Psi Joyce Menezes

Psi Joyce Menezes • Psicoterapia Individual (CRP 11/20478)
• Adolescentes, Adultos e Idosos

Há histórias que não terminam quando a leitura acaba.A Hora da Estrela foi assim. Uma narrativa simples, atravessada por...
20/03/2026

Há histórias que não terminam quando a leitura acaba.

A Hora da Estrela foi assim. Uma narrativa simples, atravessada por faltas, mas que insiste. Macabéa não teve muito que a sustentasse, mas, ainda assim, existiu. E isso desloca.

Na clínica, a gente aprende que nem tudo que faltou impede uma existência. Algo se forma, às vezes de maneira precária, às vezes silenciosa, mas ainda assim se forma.

Talvez o que mais toque seja isso: o que se constrói mesmo quando quase nada foi dado.

📖 A hora da estrela foi uma experiência que ainda não consigo explicar. Foi meu primeiro livro de Clarice. Quando terminei, fiquei pensando “o que foi isso?”. E assim o livro ficou ressoando por semanas. Já mudei a nota diversas vezes, mas ainda não me decidi.

E você, já leu? O que essa história te fez sentir?

Quando me entendi mulher no mundo, compreendi que algumas dores não têm nome, que certas angústias transbordam e que viv...
09/03/2026

Quando me entendi mulher no mundo, compreendi que algumas dores não têm nome, que certas angústias transbordam e que viver, muitas vezes, é um ato de resistência.

Para ser mulher no mundo (e para viver nele) é preciso uma coragem que, por vezes, também parece inominável.

Penso novamente nessas dores que não têm nome e percebo que a clínica me ajuda a encontrar caminhos para lidar com elas.

O falar contorna.
O encontro acolhe.

Para cada menina e mulher que atravessa meu consultório, para cada momento em que confiaram a mim um pedaço de suas histórias.

O encontro também é resistência: é sustentar e compartilhar dores.

Obrigada por tanto.

Feliz Dia das Mulheres e muita força para todas nós 🤎

Ler personagens que expõem emoções cruas é sempre uma experiência intensa.A literatura, muitas vezes, nos oferece cenas ...
19/02/2026

Ler personagens que expõem emoções cruas é sempre uma experiência intensa.

A literatura, muitas vezes, nos oferece cenas que a clínica conhece bem: vínculos marcados pela falta, pelo excesso e pela dificuldade de suportar a liberdade do outro.

A Cachorra é um convite a pensar sobre amor, perda e os limites entre cuidado e controle.

A psicoterapia é um processo construído no encontro, na escuta e no vínculo. Desde o primeiro contato, meu trabalho é of...
04/02/2026

A psicoterapia é um processo construído no encontro, na escuta e no vínculo. Desde o primeiro contato, meu trabalho é oferecer um espaço acolhedor, ético e seguro, onde você possa falar livremente sobre suas vivências, sentimentos e desafios.

Aqui, não há pressa, fórmulas prontas ou julgamentos. Há escuta, cuidado e construção conjunta.

novas fotinhas por aqui 🧚‍♀️✨
21/01/2026

novas fotinhas por aqui 🧚‍♀️✨

Um menino atravessado por ausências, uma perda gigantesca e a busca por algum sentido.A cabeça do santo, de Socorro Acio...
16/01/2026

Um menino atravessado por ausências, uma perda gigantesca e a busca por algum sentido.

A cabeça do santo, de Socorro Acioli, me fez refletir sobre o que vem depois do luto. O que acontece quando a vida se desorganiza de tal forma que não há mais como voltar ao que era antes.

Samuel, um “homem-feito”, perde sua mãe, Mariinha, a única companhia que teve por toda a vida. Antes de morrer, ela lhe faz um pedido: que acenda três velas aos santos de sua devoção e que vá até o vilarejo da Candeia para conhecer o pai e a avó paterna.

A narrativa começa com a dura caminhada de Juazeiro do Norte até Candeia. Samuel enfrenta fome, sol, cansaço e, sobretudo, a dor do luto. Enquanto o corpo atravessa a estrada, a mente tenta assimilar a perda, numa travessia interna tão difícil quanto a física.

Ao chegar ao vilarejo, os encontros não acontecem como ele imaginava. Perdido, Samuel acaba dormindo em uma gruta, que depois descobre ser a cabeça caída de Santo Antônio. É a partir desse lugar improvável que algo começa a se reorganizar. Para alguém que não sabia o que fazer da vida após a morte da mãe, surgem novos caminhos: pessoas, vínculos, afetos, sonhos e também frustrações.

No fim, Mariinha não pediu um favor à toa. Seu pedido era, sobretudo, um convite à vida. Que Samuel seguisse vivendo. Que encontrasse um sentido. Primeiro por ela, depois por si mesmo. Mariinha sabia da dor que deixaria, mas desejava ao filho uma vida possível apesar da perda.

Samuel viveu seu luto estando vivo. Viveu as ambiguidades entre o que perdeu e o que se apresentava no agora. Entre a raiva pela promessa feita à mãe e a alegria por fazer amigos, encontrar amores, criar inimigos. O luto, ali, não paralisa, ele atravessa, transforma, reconfigura.

Talvez o livro nos lembre disso: viver o luto não é esquecer quem se foi, mas aprender a seguir carregando a ausência, abrindo espaço para que a vida — ainda assim — aconteça.

O universo dos jogos é imenso e cheio de possibilidades. Mas, como jogadora (e psicóloga), existe um tipo que me chama a...
27/12/2025

O universo dos jogos é imenso e cheio de possibilidades. Mas, como jogadora (e psicóloga), existe um tipo que me chama ainda mais atenção: jogos que nos convidam a jogar junto ✨

Com as férias (ou o recesso) chegando, abrir espaço para experiências que envolvem cooperação, comunicação e criatividade pode ser uma forma gostosa de cuidar dos vínculos. Jogar com amigos também é sobre presença, troca e construção de momentos compartilhados.

Separei neste carrossel algumas indicações de jogos que favorecem o encontro e o estar junto. Se você tiver mais alguma sugestão, me conta nos comentários!

Bom descanso 🤍

15/12/2025

Como psicóloga, é impossível descrever toda a grandiosidade dos encontros e das relações em nossa trajetória de vida.

Carla Madeira escreve “A natureza da mordida” a partir de um encontro, no qual Olívia e Biá (dona Emma), por meio da fala, buscam contornar os acontecimentos do passado e os não ditos que as cercam.

Um encontro é sempre um convite. Uma relação é sempre viva, deixando sempre uma marca, uma cicatriz, um dano. E o amor, bom, o amor é sempre exigente.

F**a como dica de leitura! 📖

Quando falamos sobre dores e vivências femininas no social, é preciso ir além da superfície. Esse mergulho exige cuidado...
26/09/2025

Quando falamos sobre dores e vivências femininas no social, é preciso ir além da superfície. Esse mergulho exige cuidado, e é exatamente isso que Valeska Zanello realiza em “A Prateleira do Amor”.

A obra nos convida a olhar para o feminino e suas relações no social, ampliando perspectivas e questionando aquilo que tantas vezes foi naturalizado.

Com uma escrita didática e potente, Valeska coloca uma lupa sobre questões que passam despercebidas, especialmente por mulheres que, diante de violências e relações assimétricas, acabaram se dessensibilizando.

A leitura é um misto de sentimentos necessários, que ajudam a dar contorno a experiências que, muitas vezes, temos dificuldade de compreender.

🫀F**a aqui a indicação de leitura para você ler sozinha ou com uma amiga. Por aqui foi acompanhada da .larapraxedes rolou muitas trocas e associações.

Quantas vezes nos pegamos comparando com outras mulheres, nos sentindo ameaçadas ou competindo sem nem perceber? Muitas ...
19/09/2025

Quantas vezes nos pegamos comparando com outras mulheres, nos sentindo ameaçadas ou competindo sem nem perceber? Muitas vezes, essa rivalidade é alimentada pela mídia (filmes, séries, músicas) que nos mostram que para uma brilhar, outra precisa ser diminuída.

Vocês mandaram alguns exemplos de Gossip Girl, S*x and the City a contos de fadas. Além videoclipes e filmes que marcaram a geração de mulheres jovens adultas. A ideia é entender como essas disputas muitas vezes reforçam padrões que nos mantêm inseguras.

❤️‍🩹 Será que precisamos continuar nos comparando sem parâmetros justos ou podemos começar a nos apoiar e valorizar umas às outras pelo que realmente somos?

uma mesma esquina pode marcar o começo de uma nova rua e o término de outra. para onde você olha? as vezes temos que pas...
01/09/2025

uma mesma esquina pode marcar o começo de uma nova rua e o término de outra. para onde você olha?

as vezes temos que passar pela mesma esquina diversas vezes para perceber coisas que nunca foram percebidas.

Modern Family é uma série de comédia, mas como toda boa comédia, também traz verdades que nos atravessam.No episódio ana...
30/07/2025

Modern Family é uma série de comédia, mas como toda boa comédia, também traz verdades que nos atravessam.

No episódio analisado neste post, Claire tenta manter a imagem de mãe perfeita, mas é só quando a verdade do passado vem à tona que ela consegue, de fato, se conectar com a filha.

A cena é leve e engraçada, mas também fala sobre algo sério: quando pais tentam sustentar um ideal de perfeição, muitas vezes deixam de lado o que realmente importa: a escuta, a presença e a possibilidade de ser real.

🧸 Crianças e adolescentes não precisam de adultos perfeitos. Eles precisam de adultos que se mostrem humanos.

Pais perfeitos não deixam espaço.
Pais reais criam vínculo.

Endereço

Fortaleza, CE

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