17/06/2026
Muitas vezes, o abusador inverte a responsabilidade, fazendo a vítima acreditar que ela é a causa dos problemas, enquanto constrói para si a imagem de uma pessoa generosa, compreensiva e sacrificada.
Algumas estratégias frequentes são:
* Culpabilização: frases como “Se eu ajo assim, é porque você me provoca” ou “Tudo isso acontece por causa do seu comportamento”.
* Manipulação emocional: alterna momentos de carinho e generosidade com críticas, controle ou humilhações.
* Vitimização: apresenta-se como a pessoa que mais sofre na relação e que faz “tudo pelo outro”.
* Desqualificação da vítima: faz a vítima duvidar da própria percepção, memória ou julgamento.
* Controle disfarçado de cuidado: usa argumentos como “É para o seu bem”, “Estou tentando te proteger”.
* Busca de reconhecimento externo: pode agir de forma extremamente gentil diante de outras pessoas, dificultando que a vítima seja acreditada.
Com o tempo, a vítima pode desenvolver confusão, culpa, baixa autoestima, insegurança e dependência emocional, passando a questionar se realmente está exagerando.
É importante lembrar que generosidade genuína não é usada como moeda de troca, instrumento de controle ou justificativa para desrespeito, medo e sofrimento.
Se você está vivendo essa situação, procure conversar com pessoas de confiança e, se possível, buscar apoio profissional (psicólogo, psicanalista ou serviços especializados em violência doméstica e familiar).
Se esse caso for sobre você, posso ajudar a identificar sinais mais específicos da dinâmica desse relacionamento.