05/08/2025
Muito frequentemente, escuto no consultório a seguinte pergunta: Isabel, será que eu ainda serei amada (o), eu respondo carinhosamente que com toda certeza!!! E assim acredito. Nada mais humano que o amor, nada mais humano que querermos estar perto de alguém, nada mais humano que o desejo de se fundir no outro… Essa pergunta é feita por pessoas nas mais diversas idades, como se o amor, tivesse hora marcada, corpo definido, conta bancária recheada, não, o amor, é simples, é fluido, e como nós, tem fases e ciclos de vida. Amar aos 20 é corpo, é apelo sexual, é chamamento de hormônio, é desejo de povoar o mundo.
Amar aos 35 é construção, é criação, é planejamento e entrega, é corpo, é decisão.
Amar na maturidade é voltar a ser criança, é ter a inocência dos primeiros dias e a sabedoria conquistada ao longo do caminho. Já se sabe o que se é, já se sabe o que esperar. A vida já fluiu, as entregas já foram feitas, as lutas travadas já foram vencidas, perdidas ou empatadas, já se sabe que ser vale mais que ter, já se é ajuda, compromisso, dedicação e amor pelo outro ser quem é, por seguir juntos até ali ou a partir dali. Se há corpo? Claro que sim, com menos fogo e mais entrega, com menos sensualidade e mais entrega, com menos performance e mais entrega, são dois corpos que se aproximam o suficiente para sentirem-se em casa, em paz, na certeza de que são dois, são muitos, sem deixarem de ser apenas um inteiro, como deveriam ter sido desde que amaram aos 20.
Então, a quem tem essa dúvida se será amado ainda, pode acreditar que sim e o primeiro passo é começar amando mais você.