que você NÃO deve fazer: provocar o vômito.

Na hora do susto, é natural querer fazer alguma coisa imediatamente. Mas, dependendo do produto ingerido, provocar o vômito pode piorar a situação.

Isso porque a substância pode voltar pelo esôfago e causar uma nova queimadura, aumentando o risco de lesões.

O primeiro passo é manter a calma, afastar o produto da criança e identificar exatamente o que foi ingerido. Se possível, leve ou fotografe a embalagem. Essas informações fazem toda a diferença para orientar a conduta correta.

No Brasil, você pode ligar para o Disque Intoxicação – 0800 722 6001, que oferece orientação gratuita nesses casos.

Em Santa Catarina, também existe o CIATox/SC – 0800 643 5252, com atendimento 24 horas para orientar situações de intoxicação.

E atenção: se a criança apresentar dificuldade para respirar, sonolência importante, engasgos, queimaduras na boca ou qualquer alteração do comportamento, procure um serviço de emergência imediatamente.

Uma última dica: salve esses telefones no seu celular hoje. Em uma situação de urgência, cada minuto conta, e ninguém deve perder tempo procurando um número que poderia já estar à mão.

✨ Sidiane Ferreira – Pediatra e Mãe
CRM SC 21401 – RQE 12278
✨ Escuta, RESPEITO, afeto

Endereço

Florianópolis, SC

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Sidiane Pediatra posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria