20/01/2026
Chamamos de autosabotagem quando, por conflitos internos,
repetimos padrões que nos afastam do que desejamos
mesmo querendo avançar.
Mas há momentos em que não avançamos
não por conflito,
mas porque o acúmulo já pesa.
Muitas vezes, o cansaço não é resistência ao novo,
é consequência de sustentar muitas frentes ao mesmo tempo.
Trabalho, casa, cuidado, demandas emocionais,
expectativas que não cessam.
É o peso acumulado de quem sustenta demais,
se exige demais
e se escuta de menos.
Quando estamos assim,
qualquer passo parece impossível.
E então o limite é confundido com medo,
a pausa com fracasso.
Antes de nos julgarmos, é preciso diferenciar:
estamos evitando o movimento
ou apenas tentando sobreviver ao excesso?
Reconhecer o cansaço
não é se sabotar.
É criar condições reais
para, então, avançar.