25/07/2026
O que “O Cordão” nos ensina sobre amor, autonomia e narcisismo? 🎞️🧠
No curta O Cordão (The Cord), mãe e filho permanecem ligados por um cordão umbilical que nunca é rompido. O vídeo nos convida a refletir: até que ponto o amor pode impedir o crescimento?
Na perspectiva da psicanalista Melanie Klein, o desenvolvimento emocional acontece quando a criança percebe, aos poucos, que ela e a mãe são pessoas diferentes. Essa separação é essencial para a construção da identidade e da autonomia.
Quando esse processo é dificultado, o vínculo pode deixar de favorecer o crescimento e passar a restringi-lo.
A animação também nos permite pensar sobre o narcisismo patológico. Em vez de reconhecer o filho como um sujeito com desejos, escolhas e uma vida própria, a mãe parece relacionar-se com ele como se fosse uma extensão de si mesma. O filho passa a ocupar a função de preencher suas necessidades emocionais e sustentar sua sensação de completude.
Nessa dinâmica, a autonomia do filho pode ser vivida pela mãe, de forma inconsciente, como uma ameaça ou uma perda. Assim, controlar, superproteger ou dificultar a separação pode aparecer como uma tentativa de preservar esse vínculo fusional.
Para a psicanálise, esse tipo de relação pode comprometer o desenvolvimento emocional do filho, que cresce com dificuldades para reconhecer os próprios desejos, estabelecer limites, tomar decisões e construir relações mais livres.
O amor saudável não aprisiona. Ele acolhe, protege e, ao mesmo tempo, permite que o outro cresça.
O vídeo nos convida a refletir, que o vínculo mais potente não é aquele que impede a separação, mas aquele que permanece vivo mesmo quando cada um pode seguir seu próprio caminho.
💭
O cordão que alimenta no início da vida precisa, simbolicamente, ser rompido para que o sujeito possa nascer emocionalmente.
Amar também é suportar a separação. É reconhecer que o outro não nos pertence, mas pode continuar nos amando mesmo sendo livre.
✨ O que essa metáfora desperta em você?
Vídeo: O Cordão (The Cord) - 2018 dirigido por Olexandr Bubnov (Marcus Film).