Psicóloga Renata Santana

Psicóloga Renata Santana Este é um espaço de divulgação profissional, de debate sobre temas que envolvam educação, psicologia, psicanálise, sofrimento psíquico, saúde e bem-estar.

03/06/2026

Quando o critério de sucesso, beleza ou felicidade é externo, a nossa própria história é sempre rebaixada a um rascunho mal feito.

Assista ao vídeo e responda com honestidade: quantas vezes você já sabotou a alegria de uma conquista sua porque viu alguém na internet que parecia estar "três passos à frente"?

​Se o seu critério de adequação depender do que o outro exibe, você nunca se sentirá pronta, bonita ou realizada.

A comparação paralisa e nos faz esquecer que cada um carrega um fardo invisível e um tempo de colheita diferente.

​Valorizar a sua própria história não é se acomodar; é ter a maturidade de entender que o seu percurso é único.

Só quando você para de mendigar a realidade alheia é que você consegue olhar para si mesma, assumir a responsabilidade e correr atrás do que realmente faz sentido para a SUA alma.

​Se você quer evoluir, crescer e alcançar novos patamares, o ponto de partida precisa ser o autoacolhimento. Reconheça as adversidades que você já superou ao longo da vida.

Viver se comparando é como tentar correr uma maratona olhando para a pista do vizinho: você perde o equilíbrio, perde o ritmo e, eventualmente, cai.




💫 Eu sou Renata Santana, CRP-11/04795, Psicóloga e Professora UAB/UECE.
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30/05/2026
15/05/2026

O recente desabafo de Rafa Kalimann em seu documentário acende um alerta sobre uma dinâmica psicológica exaustiva: a da mulher que, mesmo em meio à depressão e a uma gestação interrompida, não consegue pedir colo.

​Como psicóloga, observo que para muitas mulheres, a vulnerabilidade é sentida como uma falha. Elas aprenderam a ser funcionais, a resolver, a sustentar. Quando a depressão chega — especialmente no período gestacional, onde tudo é mais sensível — o mundo desaba porque elas não sabem "mendigiar" o cuidado que deveria ser espontâneo.

​O peso do parceiro infantilizado:

No paralelo dessa dor, surge a figura do parceiro imaturo. No relato, vemos o reflexo de muitos relacionamentos onde, no momento em que a mulher mais precisa de um porto seguro, o parceiro se esquiva. Ele não suporta a demanda emocional, se sente "sufocado" pela dor dela e prefere a fuga.

​Sustentar um parceiro que não amadureceu enquanto você tenta sobreviver à própria tristeza é uma das formas mais cruéis de solidão.

​Para ela: O silêncio e a dificuldade de pedir ajuda são defesas de uma criança que aprendeu a se virar sozinha.

​Para ele: A ausência é o sintoma de uma masculinidade infantil que não sabe lidar com a complexidade do cuidar.

​A depressão funcional de quem "faz tudo" é perigosa porque ninguém percebe que ela está morrendo por dentro. E quando o parceiro negligencia essa dor, o trauma se torna geracional.

​Precisamos falar sobre o direito de desabar. Precisamos falar sobre como a imaturidade do outro adoece a mulher que tenta, sozinha, manter a orquestra da vida funcionando.

​Você já se sentiu como a Rafa, precisando de um colo que não veio porque você 'sempre foi forte demais'? Vamos falar sobre isso nos comentários. 👇



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