03/06/2026
Eventualmente, me vejo em um lugar estranho a mim, que não deveria ser (haja análise para internalizar certas coisas), esse lugar é de transmissão para que parceiras/os de percurso em que sentem a necessidade e urgência de possuir referências negras em sua formação psicanalítica.
O estranhamento disso é algo que ainda estou buscando simbolizar, ainda que não seja um sentimento somente individual. O estranhamento disso fala também de um lugar fora, do não pertencimento, o lugar onde posicionam negros e negras neste país, a marginalização do povo negro está aí desde que a colonização virou berço do capitalismo.
Por isso, mesmo que busquem negros e negras para suas formações, onde estão nos colocando nessa transmissão? E onde nós estamos nos colocando?
Estou constantemente pensando nisso, porque o racism8 é ironicamente como respirar, está se movimentando internamente e externamente, involuntariamente. Mas tratem de observar suas movimentações.
Se posso fazer deste percurso também um lugar de transmissão, além do meu trabalho diário, em grupos, nas supervisões e na mesa de bar (muito papo bom acontece entre cervejas).
Deixarei algo por aqui para você, algo de quem veio muito antes de mim e anda comigo, diariamente:
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