28/05/2026
Neste 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, o Conselho Federal de Psicologia reforça: não há saúde sem direitos, nem cuidado sem dignidade, autonomia e fim das violências.
A mortalidade materna no Brasil segue como um grave indicador de desigualdade e violação de direitos. Mesmo após a redução observada nos últimos anos, o País ainda registra cerca de 107 mortes a cada 100 mil nascidos vivos – índice acima da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas.
São óbitos em sua maioria evitáveis, que evidenciam falhas estruturais no acesso à saúde, na qualidade da atenção ao pré-natal, parto e puerpério, e na garantia de um cuidado livre de violências. Também revelam como gênero, raça, classe e território impactam diretamente as condições de vida e de cuidado, atingindo de forma mais intensa mulheres negras, pobres e periféricas.
A promoção da saúde das mulheres requer compromisso com políticas públicas integrais, com a defesa dos direitos se***is e reprodutivos e com o enfrentamento das múltiplas formas de violência, incluindo a obstétrica e institucional.
A Psicologia brasileira tem papel estratégico nesse processo, atuando na construção de práticas de cuidado éticas, humanizadas e comprometidas com a autonomia das mulheres, a promoção da equidade e de justiça social.
Para saber mais sobre o tema, acesse as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas e Psicólogos nas Políticas Públicas. Entre os temas debatidos estão: Direitos Se***is e Direitos Reprodutivos, Atendimento a Mulheres em Situação de Violência, Relações Raciais e Atenção Básica à Saúde.
Confira! https://site.cfp.org.br/publicacoes/referencias-tecnicas-crepop/
: Card com fundo rosa claro e ilustração em traços contínuos de uma mulher grávida em perfil, com detalhes em tons terrosos. No topo, o texto informa: “28 de maio — Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna” e “Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher”. Em destaque, a frase: “Cuidar também é combater violências.”