Psicóloga: Geísa Marques

Psicóloga: Geísa Marques Te ajudo a conhecer seu lado de dentro com acolhimento!

Passei muitos anos acreditando que amar era sempre entender.Sempre ceder.Sempre facilitar.Até perceber que, sem querer, ...
05/08/2026

Passei muitos anos acreditando que amar era sempre entender.

Sempre ceder.

Sempre facilitar.

Até perceber que, sem querer, eu estava ensinando as pessoas que eu podia esperar.

O problema não é ser generosa.

O problema é quando a sua generosidade custa a sua presença na relação.

Colocar limites não é deixar de amar.

É mostrar ao outro que você também existe.

E relações saudáveis só acontecem quando duas pessoas existem ao mesmo tempo.

🧡 Você costuma ser a pessoa que “sempre entende”?

31/07/2026

Depois que recebi meu diagnóstico de autismo, comecei a perceber quantas regras sociais eu seguia apenas porque todo mundo seguia.

Não porque elas fizessem sentido para mim.

E sabe o mais curioso?

Quanto mais converso sobre isso, mais descubro que muita gente, autista ou não, também já se perguntou as mesmas coisas.

Será que precisamos mesmo comentar o corpo das pessoas?

Será que um “bom dia, pessoal” não resolve?

Será que colocar um limite significa rejeitar alguém?

Nem toda convenção social precisa ser abolida.

Mas talvez algumas mereçam ser questionadas.

Afinal, quando a gente para de fazer algo só por hábito e começa a perguntar “por quê?”, abre espaço para relações mais respeitosas e mais autênticas.

💬 Agora me conta: qual regra social você nunca conseguiu entender?

Às vezes, a gente acredita que uma boa infância precisa ser cheia de coisas extraordinárias.Mas não é bem assim.O que ma...
27/07/2026

Às vezes, a gente acredita que uma boa infância precisa ser cheia de coisas extraordinárias.

Mas não é bem assim.

O que mais marca uma criança não é o que ela faz, e sim como ela se sente enquanto vive.

Se ela se sente segura. Vista. Amada. Pertencente.

E isso nasce no simples.

No tempo junto.

Na presença de verdade.

No cuidado sem pressa.

Como psicóloga, eu vejo isso todos os dias.

As memórias afetivas não se formam só em grandes acontecimentos.

Elas ficam nas sensações que o corpo guarda.

E talvez seja por isso que algumas lembranças nunca vão embora.

Porque elas não moram apenas na mente.

Elas moram no jeito como a gente aprendeu a se sentir no mundo.

🧡E você… que sensação da sua infância ainda te acompanha até hoje?

Ontem eu estava exausta. Fiquei em casa, cuidando da rotina, e vivi o domingo no nosso ritmo, sem pressa, sem cobrança.À...
20/07/2026

Ontem eu estava exausta. Fiquei em casa, cuidando da rotina, e vivi o domingo no nosso ritmo, sem pressa, sem cobrança.

À noite fomos jantar na casa da minha sogra, mesmo cansada. Todo mundo junto, à mesa.

E de longe, olhando aquela cena tão comum, percebi uma coisa simples que me tocou fundo: as pessoas estavam se olhando. Se ouvindo. Prestando atenção umas nas outras. Nenhum celular no meio.

Isso tem ficado raro. E a gente nem repara mais que sente falta — só sente um cansaço difuso, uma solidão mesmo estando acompanhado.

Na Gestalt-terapia chamamos isso de **contato**: o encontro genuíno, quando duas pessoas realmente se voltam uma para a outra, sem pressa, sem distração. Não precisa ser um jantar de domingo — pode ser 10 minutos com o celular na outra sala, pode ser perguntar “como foi seu dia” e esperar a resposta de verdade.

Quando foi a última vez que você teve uma conversa sem celular no meio? Conta aqui embaixo. 👇

Nesses dias na UTI, eu vivi algo que me fez refletir muito.O lugar que antes me causava medo… começou a me acalmar.Não p...
17/04/2026

Nesses dias na UTI, eu vivi algo que me fez refletir muito.

O lugar que antes me causava medo… começou a me acalmar.

Não porque deixou de ser difícil, mas porque ali era o único lugar possível para a recuperação do meu filho.

E, quando algo se torna a única opção, a mente tenta transformar em suportável.

Às vezes, até em seguro.

E foi aí que eu entendi algo importante:

Nem sempre o que parece seguro faz bem.

Porque segurança de verdade não é só ausência de caos.
É presença de cuidado, respeito e vida.

E talvez isso explique por que tantas mulheres permanecem em relações que machucam.

Não porque não percebem a dor, mas porque, de alguma forma, aquilo se tornou o que elas têm.

E sair parece mais assustador do que ficar.

Mas dor não pode ser confundida com segurança.

E, se tem algo que a vida me ensinou nesses dias, é que o que realmente cuida não destrói.

Eu queria te ouvir:

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