28/04/2026
Existem coisas que nos atravessam antes mesmo de serem entendidas. O sentir chega primeiro e nem sempre é confortável.
A tendência, muitas vezes, é desviar, explicar rápido, racionalizar, seguir adiante.
Mas nem tudo o que nos toca pede afastamento. Alguns afetos pedem presença.
Não se trata de se afogar no que se sente, mas de não fugir disso. Não ignorar aquilo que insiste, mesmo quando não sabemos nomear.
Na análise há um convite para que se sustente o encontro com o próprio sentir, sem apressar conclusões, sem transformar tudo em resposta.
Talvez o cuidar de si não seja silenciar o que incomoda, mas permitir que isso exista o suficiente para, aos poucos, encontrar seu lugar.
💭🛋️