Ely Carvalho - Fisioterapia

Ely Carvalho - Fisioterapia Atendimento especializado em dores orofaciais, desordens cervicais e pós-operatório de cirurgias bucomaxilofacias

25/08/2026

A avaliação de um paciente com DTM vai muito além de olhar para a articulação temporomandibular.

É preciso entender como a mandíbula se movimenta, avaliar a musculatura da face e do pescoço, observar a cervical e investigar hábitos e fatores que podem estar relacionados aos sintomas.

Isso porque uma mesma queixa pode ter diferentes fatores envolvidos ,e o tratamento precisa fazer sentido para aquela pessoa.

Por isso, antes de escolher uma técnica ou iniciar um tratamento, é preciso entender o quadro.

Avaliar bem é o primeiro passo para tratar melhor.

Quando o paciente diz que está melhor, o que isso realmente significa?Hoje, um paciente que está em acompanhamento há al...
24/08/2026

Quando o paciente diz que está melhor, o que isso realmente significa?

Hoje, um paciente que está em acompanhamento há algum tempo chegou para o atendimento relatando algo que considero um dos melhores indicadores de evolução clínica: ele estava conseguindo retomar a rotina sem que os sintomas limitassem suas atividades.

Após uma piora do quadro com o retorno aos estudos e à prática de atividade física, foi necessário rever algumas estratégias do tratamento e ajustar as condutas.

Duas semanas depois, ele relatou estar sem desconforto, conseguindo correr, evoluindo nos treinos e mantendo sua rotina de estudos.

Além disso, passou a cuidar de outros aspectos que também influenciam sua saúde: melhorou o sono, iniciou acompanhamento nutricional e fez mudanças na alimentação e na rotina.

Ainda existe um pequeno desconforto na musculatura mastigatória durante a musculação, mas isso não tem impedido suas atividades.

Esse tipo de evolução reforça algo importante: o objetivo do tratamento não é apenas reduzir a dor.

É fazer com que o paciente consiga recuperar, progressivamente, sua capacidade de realizar as atividades que fazem parte da sua vida.

Você sabia que o zumbido pode sofrer influência da musculatura mastigatória? Em alguns pacientes, alterações na ATM, na ...
17/08/2026

Você sabia que o zumbido pode sofrer influência da musculatura mastigatória?

Em alguns pacientes, alterações na ATM, na musculatura mastigatória ou na região cervical podem estar relacionadas à forma como o zumbido é percebido ou modulado.

Mas é importante lembrar: zumbido é um sintoma multifatorial, e essa relação não significa que a DTM seja a causa de todos os casos.

Por isso, mais do que perguntar se “DTM causa zumbido”, é importante investigar se existe uma relação entre os sintomas naquele paciente.

O zumbido é o mesmo todos os dias? Nem sempre.Uma das ferramentas mais importantes na avaliação do paciente com zumbido ...
11/08/2026

O zumbido é o mesmo todos os dias? Nem sempre.

Uma das ferramentas mais importantes na avaliação do paciente com zumbido é o THI (Tinnitus Handicap Inventory).

Esse questionário nos ajuda a entender quanto o zumbido interfere na vida da pessoa, e não apenas se ele está presente.

O THI avalia o impacto do zumbido em aspectos como:

• concentração;
• sono;
• irritabilidade;
• ansiedade;
• atividades do dia a dia;
• qualidade de vida.

Muitas vezes, dois pacientes podem relatar um zumbido parecido, mas com impactos completamente diferentes. É por isso que uma avaliação individualizada faz tanta diferença.

Além de orientar o tratamento, o THI também permite acompanhar a evolução ao longo das sessões. Quando repetimos a aplicação do questionário, conseguimos comparar os resultados e verificar se o impacto do zumbido realmente diminuiu.

Na minha prática clínica, ele faz parte de uma avaliação mais ampla, que inclui a investigação da DTM, da musculatura cervical, dos hábitos e de outros fatores que podem estar relacionados ao zumbido.

Mais do que medir um sintoma, o objetivo é entender como ele afeta a sua vida.

O que um estudante de 23 anos e uma mulher de 50 anos tinham em comum?Na semana passada, atendi dois pacientes muito dif...
04/08/2026

O que um estudante de 23 anos e uma mulher de 50 anos tinham em comum?

Na semana passada, atendi dois pacientes muito diferentes.

Um deles voltou aos estudos após as férias e começou a sentir um desconforto intenso na cervical, seguido de fadiga na musculatura da mastigação.

A outra paciente, com histórico de enxaqueca crônica, estava sem crises, mas passou a sentir dor importante na cervical ao ficar deitada no sofá assistindo TV.

A diferença de idade, rotina e diagnóstico era grande.

O ponto em comum apareceu na avaliação: redução de mobilidade na região cervical e torácica.

Após mobilizações passivas e ativas, ambos relataram melhora importante ainda durante o atendimento.

Esse é um detalhe que muitas pessoas não percebem: quando a coluna cervical e a região torácica perdem mobilidade, a musculatura ao redor precisa trabalhar mais.

É por isso que a avaliação precisa ir além do local da dor.

Recentemente, uma paciente com DTM chegou ao consultório muito angustiada. Os episódios de travamento da mandíbula fazia...
28/07/2026

Recentemente, uma paciente com DTM chegou ao consultório muito angustiada. Os episódios de travamento da mandíbula faziam com que ela sentisse medo e insegurança, como se, a qualquer momento, pudesse perder o controle da situação.

Além das estratégias utilizadas durante os atendimentos, conversamos sobre o que acontece na articulação, por que esses episódios podem ocorrer e, principalmente, sobre como agir quando isso acontecesse novamente.

No retorno, ela me contou que teve um novo episódio de travamento durante o café da manhã.

Mas, dessa vez, a história foi diferente.

Ela manteve a calma, não tentou forçar a abertura da boca e aguardou. Pouco tempo depois, percebeu um estalido e conseguiu abrir a boca normalmente.

Esse relato me lembrou que tratar uma DTM não é apenas reduzir dor ou melhorar movimentos.

É ajudar o paciente a compreender o que está acontecendo, diminuir o medo e desenvolver confiança para lidar com a própria condição.

Quando o conhecimento substitui a insegurança, o paciente deixa de ser apenas alguém que recebe tratamento e passa a ser protagonista da sua recuperação.

O zumbido muda com o movimento do pescoço?Durante a avaliação de um paciente com zumbido à direita, observei limitações ...
24/07/2026

O zumbido muda com o movimento do pescoço?

Durante a avaliação de um paciente com zumbido à direita, observei limitações nos movimentos cervicais e aumento da percepção do zumbido durante a rotação do pescoço.

Esse tipo de resposta mostra a importância de avaliar a região cervical em pacientes com zumbido.

Alterações na mobilidade e no controle da musculatura cervical podem contribuir para a modulação do sintoma em alguns pacientes.

Por isso, o pescoço também precisa ser considerado na avaliação do zumbido.

O zumbido é um sintoma complexo. E, em alguns casos, o sistema musculoesquelético pode participar da sua modulação.Estru...
21/07/2026

O zumbido é um sintoma complexo. E, em alguns casos, o sistema musculoesquelético pode participar da sua modulação.

Estruturas da região cervical, mandibular e da cabeça e pescoço possuem conexões com o sistema nervoso envolvido no processamento sensorial.

Por isso, estímulos mecânicos e sensoriais aplicados durante a terapia manual podem contribuir para a modulação da resposta do sistema nervoso e para a redução da sensibilidade de determinadas estruturas.

Na prática clínica, isso pode se traduzir em mudanças na percepção do zumbido, na sua intensidade ou no incômodo que ele provoca.

Mas é importante lembrar: não existe uma única causa ou um único tratamento para o zumbido.

A terapia manual pode ser uma estratégia dentro de um plano de tratamento individualizado, especialmente quando a avaliação identifica a participação de fatores musculoesqueléticos e somatossensoriais.

O objetivo não é simplesmente “apertar um ponto” ou “soltar uma tensão”.

É compreender quais estímulos podem estar influenciando aquele zumbido e utilizar diferentes estratégias para ajudar o sistema nervoso a processá-los de uma maneira diferente.

Muita gente acredita que o resultado do agulhamento a seco está apenas na aplicação da agulha.Mas a ciência mostra outra...
16/07/2026

Muita gente acredita que o resultado do agulhamento a seco está apenas na aplicação da agulha.

Mas a ciência mostra outra coisa.

O agulhamento pode ajudar a aliviar a dor e melhorar o movimento, porém ele funciona melhor quando faz parte de um tratamento completo.

E depois da aplicação?

O trabalho continua.

Exercícios, orientações e a retomada do movimento são fundamentais para que o corpo aproveite as mudanças provocadas pelo agulhamento.

A agulha pode abrir uma oportunidade para o movimento. É o tratamento completo que ajuda a manter os resultados.

Referência científica

Waterway T, Beougher J, Butler R, et al. Treatment Guidelines and Decision Tree for Dry Needling Musculoskeletal Conditions: A Consensus Statement. International Journal of Sports Physical Therapy. 2026;21(5):556-567. DOI:10.26603/001c.161025.

“Hoje meu conceito de gentileza foi atualizado. Durante todo o atendimento fiquei pensando no quanto eu estava precisand...
14/07/2026

“Hoje meu conceito de gentileza foi atualizado. Durante todo o atendimento fiquei pensando no quanto eu estava precisando desse cuidado.”

Ouvi isso ao final de uma avaliação.

Em saúde, muitas vezes pensamos apenas em diagnósticos, exames e tratamentos. Tudo isso é importante. Mas existe algo que não aparece em nenhum protocolo: a forma como fazemos o outro se sentir.

Escutar com atenção, acolher sem pressa e cuidar com respeito não substituem a ciência. Eles dão sentido a ela.

Talvez, antes mesmo de aliviar a dor, algumas pessoas precisem voltar a sentir que merecem ser cuidadas.

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