Dra. Camila Batista - Alergista e Imunologista Pediátrica

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Médica, alergista e imunologista pediátrica, esposa, comprometida com um atendimento integral à criança e adolescente, de forma a transmitir ternura e segurança no cuidado dos pacientes com doenças alérgicas e deficiências imunes.

Esse é um dos achados mais comuns em crianças e um dos que mais gera dúvida nas famílias.A queratose pilar acontece quan...
24/08/2026

Esse é um dos achados mais comuns em crianças e um dos que mais gera dúvida nas famílias.

A queratose pilar acontece quando há obstrução dos folículos pilosos por acúmulo de queratina. A pele f**a áspera, com aquelas bolinhas características, geralmente nos braços, coxas e bochechas. Piora no frio, piora com excesso de doce, piora quando a pele está mais seca.

Nem sempre precisa de tratamento. Se não coça, não incomoda e não impacta a qualidade de vida da criança, muitas vezes a melhor conduta é não patologizar e escolher outras batalhas.

Mas quando coça e incomoda, tem solução. Hidratação intensa é o primeiro passo e a troca para um hidratante mais oclusivo, como um baume, faz diferença real. Em alguns casos, pode ser necessário usar ureia em crianças, no máximo a 5% e por tempo limitado, para ajudar a quebrar o acúmulo de proteína na pele.

Cada caso é avaliado individualmente. Se está incomodando o seu filho, vale uma consulta para definir a melhor conduta.

Dra. Camila Batista | CRM 22676 - RQE 11648
Alergista, Imunologista e Pediatra

21/08/2026

Cicalfate não é novidade, mas merece ser falado com a seriedade que tem.

Uso e indico há anos. Em picadas de inseto, pequenos arranhões, exacerbações de dermatite, pele seca no rosto, região de pálpebra. É o tipo de produto que cabe em várias situações sem gerar dúvida.

O que pouca gente sabe é que ele pode ser usado em bandagem úmida, uma camada generosa na área afetada, coberta com curativo úmido durante a noite, como estratégia para poupar corticoide em momentos de crise localizada. Já vi resultado impressionante com essa técnica no consultório.

Não tem mistério, não tem restrição de quantidade. Pode usar sempre que precisar.

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19/08/2026

Dermatite atópica tem critérios diagnósticos bem definidos. Não é qualquer pele inflamada, qualquer coceira ou qualquer vermelhidão que recebe esse nome.

E quando o diagnóstico não está correto, o tratamento nunca vai funcionar, porque está sendo direcionado para uma condição que a pessoa não tem.

Psoríase, rosácea, dermatite de contato alérgica, doenças infectocontagiosas que simulam eczema. Existem inúmeras condições que se parecem com dermatite atópica e que exigem condutas completamente diferentes.

Um olhar clínico treinado reconhece quando algo foge do padrão. E quando foge, investiga. Porque tratar sem diagnóstico preciso é perder tempo e tempo, para a pele, tem um custo real.

Se você trata uma dermatite há muito tempo sem resultado, pode ser hora de revisar o diagnóstico.

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17/08/2026

Dermatite atópica tem tratamento e quando ele não está funcionando, existe uma razão.

Uma pele inflamada e com a barreira cutânea comprometida é mais vulnerável a infecções bacterianas, fúngicas e até virais. Essas infecções secundárias podem ser o que está impedindo a melhora, mesmo com o tratamento correto em andamento.

Identif**ar e tratar cada uma delas exige investigação específ**a, cultura, avaliação clínica cuidadosa, conduta direcionada. Não existe protocolo único. Existe acompanhamento individualizado.

Dermatite de difícil controle não é sinal de que não tem solução. É sinal de que precisa de um olhar mais fundo.

Se o seu filho segue em crise mesmo com o tratamento, o agendamento está no link da bio.

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14/08/2026

Existe uma diferença fundamental entre tratar a crise e tratar a doença e é essa diferença que muda o prognóstico da asma a longo prazo.

Crianças que vivem de crise em crise, sem tratamento de manutenção adequado, acumulam inflamação. E inflamação acumulada signif**a crises cada vez mais graves, cada vez mais frequentes.

O corticoide inalatório existe para quebrar esse ciclo. Usado pelo tempo certo, na dose certa, ele reduz a inflamação das vias aéreas de forma consistente, e é o que permite que a criança corra, brinque, durma e viva sem que a tosse comande o dia.

Não é exagero dizer que essa medicação mudou o desfecho da asma no mundo. O que eu vejo no consultório confirma isso todos os dias.

Se o seu filho tosse com frequência e ainda não tem um plano de tratamento de manutenção definido, vale uma avaliação.

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12/08/2026

Essa é uma das dúvidas mais humanas que existem no meio de uma crise de asma e ela diz muito sobre como é difícil ser mãe ou pai nesse momento.

A noite toda sem dormir, a criança tossindo, e agora que finalmente descansou, você precisa decidir.

A bombinha funciona melhor com a criança acordada e respirando pela boca. Isso é fato. Mas fazer com ela dormindo é infinitamente melhor do que não fazer. E às vezes, essa é a escolha real que você tem diante de você.

O que me preocupa não é esse momento isolado, é quando esse momento se repete com frequência. Criança que tosse a noite toda, que precisa de bombinha de madrugada, que não dorme e não deixa os pais dormirem, está com a asma sem controle adequado.

Crise é urgência. Mas o que vem depois da crise é o que realmente muda o curso da doença.

Se o seu filho está nesse ciclo, o agendamento está no link da bio.

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10/08/2026

O medo da bombinha atrasa o tratamento e isso tem um custo real para a criança.

Salbutamol não vicia. Ele abre o pulmão durante a crise e, na dose correta, é seguro. O coração pode acelerar um pouco, isso é esperado. O que não é aceitável é deixar uma criança com falta de ar, tossindo sem parar, porque a família teve medo de usar uma medicação prescrita pelo médico.

Se o pediatra indicou, use. Com confiança.

E um ponto importante: o salbutamol trata a crise. Ele não trata a asma. Controlar a doença de verdade exige um outro passo, que envolve prevenção e acompanhamento especializado.

Se o seu filho tem episódios de tosse frequente, chiado no peito ou falta de ar, vale uma avaliação para entender se é asma e como conduzir o tratamento de forma completa.

Dra. Camila Batista | CRM 22676 - RQE 11648
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06/08/2026

Dermatite atópica de difícil controle nem sempre é só dermatite atópica.

Existe uma condição que frequentemente passa despercebida, a dermatite de contato alérgica, e que pode estar alimentando a inflamação por baixo, sem que ninguém perceba. Produtos de uso diário, conservantes em amaciantes, cosméticos, detergentes. Substâncias que a família usa com boa intenção e que, na pele de uma criança sensibilizada, funcionam como gatilho constante.

Quando as duas condições andam juntas e só uma é tratada, o resultado é sempre o mesmo: melhora parcial, recaída, frustração.

O patch test existe para evitar exatamente isso. Ele identif**a com precisão quais substâncias estão causando reação, e permite uma conduta que vai além do controle dos sintomas.

Investigar fundo é o que transforma um tratamento que não funciona em um que finalmente resolve.

Dra. Camila Batista | CRM 22676 - RQE 11648
Alergista, Imunologista e Pediatra

O leite materno é muito mais do que alimento. É a primeira e mais completa forma de proteção imunológica que uma criança...
04/08/2026

O leite materno é muito mais do que alimento. É a primeira e mais completa forma de proteção imunológica que uma criança recebe.

Ele carrega anticorpos, células de defesa, fatores de crescimento e substâncias que nenhuma fórmula consegue reproduzir completamente. É ele que ajuda a modular o sistema imunológico do bebê nos primeiros meses de vida, reduzindo o risco de infecções respiratórias, otites, diarreias e até de algumas doenças alérgicas.

Como alergista e imunologista, vejo no consultório o impacto que esse início faz. Crianças amamentadas, especialmente de forma exclusiva até os seis meses, chegam com um histórico imunológico diferente.

Amamentar nem sempre é fácil. Exige suporte, informação e acolhimento. Por isso o Agosto Dourado existe, para lembrar que essa escolha merece ser apoiada, não cobrada.

Se você está amamentando um bebê com suspeita de alergia alimentar e tem dúvidas sobre como conciliar as duas coisas, essa é uma conversa importante para ter em consulta.

Dra. Camila Batista | CRM 22676 - RQE 11648
Alergista, Imunologista e Pediatra

31/07/2026

Medicação certa, tratamento em dia e a rinite continua. Muitas vezes, o problema não está só no organismo. Está em casa.

Alguns cuidados ambientais que fazem diferença real no controle da rinite alérgica:

• Trocar travesseiros e edredons de pena por sintéticos e laváveis�• Evitar tapetes, cortinas pesadas e papel de parede — especialmente em quartos�• Manter a casa ventilada e sem acúmulo de umidade�• Dar preferência a pisos lisos no lugar de carpetes�• Lavar roupas de cama semanalmente em água quente�• Evitar bichos de pelúcia no quarto da criança

Esses ajustes reduzem a carga de alérgenos no ambiente e isso impacta diretamente a frequência e a intensidade das crises.

Mas controle ambiental tem um limite. Quando a rinite persiste mesmo com todos esses cuidados, é porque o sistema imunológico precisa de um tratamento que vá além da evitação e é aí que a imunoterapia entra.

Se você já fez tudo isso e seu filho ainda não melhorou, vale uma avaliação para entender o próximo passo.

Dra. Camila Batista | CRM 22676 - RQE 11648�Alergista, Imunologista e Pediatra

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