04/06/2026
Quase 2 mil pessoas assistindo a fala do Dr. Paulo Mattos sobre TDAH no adulto. Psiquiatra, professor da UFRJ e pesquisador referência na área desde quando me entendo por gente, no Brasil e no mundo.
O que ouvi me acalmou um pouco. Ele validou o que nós, profissionais sérios, estamos vendo acontecer com progressivo estarrecimento e indignação.
Uma multidão de gente achando que tem TDAH porque "fechou critérios" no Google, IA, questionários ou através de avaliações neuropsicológicas absurdas, que nem deveriam ser denominadas assim.
Diagnósticos "definidos" em te**es de triagem. "Agora só falta o laudo médico, porque o diagnóstico já fechou", dizem os pacientes... 😱
Pessoas com ansiedade, e não tdah. Ou outra coisa. Pessoas que não têm nenhum transtorno atrás de medicação estimulante, benefícios. Ou mesmo atrás de uma justificativa para seus hábitos.
E com isso chegamos a índices absurdos de 30 a 40% de pessoas "com TDAH" em uma amostra qualquer. Isso não existe!
A prevalência real é de 5%... se formos ver as crianças das escolas públicas, isso sobe pra umas 60% medicadas, e olhe lá!
A patologização da vida está incomodando. Muito. Diagnóstico correto e exige seriedade.