Dr. Leonardo Jacobsen

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Dr. Leonardo Jacobsen |Ginecologia & Obstetrícia | Endoscopia Ginecológica
Atendimento particular e convênios na cidade de Gaspar, Santa catarina
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A endometriose é uma das doenças mais negligenciadas na prática clínica e isso não acontece por falta de sintoma.Durante...
11/05/2026

A endometriose é uma das doenças mais negligenciadas na prática clínica e isso não acontece por falta de sintoma.

Durante anos, essas pacientes são tratadas com:
– Anticoncepcional para “regular ciclo”
– Analgésicos para dor
– Condutas sintomáticas

E não acontece a investigação da causa.

A endometriose é uma doença inflamatória, estrogênio-dependente, com alteração imunológica e resistência à progesterona.

E enquanto o médico não entende isso, ele continua tratando consequência e não a doença.
E tudo isso começa no raciocínio clínico.

Em meio a tantas polêmicas há também muitas desinformações. Esse é um post mais antigo que vejo necessidade de reposta-l...
08/05/2026

Em meio a tantas polêmicas há também muitas desinformações. Esse é um post mais antigo que vejo necessidade de reposta-lo. Infelizmente existem inúmeros médicos mal-informados repassando informações sem nenhuma base científ**a.
Aqui está uma análise totalmente imparcial e embasada em farmacologia a respeito das progestinas androgênicas.
Se você é médico ginecologista, sugiro fortemente que lia as referências e não só o post.

06/05/2026

Progesterona não é sinônimo de progestina.

Apesar de ambas atuarem no receptor de progesterona, seus efeitos farmacológicos, metabólicos e neurobiológicos são profundamente diferentes.

A progesterona micronizada apresenta ações fisiológicas amplas além da proteção endometrial:�• melhora da arquitetura do sono,�• redução de sintomas vasomotores,�• modulação imune,�• efeito ansiolítico e sedativo via metabólitos neuroativos,�• ação osteoblástica e potencial benefício ósseo,�• efeito anti-hipertensivo e antimineralocorticoide,�• neutralidade sobre perfil lipídico.

No sistema nervoso central, a progesterona exerce importante papel neuroprotetor:�• estimula mielinização,�• favorece neurogênese e angiogênese,�• melhora metabolismo energético cerebral,�• modula neurotransmissão GABAérgica,�• contribui para humor e cognição.

Já algumas progestinas sintéticas apresentam comportamento biológico distinto.

O acetato de medroxiprogesterona, por exemplo, possui dados experimentais associando seu uso a vasoconstrição, piora pressórica, redução de HDL e aumento de citotoxicidade glutamatérgica neuronal. Por outro lado, determinadas progestinas, como o nestorone, demonstram potencial neuroprotetor em modelos experimentais.

Esse é um dos grandes erros das interpretações simplistas sobre terapia hormonal:�tratar progesterona e progestinas como moléculas equivalentes.

Não são.
Estrutura molecular importa.�Afinidade receptor-específ**a importa.�Metabólitos importam.�Farmacodinâmica importa.

E isso ajuda a explicar por que estudos com diferentes progestágenos frequentemente apresentam desfechos completamente distintos.

Neste final de semana tive a honra de participar de mais um Curso de Atualização em Terapias Hormonais e Pellets, promov...
04/05/2026

Neste final de semana tive a honra de participar de mais um Curso de Atualização em Terapias Hormonais e Pellets, promovido pela Biòs Academy ( .academy ), em Salvador.

Foram dias intensos de aprendizado, onde pude ministrar 3 aulas teóricas, participar de discussões clínicas de alto nível e compartilhar a prática com pacientes, sempre com foco em uma medicina mais técnica, individualizada e baseada em evidências.

Minha gratidão à Biòs pela confiança, organização e pelo compromisso genuíno com a formação médica de excelência.

Agradeço também a todos os colegas médicos presentes, pela troca verdadeira, pelas perguntas inteligentes, pelos debates maduros e pela disposição em evoluir.

A medicina cresce quando o conhecimento deixa de ser algo estático e passa a ser construído em conjunto, entre ciência, experiência clínica e humildade intelectual. São nesses encontros que ampliamos nossa visão, refinamos nossa prática e lembramos que ensinar também é uma das formas mais profundas de continuar aprendendo.

Seguimos. Construindo conhecimento, formando médicos melhores e, consequentemente, cuidando melhor dos nossqs pacientes.

Até os próximos, em São Paulo e Florianópolis .

29/04/2026

Meta-análise 2026, 34 estudos, >4,5 milhões de mulheres, avaliando terapia hormonal e câncer de mama.

Principais dados:
• Risco global → OR 1,15 (IC 1,09–1,22)
• Heterogeneidade → I² = 92,4%

Por tipo de terapia:
• EPT (estrogênio + progestagênio) → OR 1,44
• ET (estrogênio isolado) → OR 1,00
• ET em RCTs → OR 0,78

Tempo de uso:

27/04/2026

A divergência científ**a sobre o uso de testosterona em mulheres não é brasileira, é mundial.

De um lado, uma corrente mais conservadora, predominantemente liderada por um grupo de pesquisa australiano com décadas de produção em revistas de menopausa.

Essa corrente sustenta que a única indicação com evidência clínica para testosterona em mulheres é o transtorno do desejo sexual hipoativo na pós menopausa, exige ensaios clínicos randomizados duplo cego placebo controlados como padrão de evidência, e tem se manifestado de forma incisiva contra qualquer evidência que não provenha desse rigor metodológico.

Do outro lado, médicas americanas e britânicas, algumas com forte presença pública, vêm articulando uma posição mais ampla. O argumento parte do racional fisiológico, ou seja, da produção endógena, da distribuição de receptores androgênicos e do papel da testosterona em múltiplos tecidos.

É complementado por estudos observacionais, coortes populacionais e dados de farmacovigilância de décadas de uso clínico em doses fisiológicas.

A tese é que limitar a indicação apenas ao libido contraria a fisiologia básica e ignora um corpo de evidência que, embora não seja de ECRs, é cientif**amente relevante.

E no meio dessa polarização acadêmica, quem mais perde são as mulheres. Basta olhar os comentários nos posts dessas médicas internacionais para perceber o posicionamento delas, e como o debate f**a ainda mais polêmico.

Vou compartilhar a tradução de um vídeo recém publicado da Dra. Louise Newson ( ), médica britânica, reagindo a uma reportagem recente do Daily Mail que apresentava o aumento de prescrição de testosterona no Reino Unido como problema de saúde pública.

Assista até o final, e também convido vocês a lerem a legenda do meu post antes de comentar.

Mais de 200 médicos presentes.Mais de 1.000 médicos já formados pelo HORMOFEM.Dois dias longos com conteúdo denso e muit...
20/04/2026

Mais de 200 médicos presentes.
Mais de 1.000 médicos já formados pelo HORMOFEM.
Dois dias longos com conteúdo denso e muita discussão clínica.

O HORMOFEM tem uma premissa simples:
“O CONHECIMENTO LIBERTA”

Liberta da insegurança.
Liberta do medo de prescrever.
Liberta de protocolos vazios e fórmulas sem sentido.

O médico precisa exercer a medicina com clareza, responsabilidade e autonomia.
E precisa reencontrar, antes de tudo, o sentido da própria vocação.

Existe um ruído constante tentando desviar essa atenção.
Reconhecimento, números, comparação, engajamento.

É fácil confundir agitação externa com vitalidade, e por isso o coração segue inquieto.
A paz e o sentido do trabalho não vêm de fora.
Vêm de dentro, quando se escuta o chamado verdadeiro.

A motivação nasce do ato de servir, não do resultado que ele produz.
A medicina nunca foi apenas técnica.
Foi, desde a origem, um chamado ao serviço.

Quem atende, ensina e compartilha motivado pelo serviço em si não depende do espelho do mundo para continuar. E dessa consciência brota uma paz que é a fonte da perseverança.

Eu eu espero que vocês enxerguem o mesmo que eu enxerguei:
Quem atende, ensina e compartilha motivado pelo serviço em si não depende do espelho do mundo para continuar.

Liberdade de verdade não é ter chegado em algum lugar.
É não precisar mais fugir de nada.

O que vivemos nesses dois dias foi mais do que uma imersão científ**a.
Foi um ambiente de troca genuína, de crescimento coletivo, de médicos reunidos por propósito comum.

E isso não é acaso. Quem busca profundidade acaba se encontrando.
Quem valoriza ciência, responsabilidade e vocação constrói algo diferente quando está junto.

Não peço em oração para ser referência, mestre ou professor de ninguém.
Peço somente força e virtudes para cumprir a vontade de Deus na minha vida.
Se ela for feita em mim, o resto vem por acréscimo.
A luz que houver não será minha. Será reflexo d’Ele.

Que venha a 6ª edição.
Dr. Léo

20/04/2026

Encerrar a 5ª edição do HORMOFEM é olhar para tudo o que vivemos nesses 2 dias e sentir a certeza de que estamos construindo algo muito maior do que um curso.

Foram dias de aprendizado intenso, trocas genuínas e encontros que reforçam o propósito que nos une: transformar a saúde feminina com mais ciência, consciência e excelência.

Ver o brilho nos olhos de cada colega, a entrega em cada momento e a força dessa comunidade médica em crescimento é o que nos move e nos faz acreditar ainda mais nesse caminho.

Obrigado a cada um que fez parte de mais este capítulo tão especial.

19/04/2026

Existe um momento em que a medicina deixa de ser apenas técnica e passa a ser uma missão. Hoje, no primeiro dia do HORMOFEM, nós testemunhamos esse momento.

Olhar para esse auditório e ver centenas de médicos dedicados a ir além do óbvio, buscando o que há de mais refinado na ciência para transformar a vida de suas pacientes, é de arrepiar. O sucesso de hoje não se mede apenas pelo auditório cheio, mas pela chama que acendemos na carreira de cada profissional presente.

Estamos aqui para devolver a qualidade de vida a milhares de mulheres através das mãos de vocês. Esse primeiro dia foi o despertar de uma nova era na prática clínica de cada um.

A jornada está só começando e o propósito nunca esteve tão claro.

Nove anos casados 💍👰🏻‍♀️“O amor não é um sentimento: é uma decisão, um ato de vontade e um comprometimento existencial p...
16/04/2026

Nove anos casados 💍👰🏻‍♀️

“O amor não é um sentimento: é uma decisão, um ato de vontade e um comprometimento existencial profundo. Os sentimentos variam, mas o amor permanece. Quem não compreendeu isso não chegou nem perto da maturidade.” Olavo de Carvalho

Amo você, Thamy B Jacobsen ❤️

57% das especialistas em saúde sexual feminina da ISSWSH prescrevem testosterona para mulheres independentemente do níve...
12/04/2026

57% das especialistas em saúde sexual feminina da ISSWSH prescrevem testosterona para mulheres independentemente do nível sérico.

86% ampliam as indicações para além do TDSH.

E nenhuma formulação aprovada para mulheres existe na maioria dos países.

Esses dados vêm de um survey recente (Furlan et al., J S*x Med, 2026) com clínicas que prescrevem testosterona feminina há mais de 5 anos. O resumo crítico está no carrossel.

A pergunta que f**a: estamos diante de um gap de evidência ou de um gap regulatório?

Os especialistas estão à frente das diretrizes ou ultrapassando os limites da segurança?

Comente: na sua prática, você usa critério laboratorial ou clínico para indicar testosterona em mulheres?

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