05/05/2017
vamos refleti:r
A decepção te faz sofrer ou amadurecer?
Por Jô Bevenuto
É comum ouvirmos que "Alguém"
se decepcionou com "Alguém" principalmente, quando queremos encobrir as milhares de vezes que este "alguém" somos "nós" e o "outro."
Decepções nos trazem um imenso sofrer até entendermos que, o outro pela nossa ótica foi "santificado" por nós mesmos como exemplos "perfeitos" de projetos humanos.
Isso significa entender que, nossas expectativas, para com o "outro" é tão intensa que projetamos um "modelo ideal" seja de amigos, amantes, pais, esposas, maridos, filhas, filhos, etc. Na realidade, quando nos deparamos com a verdade nos decepcionamos. A real condição do "outro" que é nada mais, nada menos que "humanos" em processos continuos de construções diárias, e que, em todos os momentos e circunstâncias , suas ações apontam para a incompletude, nos desapontamos.
Geralmente tais fatos geram conflitos ,decepções.
há situações que se quer, conseguimos reconhecer que somos sim, pessoas "mutantes", seja nas ações, nas opiniões, sentimentos, enfim, somos pessoas repletas de cargas emocionais , melhor dizendo, extensas cargas emocionais, que fatalmente modificam e oscilam permanente o nosso humor, o sono, os gostos há quem diga que até os "desgostos" , amor, desamor... e que tais reações nos levam a desilusões, claro, com o "outro" esse "ser" que maculamos.
Tal evento nos alertam que é primordial reconhecermos que o "outro," é uma idealizava nossa ,e que, se nos machucam, é com nossa permissão, nosso aval.
O que de fato ocorre, é que, o grau da nossa expectativa é muito intenso.Projetamos nele:"o outro" valores muitas vezes inexistentes, exageradamente dramatizamos num "modelo de perfeição" e que, sabotamos a nós mesmos quando acreditamos numa verdade de que, o que amamos ou o nosso objeto de desejo, consta na lista ou no item do "para sempre." Esquecemos de que a ordem "natural" da condição humana está na busca incansável dos "porquês" , é como se no o inconsciente, fizéssemos eternamente a mesma pergunta cristalizada e imortalizada pelo grande filósofo "de onde vim? "
para onde vou" e "só sei que nada sei."
Assim, os nossos desejos e anseios se voltam para um ser imaginário, criado por nós e para o nosso "bel" prazer.
Em outros casos, é como se nossas vontades estivessem bem ali, para serem executadas pelo "outro" seja desejos de ordem afetiva, profissional , ou outros.
Tais projeções podem chegar ao extremo de que a reciprocidade seja ela : no bem querer, no cuidar, no amar, no servir, nas amizades, por regra, devam acontecer custe o que custar.
Entender a individualidade do "eu" e do "outro" numa verticalidade é bastante complexo, abrindo caminhos para a desilusões, decepções ou até mesmo a fatalidade da "crise existencial".
Saber da nossa dor , e da dor "outro," é essencial para atendermos ao chamamento da necessidade de um um novo olhar, partindo do princípio de que tudo é relativo : amor e ódio , se encontram na mesma estrada, e os atalhos podem causar dores traumáticas.
Vive é uma busca, uma inquietação constante e que , só a compreensão do processo de humanização é capaz de superar a carga de "responsabilidades" que damos e recebemos do outro.
A felicidade consiste no entendendo salutar de que "Eu" sou responsável pela construção diária dos momentos felizes da minha vida e que , a decepção não passa de etapas para o crescimento , para o conhecimento de "nós mesmos" num num processo generoso de desobrigação do "outro" em ser a porta de entrada para as nossas próprias realizações e consequentemente, para fazermos escolhas entre: sofrer ou amadurecer com as decepções.