Psicóloga Amanda Assis

Psicóloga Amanda Assis Você pode desenvolver as habilidades sociais que precisa para conviver melhor e ser mais realizada. Vem que eu te ajudo. Graduada em Psicologia.

Especialização em Avaliação Psicológica.

O CensoPsi 2022, do Conselho Federal de Psicologia, mostra que 79,2% das pessoas que atuam na profissão, no Brasil, são ...
10/08/2026

O CensoPsi 2022, do Conselho Federal de Psicologia, mostra que 79,2% das pessoas que atuam na profissão, no Brasil, são mulheres. E essa configuração tem raiz histórica, não gramatical.

O cenário começou a se desenhar nos anos 1970, junto com a expansão do ensino superior e a chegada em massa das mulheres ao mercado de trabalho.
Enquanto Medicina e Direito seguiam dominados por homens, a Psicologia abriu espaço para as mulheres construírem suas trajetórias profissionais.

Foi uma das poucas portas que se abriram, naquele momento, e as mulheres entraram, f**aram e, com o tempo, passaram a ser maioria absoluta na área.
Com essa maioria consolidada, o artigo feminino deixou de soar como exceção e virou a forma mais comum de nomear quem exerce a profissão.

“A psicóloga” passou a ser regra, não desvio de linguagem, porque a própria composição da
categoria mudou.

Só que essa composição trouxe um custo.

Profissões com presença feminina expressiva costumam enfrentar desvalorização salarial e menor reconhecimento institucional, como se cuidado e competência técnica fossem coisas separadas.

O padrão se repete em outras áreas de maioria feminina, como enfermagem e magistério: quanto mais mulheres, menor o prestígio simbólico e financeiro atribuído ao trabalho, mesmo quando a exigência técnica e a responsabilidade envolvidas são altíssimas.

Falar no feminino, nesse caso, não é detalhe de linguagem. É o retrato de quem sustenta a profissão e de um valor que ainda precisa ser reconhecido à altura do trabalho que nós, mulheres, entregamos todos os dias.

07/08/2026

Muita gente acha que acha atender é só bater papo.
Assiste e veja um pouco do que é necessário para a clínica funcionar, mesmo sendo só online.

Será que dá pra ser psicóloga e não enxergar as desigualdades de gênero que atravessam as questões trazidas para a clíni...
06/08/2026

Será que dá pra ser psicóloga e não enxergar as desigualdades de gênero que atravessam as questões trazidas para a clínica?

O Código de Ética Profissional é claro sobre nosso compromisso com a promoção da saúde e dos direitos humanos e proíbe qualquer forma de negligência, discriminação ou opressão.

Isso não é uma questão de opinião pessoal ou posicionamento político.

Escutar como a violência doméstica, a sobrecarga de cuidado e a desigualdade salarial atravessam o sofrimento psíquico das mulheres faz parte do trabalho clínico e exige cuidado e responsabilidade.

Uma psicóloga pode divergir de correntes específ**as do feminismo enquanto movimento social, mas a ética profissional não permite ignorar como o gênero organiza sintomas, silenciamentos e demandas.

A ética profissional se define pelo compromisso com a saúde mental de quem busca atendimento.

Você já parou pra pensar em quanto da sua energia vai embora só pra sustentar uma versão sua que “dá conta de tudo” no t...
01/08/2026

Você já parou pra pensar em quanto da sua energia vai embora só pra sustentar uma versão sua que “dá conta de tudo” no trabalho?

A gente aprende cedo que precisa parecer segura, controlada, preparada para qualquer pergunta. E aí construímos uma espécie de “personagem profissional” para ser levada a sério.

O problema é que essa máscara cansa.
E o pior: a gente nem percebe que está gastando energia só pra segurá-la, até chegar exausta em casa, sem entender o porquê.

Presença profissional se constrói com repertório, prática e experiência e você não precisa abandonar quem você é pra ser respeitada.

Quando a segurança vem de repertório real, ela se sustenta sozinha.
Você não precisa vigiar cada palavra, cada expressão, cada gesto. Ela simplesmente está ali, porque foi construída com base em algo concreto.

Por isso, muitas profissionais se sentem exaustas mesmo trabalhando “bem”. Não é o trabalho técnico que cansa. É o esforço invisível de manter uma versão de si mesma o tempo todo no ar.
A pergunta que f**a é: quanto da sua segurança profissional vem de repertório e quanto vem de atuação?

Você já parou pra se perguntar por que sempre reage do mesmo jeito numa determinadasituação? A resposta não está na sua ...
29/07/2026

Você já parou pra se perguntar por que sempre reage do mesmo jeito numa determinada
situação?

A resposta não está na sua personalidade. Está numa sequência: o que aconteceu antes, o que você fez e o que aconteceu depois.

Imagina que você sempre adia conversas difíceis.
Isso não é falta de coragem.
Em algum momento, falar o que pensava gerou uma resposta ruim e você aprendeu que evitar era mais seguro.
O ambiente foi moldando essa resposta.

O segredo está na consequência.

Todo comportamento que se repete é porque, de alguma
forma, valeu a pena: pode ser um alívio, uma aprovação, uma forma de evitar desconforto.

Identif**ar isso pode mudar tudo, porque você para de se julgar e começa a analisar o próprio padrão.

Da próxima vez que perceber uma reação automática em você, tente analisar: o que veio
antes, o que eu fiz, o que aconteceu depois.
Esse exercício simples é uma análise funcional, base da Análise do Comportamento, e o primeiro passo para mudar o que não está funcionando da forma mais adequada.

HABILIDADES SOCIAIS NÃO SÃO UM DOM.Toda habilidade social é comportamento e todo comportamento se aprende por meio de co...
24/07/2026

HABILIDADES SOCIAIS NÃO SÃO UM DOM.

Toda habilidade social é comportamento e todo comportamento se aprende por meio de consequências.

Ninguém nasce sabendo se posicionar, negociar ou pedir desculpas: a pessoa tentou, recebeu retorno do ambiente ao longo do tempo e foi ajustando.

O treino começa identif**ando o repertório específico que falta.
Não existe “ser mais sociável”, existe iniciar uma conversa, dizer não sem culpa, expressar discordância sem agressividade.
Quanto mais específico o comportamento-alvo, mais fácil ensinar.

Depois vem o ensaio comportamental: praticar a habilidade em ambiente seguro antes de usar na “vida real”, seja em terapia ou seja em situações de baixo risco, escolhidas para este propósito.

O que sustenta o aprendizado é repetição com feedback, não é a intenção sozinha.

A etapa final é a generalização, e é a mais importante: levar o que foi treinado para diferentes contextos e pessoas.

Uma habilidade só está consolidada quando funciona fora do consultório, no trabalho, em casa ou com desconhecidos.

Entender isso muda a relação que você tem com suas próprias dificuldades. Reconhecer a importância das habilidades sociais para uma comunicação eficiente é técnico, prático e profissional, mas também é libertador. Perceber que dá pra treinar, ajustar e melhorar a forma que você interage, coloca sob seu controle aquilo que antes parecia só um traço de personalidade.

14/07/2026

Filme: Matrix (1999)
Num um futuro distópico, Neo descobre que o mundo em que vive é uma simulação criada para manter a humanidade sob controle.
Após ser retirado desta simulação e acordar no “mundo real”, quando abre os olhos pela primeira vez, Neo pergunta: “Por que meus olhos doem?”
E Morpheus responde: “Porque você nunca os usou.”

Às vezes, vivemos tão imersos em nossas rotinas automáticas, nas expectativas alheias e em versões recortadas e editadas da realidade que deixamos de
enxergar aquilo que está bem na nossa frente.

Matrix continua atual e vale a pena (re)assistir

Tratar o comportamento sem entender a função que ele exerce é como apagar a fumaça sem desligar o fogo.Na AEC, a gente n...
13/07/2026

Tratar o comportamento sem entender a função que ele exerce é como apagar a fumaça sem desligar o fogo.

Na AEC, a gente não pergunta: “O que está errado com essa pessoa?”, a gente pergunta: “Por que esse comportamento está fazendo sentido dentro do contexto dela?”

O comportamento sempre tem uma história e, consequentemente, uma função e, quando a gente
entende isso, a intervenção deixa de ser controle e passa a ser transformação real

Você é tímida?Tem uma diferença enorme entre ser tímida e evitar interações sociais. A timidez é uma característica. A e...
10/07/2026

Você é tímida?

Tem uma diferença enorme entre ser tímida e evitar interações sociais.

A timidez é uma característica.
A esquiva é um padrão que vai, aos poucos, reduzindo o seu mundo.

Quando evitamos situações que nos causam desconforto, como conversas difíceis, compromissos sociais ou oportunidades novas, o alívio é imediato. Mas o preço é alto: a vida vai f**ando cada vez menor.

Se você percebe que tem deixado de fazer coisas que importam pra você por medo do que pode
acontecer, vale se perguntar: isso é meu “jeito de ser” ou é um padrão que posso mudar?

A supervisão não é um sinal de que você está falhando... é o que te impede de falhar sem perceber. É o espaço em que voc...
08/07/2026

A supervisão não é um sinal de que você está falhando... é o que te impede de falhar sem perceber.
É o espaço em que você consegue enxergar o que o vínculo com o paciente e/ou suas questões pessoais não te deixa ver. Onde os pontos cegos aparecem e onde a teoria encontra a prática.

Nenhum profissional é “maduro” o suficiente para prescindir de um olhar externo, de alguém mais experiente.

O que eu gostaria de ter ouvido mais cedo?
Busque supervisão não quando estiver em dúvida, busque antes da dúvida virar erro.

Endereço

Fortaleza, CE

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