Psicóloga Anny Muniz

Psicóloga Anny Muniz Ajudo pessoas a terem um melhor relação de bem estar em suas vidas.

As palavras que ouvimos na infância moldam crenças profundas sobre quem somos e o que merecemos.Quando você ouve repetid...
28/04/2026

As palavras que ouvimos na infância moldam crenças profundas sobre quem somos e o que merecemos.

Quando você ouve repetidamente que é sensível demais ou que está exagerando, essas mensagens se instalam como verdades.

Desconstruir essas crenças não é sobre culpar quem as disse. É sobre reconhecer que você tem o direito de sentir, de ocupar espaço e de existir sem culpa.

Qual dessas frases ainda ecoa em você?

Conhecer seus gatilhos não é fraqueza. É o começo de entender a si mesmo.
23/04/2026

Conhecer seus gatilhos não é fraqueza. É o começo de entender a si mesmo.

22/04/2026

Você aprendeu cedo que suas necessidades eram demais. Então foi ajustando. Resolvendo sozinha. Engolindo. Sorrindo quando estava destruída por dentro.

E virou adulta sendo elogiada por isso.
Mas por dentro existe uma pessoa exausta que só queria ter aprendido que pedir ajuda é permitido. Que precisar não afasta. Que ocupar espaço não é um fardo.

Você não era fácil porque era forte. Era fácil porque aprendeu que precisar era perigoso.

Isso tem origem. E tem cura.

Você aprendeu cedo que precisar era incômodo. Que chorar atrapalhava. Que pedir era exigir demais.Então você foi se ajus...
16/04/2026

Você aprendeu cedo que precisar era incômodo. Que chorar atrapalhava. Que pedir era exigir demais.

Então você foi se ajustando. Resolvendo sozinha. Engolindo. Sorrindo quando estava destruída por dentro.

E virou adulta sendo elogiada por isso. "Tão independente." "Tão forte." "Nunca reclama de nada."

Mas por dentro existe uma pessoa exausta que só queria ter aprendido que pedir ajuda é permitido. Que precisar não afasta. Que ocupar espaço não é um fardo.

Isso tem origem. E tem cura.

Quando a maioria das pessoas pensa em trauma, pensa em algo que aconteceu. Um evento. Uma situação. Uma experiência difí...
31/03/2026

Quando a maioria das pessoas pensa em trauma, pensa em algo que aconteceu. Um evento. Uma situação. Uma experiência difícil.

Mas existe um trauma que muita gente carrega sem saber nomear. Porque ele não vem do que aconteceu. Ele vem do que faltou.

Faltou colo quando você chorava. Faltou alguém que perguntasse como você estava de verdade.

Faltou presença, segurança, afeto consistente.

Faltou alguém que te fizesse sentir que você importava.

E porque nada de "grave" aconteceu, você cresce achando que não tem motivo para sentir o que sente. Que está exagerando. Que outros passaram por coisas piores.

Mas a ausência também machuca. Às vezes tão fundo quanto qualquer evento traumático.

Quando o afeto e a conexão emocional faltam de forma repetida na infância, o sistema nervoso aprende a operar no modo de sobrevivência.

Você cresce hipervigilante, com dificuldade de confiar, com uma sensação constante de que algo está errado, sem conseguir explicar o quê.

Você não precisa ter vivido algo extremo para estar machucado. Às vezes o que te formou foi exatamente o silêncio, a ausência, o vazio do que nunca veio. 💙

Muitas pessoas deixam de experimentar o EMDR por acreditar em informações equivocadas sobre a técnica.Um dos mitos mais ...
24/03/2026

Muitas pessoas deixam de experimentar o EMDR por acreditar em informações equivocadas sobre a técnica.

Um dos mitos mais comuns é achar que EMDR é hipnose. Não é. Você está consciente e no controle durante toda a sessão. Outro mito é acreditar que precisa reviver o trauma detalhadamente. Na verdade, o EMDR permite processar sem necessariamente narrar tudo.

Algumas pessoas também pensam que funciona apenas para traumas graves, como guerras ou acidentes. No entanto, o EMDR é ef**az para traumas de desenvolvimento, luto, fobias e ansiedade.

Se você tem evitado essa abordagem por dúvidas ou receios, vale investigar com um profissional qualif**ado. Informação correta pode ser o que falta para você dar esse passo.

Falar sobre o trauma ajuda, mas nem sempre é suficiente. O trauma vive no corpo e no sistema nervoso, por isso você pode...
17/03/2026

Falar sobre o trauma ajuda, mas nem sempre é suficiente. O trauma vive no corpo e no sistema nervoso, por isso você pode entender tudo racionalmente e ainda sentir pânico, vergonha ou outros sintomas.

Terapias como o EMDR trabalham nessa dimensão mais profunda, integrando cérebro e corpo no processo de cura.

Se você já tentou falar e ainda sente os sintomas, não é falta de esforço. O trauma precisa ser acessado de outra forma.

Existe uma expectativa social profunda de que a família deve ser nosso porto seguro, nosso refúgio incondicional. Cresce...
10/03/2026

Existe uma expectativa social profunda de que a família deve ser nosso porto seguro, nosso refúgio incondicional.

Crescemos ouvindo que "família é tudo", que o sangue é mais importante que qualquer coisa. Mas para muitas pessoas, a realidade é bem diferente.

Nem toda família oferece apoio emocional. Nem toda família é capaz de acolher, validar ou respeitar. E reconhecer isso não é ingratidão, é honestidade.

Algumas famílias invalidam sua dor, minimizam seus sentimentos ou repetem padrões de relacionamento que adoecem. Algumas cobram lealdade enquanto oferecem crítica. Outras esperam que você esteja sempre disponível, mas nunca estão presentes quando você precisa.

E o mais difícil: você pode amar sua família e ainda assim reconhecer que ela não é um espaço seguro para você.

Sentir essa falta de apoio onde deveria existir conexão genuína é profundamente solitário. Muitas pessoas carregam essa dor em silêncio, sentindo que não têm o direito de sofrer por algo que deveria ser “natural".

Mas você tem o direito de buscar apoio em outros lugares. Amizades podem ser família escolhida. Vínculos construídos na base do respeito mútuo podem ser mais nutritivos do que laços de sangue.

Permitir-se enxergar sua família como ela realmente é, e não como você gostaria que fosse, é um ato de coragem. E escolher onde investir sua energia emocional é um ato de autocuidado.

Você merece vínculos que te sustentem, venham eles de onde vierem.

“Não se nasce mulher.Torna-se.” -Simone de BeauvoirE não estou falando só de biologia.Estou falando de história.Antes de...
08/03/2026

“Não se nasce mulher.
Torna-se.” -Simone de Beauvoir

E não estou falando só de biologia.
Estou falando de história.

Antes de você aprender seu nome, você já estava aprendendo o que era “ser mulher” na sua família.
Observando quem calava.
Quem gritava.
Quem suportava.
Quem ia embora.
Quem f**ava mesmo quando doía.

Ser mulher não foi apenas crescer.
Foi se moldar.

Às vezes, tornar-se mulher significou ser a forte da casa.
Ou a boazinha.
Ou a que resolve tudo.
Ou a que não pode errar.

Mas aqui vai a pergunta que quase ninguém faz:

Você se tornou mulher…
ou se tornou a mulher que esperavam de você?

Existe uma diferença enorme entre identidade e lealdade.

Muitas de nós seguimos roteiros que começaram muito antes do nosso nascimento. Repetimos formas de amar, de trabalhar, de se silenciar ou de se provar o tempo inteiro — não porque escolhemos, mas porque pertencemos.

E talvez amadurecer seja isso:
perceber que tornar-se mulher também pode ser um ato consciente.

Você pode honrar as mulheres que vieram antes
sem precisar viver as mesmas dores.

Hoje, no Dia das Mulheres, eu não quero te parabenizar por aguentar tudo.

Quero te perguntar:

Que mulher você quer se tornar a partir de agora?

Uma das maiores barreiras para buscar tratamento é o medo de ter que contar todos os detalhes dolorosos, de reviver cada...
03/03/2026

Uma das maiores barreiras para buscar tratamento é o medo de ter que contar todos os detalhes dolorosos, de reviver cada momento angustiante como se estivesse acontecendo novamente. Muitas pessoas evitam a terapia justamente por isso.

O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) funciona de forma diferente. Você não precisa narrar o trauma repetidamente nem mergulhar em cada detalhe para que o processamento aconteça.

Essa abordagem trabalha diretamente com a forma como o cérebro armazena memórias traumáticas. Quando vivemos um trauma, a memória f**a "congelada" de maneira disfuncional, com as mesmas emoções, sensações corporais e crenças negativas intactas. É por isso que você pode se sentir em perigo mesmo anos depois, mesmo sabendo racionalmente que está seguro.

Durante o EMDR, através da estimulação bilateral, o cérebro consegue reprocessar essas memórias de forma adaptativa. O trauma deixa de estar "preso" no presente e passa a ser integrado como parte do seu passado.

Você pode processar sem necessariamente verbalizar tudo. O foco está na experiência interna e no que seu corpo e mente precisam liberar.

Se você tem evitado buscar ajuda por medo de reviver a dor, saiba que existem caminhos terapêuticos que respeitam seus limites e trabalham de forma menos invasiva. A cura não precisa ser retraumatizante.

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