Consciência Psicologia

Consciência Psicologia Clínica de Psicologia Tem como base metodológica a teoria existencialista, principalmente os escritos de Jean Paul Sartre.

Clínica de Psicologia localizada no centro de Florianópolis que oferece serviços de psicoterapia infantil e adulto, formação e supervisão de psicólogo e consultorias para empresas.

Há pessoas que conseguem listar facilmente os próprios defeitos, mas travam quando são solicitadas a identificar suas ha...
06/08/2026

Há pessoas que conseguem listar facilmente os próprios defeitos, mas travam quando são solicitadas a identificar suas habilidades e competências.

Em algum momento, aprendemos que reconhecer nossas capacidades poderia soar como arrogância. E, para evitar parecer superiores, muitas pessoas acabam diminuindo a si mesmas.
Mas existe uma diferença importante entre esses aspectos.

Arrogância é acreditar que suas qualidades tornam você melhor do que os outros.
Autoconhecimento é reconhecer aquilo que você efetivamente desenvolveu, aprendeu e construiu ao longo da sua história.

Se você estudou durante anos, por que seria errado dizer que domina determinado assunto?
Se você aprendeu a escutar as pessoas com atenção, por que não reconhecer que essa é uma habilidade sua?
Se você enfrentou dificuldades e desenvolveu força, sensibilidade ou competência, por que agir como se isso não existisse?

Na perspectiva existencialista, nos tornamos quem somos pelas escolhas que fazemos e pela forma como nos relacionamos com as situações que vivemos. Nossas capacidades são construídas, cultivadas e aperfeiçoadas ao longo do caminho. Por isso, o autoelogio pode ser, antes de tudo, um reconhecimento do percurso que tornou essas capacidades possíveis.

Dizer "sou um bom profissional", "sei cuidar das pessoas", "aprendi a lidar com situações difíceis" ou "escrevo bem" não significa afirmar que você vale mais do que alguém. Significa reconhecer, sem negar nem exagerar, aquilo que suas escolhas, seu esforço e sua história permitiram construir.

Negar as próprias capacidades não torna ninguém mais humilde. Apenas torna mais difícil ocupar o lugar que a própria trajetória possibilitou.
Reconhecer quem você é não diminui ninguém. É apenas assumir, com honestidade e responsabilidade, a pessoa que você escolheu se tornar.

E você? Quais capacidades tem dificuldade de reconhecer em si, mesmo sabendo o quanto trabalhou para desenvolvê-las?

Na perspectiva existencialista, nós nos constituímos sempre na relação com outras pessoas. É no encontro com os outros q...
20/07/2026

Na perspectiva existencialista, nós nos constituímos sempre na relação com outras pessoas. É no encontro com os outros que nossas escolhas ganham sentido, que nossos projetos encontram apoio e novas possibilidades. Como escreveu Sartre: "O outro é a mediação entre mim e mim mesmo."

Por isso, existem amizades que fazem muito mais do que compartilhar um tempo e espaço de nossas vidas: elas nos impulsionam para nos tornar quem desejamos ser.

São amizades que acolhem nossas vulnerabilidades sem nos reduzir a elas. Que celebram nossas conquistas sem transformá-las em competição. Que nos encorajam a seguir escolhendo, todos os dias, os projetos que dão sentido à nossa existência.

Em uma cultura que tantas vezes associa autonomia à ideia de dar conta de tudo sozinho, que privilegia a individualidade, as amizades nos lembram que construir uma vida de realizações também é poder contar com quem caminha ao nosso lado.

No Dia do Amigo, queremos celebrar a força das amizades e, de forma muito especial, a conexão que nós, sócias da Consciência Psicologia, construímos ao longo dos anos de nossa história. O que começou como uma parceria profissional, aos poucos, transformou-se também em uma grande amizade.

Somos profundamente gratas por podermos compartilhar não apenas o trabalho, mas também os afetos, a confiança, o cuidado e a alegria de caminhar juntas. Afinal, algumas das relações mais bonitas da vida também nascem dos projetos que escolhemos construir.

E você, já parou para pensar quem são as pessoas que ajudam você a se tornar quem deseja ser? Se elas vieram à sua mente agora, talvez hoje seja um bom dia para agradecer por essa amizade.

Essa frase foi dita durante um atendimento. E ela retrata bem algo que trabalhamos em psicoterapia.Ela faz pensar que vi...
16/07/2026

Essa frase foi dita durante um atendimento. E ela retrata bem algo que trabalhamos em psicoterapia.

Ela faz pensar que vivemos em uma época que nos convence de que precisamos ter todas as respostas. Entender tudo. Antecipar tudo. Controlar tudo.

Mas a experiência humana não funciona assim.

Na perspectiva existencialista, estamos lançados em um mundo que nunca se revela por completo.

Agimos sempre a partir de uma situação concreta, mas sem conhecer todas as suas consequências. Ainda assim, seguimos escolhendo.

Curiosamente, é justamente esse "não saber" que, muitas vezes, nos protege.

Se soubéssemos antecipadamente todas as perdas, talvez nunca nos permitíssemos amar. Se conhecêssemos todas as frustrações, talvez desistíssemos de projetos importantes antes mesmo de começar. Se víssemos com clareza todos os obstáculos do caminho, poderíamos abrir mão de experiências que nos transformariam profundamente.

Não saber não é apenas uma limitação da condição humana. É também aquilo que mantém o futuro aberto.

Para Sartre, o ser humano nunca está completamente determinado pelo passado nem aprisionado em um destino já escrito. O futuro permanece como possibilidade. E é precisamente porque ele ainda não está dado que podemos criar novos sentidos para nossa existência.

A ansiedade frequentemente nos faz acreditar que precisamos eliminar toda incerteza para viver em segurança. Mas, talvez, a verdadeira segurança não esteja em conhecer o amanhã, e sim em confiar na própria capacidade de responder ao que ele trouxer.

Nem tudo o que você desconhece representa uma ameaça.
Às vezes, aquilo que você ainda não sabe é exatamente o que permitirá que continue caminhando, descobrindo, mudando e tornando-se alguém que hoje ainda não consegue imaginar.

Por isso, nem toda incerteza é um perigo. Algumas delas são o espaço onde a liberdade e a esperança continuam sendo possíveis.

E você, como se relaciona com o que ainda não sabe?

Às vezes, a pessoa chega à psicoterapia dizendo apenas: "Eu não sei por que estou sofrendo tanto."E, no início, nem ela ...
09/07/2026

Às vezes, a pessoa chega à psicoterapia dizendo apenas: "Eu não sei por que estou sofrendo tanto."

E, no início, nem ela consegue compreender a intensidade da própria dor.

Mas, sessão após sessão, vamos olhando com mais calma para a sua história. E, pouco a pouco, aquilo que parecia sem explicação começa a ganhar sentido.

É como uma ferida escondida.
Você sente a dor, mas não consegue vê-la. Então começa a duvidar dela, a pensar que está exagerando ou que "não deveria" estar sofrendo assim.

Até que, um dia, conduzido/a pelo processo, você encontra a ferida.
E percebe que, pelo tamanho dela, a dor é compatível.

Isso não significa permanecer preso/a ao sofrimento. Significa reconhecer que ele não surgiu do nada. Ele tem uma história.
Na psicoterapia, muitas vezes, o primeiro passo não é fazer a dor desaparecer. É poder enxergá-la sem negar sua existência.

Porque, quando compreendemos de onde ela vem, deixamos de lutar contra nós mesmos e podemos começar, finalmente, a cuidar daquilo que ficou aberto por tanto tempo.

Nem toda dor é visível. Muitas dores emocionais são assim. Mas todas elas merecem ser olhadas, legitimadas e cuidadas.

Você já havia pensado sobre isso?

Você sabe que precisa colocar limites, encerrar uma relação, mudar de trabalho, cuidar mais de si ou enfrentar uma conve...
03/07/2026

Você sabe que precisa colocar limites, encerrar uma relação, mudar de trabalho, cuidar mais de si ou enfrentar uma conversa difícil. Ainda assim, quando chega o momento de agir, parece que algo impede esse movimento.

É comum imaginar que isso acontece por falta de força de vontade ou disciplina. Mas, muitas vezes, a questão é mais complexa.

Na perspectiva existencialista, toda forma de existir foi construída em uma história. Até mesmo os comportamentos que hoje causam angústia podem ter feito sentido em outro momento da vida. Eles podem ter protegido, ajudado a enfrentar dificuldades ou permitido lidar com situações para as quais você tinha poucos recursos.

Por isso, mudar nem sempre significa apenas abandonar um comportamento. Significa também abrir mão de uma forma de estar no mundo que, por muito tempo, ofereceu algum tipo de segurança. E é justamente aí que surgem o medo, a insegurança e a resistência.

Compreender a função que esses padrões exercem na sua história permite que a mudança deixe de ser uma cobrança e passe a ser uma construção. Quando entendemos o que nos mantém repetindo determinadas escolhas, ampliamos nossa condição emocional para construir outras possibilidades.

E talvez a pergunta não seja apenas "por que eu não consigo mudar?", mas também "o que essa forma de viver ainda está sustentando na minha vida?”. Faz sentido para você?

Você já se sentiu arrastado por comportamentos que se repetem, preso em relações que fazem sofrer ou por afetos que pare...
15/06/2026

Você já se sentiu arrastado por comportamentos que se repetem, preso em relações que fazem sofrer ou por afetos que parecem maiores do que a sua própria vontade? A experiência pode ser a de estar preso a algo que parece nos dominar e ser maior do que nós.

Mas, sob uma perspectiva existencialista, há um paradoxo importante: aquilo que hoje nos aprisiona também foi, em algum momento, uma forma de responder ao mundo. São modos de ser que construímos ao longo da nossa história para lidar com nossas circunstâncias, dores, medos e possibilidades.

Por isso, a liberdade humana não desaparece quando nos sentimos presos. Ela está justamente na origem dessas construções e também no futuro que podemos reescrever. O sofrimento surge quando esquecemos que aquilo que produzimos passa a nos governar, como se fosse algo externo, imutável ou inevitável. E também na ideia de que estamos condenados a viver sempre o mesmo, ainda que o futuro esteja em aberto.

Reconhecer a própria história não significa culpar-se pelo que se tornou. Significa compreender que os caminhos que nos trouxeram até aqui foram construídos por escolhas, contextos e significados. E, se foram construídos, também podem ser transformados.

A liberdade não é a ausência de contingências e limitações. É a possibilidade permanente de nos relacionarmos de outro modo com aquilo que fizemos de nós mesmos.

Você já havia pensado a partir dessa perspectiva?

Na perspectiva existencialista, não somos definidos pelo passado. O que vivemos nos marca, nos atravessa, nos constitui ...
28/05/2026

Na perspectiva existencialista, não somos definidos pelo passado. O que vivemos nos marca, nos atravessa, nos constitui — mas não nos condena a permanecer os mesmos.

Para o existencialismo, o ser humano está sempre em construção. Somos feitos de escolhas e possibilidades. A cada movimento, reafirmamos caminhos antigos ou abrimos espaço para novas formas de existir.

Muitas vezes, permanecemos comprometidos com versões antigas de nós mesmos: com medos já conhecidos, lugares que aprendemos a ocupar, histórias que contamos sobre quem somos.

Mas existir é também poder se reposicionar.

Comprometer-se com quem se deseja ser não significa negar a própria história. Significa reconhecer que ela não precisa determinar integralmente o futuro. É assumir responsabilidade pela direção que escolhemos construir, mesmo quando mudar exige desconforto, coragem e renúncia ao que já se tornou familiar.

Não viver em fidelidade absoluta a quem fomos pode trazer leveza por permitir que a gente se desloque e se desprenda de cenários que não nos fazem mais tão bem. Cultivar compromisso com aquilo que escolhemos ser nos lança para novos espaços e pode trazer boas surpresas no caminho.

E você, tem vivido mais comprometido(a) com sua história ou com suas possibilidades?

A maternidade é feita de muitos momentos. Alguns grandes, marcantes, que ficam na memória. Outros pequenos, quase imperc...
10/05/2026

A maternidade é feita de muitos momentos.

Alguns grandes, marcantes, que ficam na memória. Outros pequenos, quase imperceptíveis, mas que, aos poucos, vão construindo a relação.

E é no cotidiano que esse vínculo ganha forma. Nas conversas simples, nos cuidados repetidos, nas presenças que se tornam referência.

Ser mãe envolve aprender ao longo do caminho, se reinventar, ajustar rotas e construir, dia após dia, uma forma própria de cuidar e de se relacionar.

Cada maternidade é única, atravessada por histórias, escolhas e possibilidades diferentes. E é justamente nessa singularidade que mora a riqueza dessa experiência.

Neste Dia das Mães, convidamos você a reconhecer e valorizar esses momentos que, mesmo discretos, constroem vínculos profundos e cheios de significado.

Feliz Dia das Mães! 💛

20/04/2026

No vídeo de hoje, a psicóloga Fabíola Langaro compartilha algumas reflexões sobre o que acontece quando perdemos alguém importante, especialmente quando esse vínculo fazia parte da nossa rotina, dos nossos planos e da forma como a gente imaginava o futuro.

Quando alguém morre, não é só a presença física que deixa de existir. Existe também uma ruptura nos projetos, nas expectativas e em tudo aquilo que ainda seria vivido junto.

Por isso, o luto envolve um movimento delicado de reorganização. Aos poucos, a pessoa vai tentando compreender como seguir vivendo em um mundo que agora inclui essa ausência, enquanto a saudade, o afeto e a lembrança continuam presentes.

Se esse conteúdo fez sentido para você, salve para revisitar em outros momentos ou compartilhar com alguém que pode se sentir acolhido ao escutar isso.

A Páscoa costuma ser associada à ideia de renovação, mas na vida real, mudanças nem sempre acontecem de forma marcada po...
05/04/2026

A Páscoa costuma ser associada à ideia de renovação, mas na vida real, mudanças nem sempre acontecem de forma marcada por datas.

Recomeçar não é, necessariamente, deixar tudo para trás ou se transformar de uma vez. Muitas vezes, envolve movimentos mais discretos, quase imperceptíveis, que vão sendo construídos no cotidiano.

Há momentos em que algo deixa de fazer sentido: as relações se transformam, escolhas precisam ser revistas e caminhos se encerram para que outros possam começar. E nem sempre isso acontece de forma confortável ou planejada.

Na perspectiva existencialista, a vida está em constante construção. Isso significa que, mesmo diante de limites e circunstâncias que não escolhemos, seguimos nos posicionando, criando possibilidades e dando novos significados ao que vivemos.

Então, talvez a ideia de renovação não esteja em mudar tudo, mas em reconhecer o que já não sustenta mais o caminho e abrir espaço, aos poucos, para outras formas de existir.

Que este momento possa ser um convite para olhar com mais atenção para aquilo que pede mudança, respeitando o tempo de cada processo. ✨

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