Jacqueline Ferreira Psi

Jacqueline Ferreira Psi Psicoterapeuta

Algumas perdas doem porque não levam apenas uma pessoa.Elas levam junto a história que a gente construiu na cabeça.Quand...
12/03/2026

Algumas perdas doem porque não levam apenas uma pessoa.
Elas levam junto a história que a gente construiu na cabeça.

Quando estamos envolvidos emocionalmente, é comum interpretar sinais a partir do que gostaríamos que fosse verdade. A mente seleciona momentos bons, minimiza comportamentos que incomodam e cria explicações que preservam a esperança de que, em algum momento, tudo vai se ajustar.

Isso acontece porque o cérebro tenta proteger aquilo em que já investimos emocionalmente.

Mas chega uma hora em que os fatos começam a ficar mais claros.
E quando a realidade aparece com mais força, a ilusão se desfaz.

Esse processo dói, porque não estamos lidando apenas com o fim de uma relação.

Estamos lidando com o fim de uma expectativa.

A boa notícia é que essa clareza também abre espaço para algo importante:
escolhas mais conscientes, relações mais recíprocas e vínculos que não precisam ser sustentados por esperança, mas por realidade.

Às vezes você acha que está sentindo saudade da pessoa.Mas o que dói, muitas vezes, é a quebra do vínculo que seu cérebr...
09/03/2026

Às vezes você acha que está sentindo saudade da pessoa.
Mas o que dói, muitas vezes, é a quebra do vínculo que seu cérebro se acostumou a ter.

Relacionamentos também criam dependência emocional e química.

A presença constante, as mensagens, a expectativa, os momentos de conexão… tudo isso ativa circuitos de recompensa no cérebro. Quando a relação termina, o corpo sente. E sente de verdade.

Por isso, nos primeiros dias ou semanas, pode surgir aquela vontade intensa de voltar, de mandar mensagem, de procurar qualquer motivo para retomar o contato. Nem sempre isso significa que aquela relação era saudável ou que ainda faz sentido continuar. Muitas vezes é apenas o processo de abstinência emocional acontecendo.

Com o tempo, o cérebro começa a se reorganizar.
A intensidade diminui.
A clareza aparece.
E aquilo que antes parecia impossível de suportar começa, aos poucos, a encontrar um lugar dentro da sua história.

Respeite o tempo do seu processo.

Nem toda falta significa que você precisa voltar.

Se fez sentido para você, salva esse post para lembrar disso nos dias mais difíceis.

Não aceite ocupar o lugar de segunda opção.Você não nasceu para ser o “vamos ver”,o “agora não dá”,ou aquele “depois a g...
06/03/2026

Não aceite ocupar o lugar de segunda opção.
Você não nasceu para ser o “vamos ver”,
o “agora não dá”,
ou aquele “depois a gente conversa”.

Quando alguém se coloca em segundo plano, sem perceber acaba ensinando o outro a tratá-la da mesma forma.

Se você anda cansada de relações confusas…
de esperar mensagens que nunca chegam,
de se sentir lembrada só quando é conveniente para o outro…
vale uma pausa para olhar com mais honestidade para isso.

Quem quer, realmente, estar contigo não deixa te sempre em espera.
Amor não aparece só quando sobra tempo.

Quando o vínculo se sustenta apenas em pequenas doses de atenção, o que se recebe não é amor, é migalha emocional.

E chega uma momento em que a gente precisa parar de se diminuir para caber na disponibilidade limitada de alguém.

Relacionamento saudável tem intenção, presença e escolha.

Não espaço vago para quando o outro quiser ocupar.

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