Priscila Rolim

Priscila Rolim CRP 06/85737
Bem-estar em foco: cultivando autocuidado e relações saudáveis. Doutoranda em Psicologia Atendimento em Português e Inglês.

Treatment in Portuguese and English.

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedad...
05/06/2026

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedade, depressão, timidez excessiva, sensibilidade exagerada, perfeccionismo ou dificuldade de adaptação. Enquanto isso, aprendiam a observar, imitar e esconder suas diferenças para se encaixar nas expectativas sociais.

Esse processo é conhecido como masking (camuflagem social) e pode ter um custo emocional elevado: exaustão, sensação de inadequação, baixa autoestima e dificuldade em compreender a própria identidade.

Por muitos anos, o autismo foi estudado principalmente a partir da observação de meninos. Como consequência, muitas mulheres cresceram sem reconhecimento, apoio ou explicações para experiências que carregavam desde a infância. Receber um diagnóstico não muda quem você é.

Mas pode ajudar a compreender sua história com mais clareza, acessar recursos adequados e desenvolver mais autocompaixão.
Se você se identifica com essas experiências, procure profissionais capacitados para uma avaliação baseada em evidências e com conhecimento sobre as diferentes formas de apresentação do autismo em mulheres.

✨ Compreender a si mesma não é buscar um rótulo. É buscar respostas.

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedad...
05/06/2026

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedade, depressão, timidez excessiva, sensibilidade exagerada, perfeccionismo ou dificuldade de adaptação.
Enquanto isso, aprendiam a observar, imitar e esconder suas diferenças para se encaixar nas expectativas sociais.

Esse processo é conhecido como masking (camuflagem social) e pode ter um custo emocional elevado: exaustão, sensação de inadequação, baixa autoestima e dificuldade em compreender a própria identidade.

Por muitos anos, o autismo foi estudado principalmente a partir da observação de meninos. Como consequência, muitas mulheres cresceram sem reconhecimento, apoio ou explicações para experiências que carregavam desde a infância.
Receber um diagnóstico não muda quem você é.

Mas pode ajudar a compreender sua história com mais clareza, acessar recursos adequados e desenvolver mais autocompaixão.
Se você se identifica com essas experiências, procure profissionais capacitados para uma avaliação baseada em evidências e com conhecimento sobre as diferentes formas de apresentação do autismo em mulheres.

✨ Compreender a si mesma não é buscar um rótulo. É buscar respostas.

Masking SaúdeMental Psicologia PsicologiaBaseadaEmEvidências

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedad...
05/06/2026

Nem todas as mulheres autistas foram diagnosticadas na infância. Muitas passaram anos recebendo outros rótulos:
ansiedade, depressão, timidez excessiva, sensibilidade exagerada, perfeccionismo ou dificuldade de adaptação.
Enquanto isso, aprendiam a observar, imitar e esconder suas diferenças para se encaixar nas expectativas sociais.
Esse processo é conhecido como masking (camuflagem social) e pode ter um custo emocional elevado: exaustão, sensação de inadequação, baixa autoestima e dificuldade em compreender a própria identidade.

Por muitos anos, o autismo foi estudado principalmente a partir da observação de meninos. Como consequência, muitas mulheres cresceram sem reconhecimento, apoio ou explicações para experiências que carregavam desde a infância.
Receber um diagnóstico não muda quem você é.

Mas pode ajudar a compreender sua história com mais clareza, acessar recursos adequados e desenvolver mais autocompaixão.
Se você se identifica com essas experiências, procure profissionais capacitados para uma avaliação baseada em evidências e com conhecimento sobre as diferentes formas de apresentação do autismo em mulheres.

✨ Compreender a si mesma não é buscar um rótulo. É buscar respostas.

Masking SaúdeMental Psicologia PsicologiaBaseadaEmEvidências

Esta foto foi tirada em 2023, pouco depois da minha mudança para Goiás para iniciar o doutorado.Mudanças costumam ser re...
03/06/2026

Esta foto foi tirada em 2023, pouco depois da minha mudança para Goiás para iniciar o doutorado.

Mudanças costumam ser retratadas como momentos de coragem, mas nem sempre parecem assim quando estamos vivendo elas. Muitas vezes, elas vêm acompanhadas de dúvidas, saudades, medo e da sensação de estar recomeçando.

Na clínica, vejo algo parecido acontecer com frequência. Escolher uma nova direção raramente significa ter certeza. Significa apenas decidir caminhar apesar da incerteza.

Hoje percebo que a autenticidade não está em nunca mudar. Está em ter a coragem de fazer escolhas alinhadas com quem nos tornamos, mesmo quando elas nos levam para caminhos desconhecidos.

Algumas das decisões mais importantes da nossa vida não parecem grandiosas no momento em que são tomadas. Elas apenas parecem o próximo passo.

E, às vezes, é exatamente isso que transforma tudo.

Reflexão inspirada pelas apresentações que Siri Ming .siri.bcba_d e eu compartilhamos hoje para a ACBS Peru  sobre coerç...
30/05/2026

Reflexão inspirada pelas apresentações que Siri Ming .siri.bcba_d e eu compartilhamos hoje para a ACBS Peru sobre coerção, escolha, voz e flexibilidade psicológica.

Uma das ideias que emergiu do diálogo entre nossas apresentações foi que a coerção nem sempre se manifesta por meio de proibições explícitas, ameaças ou punições diretas.
Às vezes, ela opera de forma muito mais sutil, por meio de contingências relacionais que tornam determinadas alternativas progressivamente menos disponíveis.

As pessoas continuam podendo falar. Continuam podendo discordar. Continuam podendo sair. Mas passam a experimentar essas possibilidades como psicologicamente inviáveis.

Nesse contexto, o silêncio deixa de ser apenas ausência de fala.
Ele se torna uma adaptação compreensível a ambientes nos quais autenticidade, pertencimento e segurança parecem incompatíveis.

Talvez por isso a pergunta mais importante não seja apenas:
“As pessoas têm escolhas?”
Mas também:
“Que tipo de contexto estamos criando para que essas escolhas possam realmente ser vividas?”

Talvez nosso trabalho como terapeutas, supervisores, pesquisadores e comunidades não seja apenas ajudar pessoas a lidar com o sofrimento. Mas também construir contextos nos quais a autenticidade continue sendo psicologicamente possível.

Há pessoas que passam anos tentando se adaptar a caminhos que nunca realmente combinaram com quem são.E, às vezes, o sof...
28/05/2026

Há pessoas que passam anos tentando se adaptar a caminhos que nunca realmente combinaram com quem são.

E, às vezes, o sofrimento não nasce da perda de si,
mas do esforço contínuo de permanecer em lugares, relações e versões que exigem distância da própria identidade.

A terapia também pode ser um espaço para compreender quais partes suas foram construídas por sobrevivência… e quais ainda carregam verdade, presença e pertencimento.

Há pessoas que passam anos sem perceber que não estão exatamente cansadas da vida — estão cansadas da necessidade consta...
27/05/2026

Há pessoas que passam anos sem perceber que não estão exatamente cansadas da vida — estão cansadas da necessidade constante de se ajustar.

De funcionar bem o tempo inteiro.
De sustentar desempenho, maturidade, produtividade e equilíbrio emocional mesmo quando internamente algo já começou se esgotou.

Alguns vazios aparecem quando manter tudo sob controle deixa de ser suficiente para produzir sentido.

E talvez uma das experiências mais difíceis da vida adulta seja perceber que o sofrimento nem sempre se manifesta como caos.
Às vezes, ele aparece justamente na capacidade refinada de continuar funcionando enquanto se perde, pouco a pouco, o contato consigo mesmo.

A terapia também pode ser um espaço para reconstruir esse contato consigo mesmo com mais clareza, profundidade e autenticidade 💙🍃

Ética profissional não pode ser reduzida a um conjunto de normas, protocolos ou prescrições técnicas. Embora os códigos ...
26/05/2026

Ética profissional não pode ser reduzida a um conjunto de normas, protocolos ou prescrições técnicas. Embora os códigos de ética sejam fundamentais para orientar a prática psicológica, a atuação ética exige também reflexão crítica, responsabilidade relacional e análise constante das relações de poder presentes nos contextos clínicos, institucionais e acadêmicos.

Na prática, decisões éticas raramente são simples ou totalmente objetivas. Elas envolvem conflitos de valores, vulnerabilidades humanas, assimetrias de poder, impactos subjetivos e responsabilidade sobre os efeitos produzidos em outras pessoas.

A ética na Psicologia não se limita ao cumprimento formal de regras. Ela implica compromisso contínuo com a dignidade humana, com os direitos humanos, com a integridade das relações e com o reconhecimento do outro como sujeito — e não como objeto de controle, coerção ou silenciamento.

Talvez uma das partes mais difíceis da ética profissional seja justamente sustentar coerência entre discurso, prática e posição institucional, especialmente em contextos nos quais poder, prestígio ou interesses pessoais podem atravessar relações profissionais.

Porque ética não é apenas sobre o que é permitido.
É também sobre responsabilidade, impacto e humanidade.

Hoje tive a oportunidade de participar como juíza em um Simulado de Tribunal do Júri inspirado no clássico caso Bentinho...
25/05/2026

Hoje tive a oportunidade de participar como juíza em um Simulado de Tribunal do Júri inspirado no clássico caso Bentinho x Capitu, de Dom Casmurro.

Foi uma experiência muito rica poder acompanhar os argumentos da acusação e da defesa, observar as diferentes interpretações construídas a partir da mesma narrativa e refletir sobre temas tão atuais como percepção, memória, ciúme, gênero, subjetividade e construção da “verdade”.

Momentos como esse mostram como Direito, Psicologia, literatura e análise do comportamento humano podem dialogar de forma profunda e instigante.

Quero agradecer especialmente ao professor pela proposta criativa e pela condução da atividade, além de parabenizar todos os alunos envolvidos pela dedicação, argumentação e coragem de sustentar suas posições diante do júri. Foi muito bonito ver o empenho de cada um.

Também agradeço pela confiança em me colocar nesse papel. Foi uma experiência que certamente levarei comigo com muito carinho.

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