Dra. Ana Paula Caixeta

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Quando foi que a testosterona passou a ser mais importante para a mulher do que o estrogênio? Como ginecologista, preocu...
20/03/2026

Quando foi que a testosterona passou a ser mais importante para a mulher do que o estrogênio?

Como ginecologista, preocupa-me o “modismo” da testosterona. Antigamente, tinha-se medo de usar hormônios; hoje, o medo é de não usar e f**ar excluída. A amiga da academia usa, a conhecida implantou um chip, a vizinha aplicou a injeção.

Testosterona, para a mulher, não foi feita para melhorar apenas vigor físico; não serve para definir os músculos, não é estética. Ela tem função na sexualidade. Mas quando? Principalmente, na PÓS-MENOPAUSA.

A mulher de 25 anos precisa? Não. A de 35 precisa? Não. E a de 40? Nem sempre. Na vida reprodutiva, não se deve prescrever pelo simples fato de prejudicar a fertilidade. SE QUISER ENGRAVIDAR, NÃO USE.

Libido não é igual a testosterona. Libido é multifatorial. De que adianta testosterona alta, mas uma vida conjugal péssima?

Mulher nunca terá testosterona de homem; se tiver, tem doença. Dosar no sangue não ajuda o médico a fazer diagnóstico (a não ser os charlatões). Portanto, NÃO peça ao seu ginecologista. Ele vai solicitar, se achar necessário. E prescrever também!

O seu estrogênio em queda, na menopausa, traz mais problemas, posso garantir. Seus SINTOMAS nos importam mais que números de laboratórios!

Testosterona em excesso traz piora do perfil de colesterol, aumento de risco cardiovascular, labilidade emocional e agressividade. A acne não é a única preocupação - e nem o pior efeito colateral.

Reflitam: abdome definido pode esconder um coração doente e uma mente perturbada!

Hormônio pode ser utilizado e traz grandes benefícios, mas ter critério na prescrição faz parte do cuidado integral à saúde da mulher em qualquer fase da vida!

Encerro minha passagem por São Paulo, com muitas memórias boas, conhecimentos ampliados - bem como o número de copinhos ...
24/08/2025

Encerro minha passagem por São Paulo, com muitas memórias boas, conhecimentos ampliados - bem como o número de copinhos de café 😂😂- e amizades reforçadas.

Como nem só de estudos e Medicina vivemos, novos restaurantes foram descobertos e um passeio pelo Mercado Municipal - com seu sanduíche de mortadela e o morango, que não é do amor, mas a combinação com tâmara é espetacular.

E, por fim, os agradecimentos e a conversa sincera com Deus na Igreja mais bela desse Brasil! 🙏🏼🙏🏼🙏🏼

Dia 12 de abril - Dia do Obstetra: com o melhor presente que consegui trazer a esse mundo! Que Deus continue abençoando ...
12/04/2025

Dia 12 de abril - Dia do Obstetra: com o melhor presente que consegui trazer a esse mundo! Que Deus continue abençoando meu caminho nessa profissão!

Miguelzinho da madrinha! 😍

08/03/2025
Como tenho feito sempre ultimamente, busco nos livros uma aplicabilidade prática para minha rotina médica. Se você não s...
28/02/2025

Como tenho feito sempre ultimamente, busco nos livros uma aplicabilidade prática para minha rotina médica.

Se você não se atentou à postagem acima, volte lá e passe para o lado. Tem um trecho do livro que estou lendo.

Nele, consegui sentir a angústia daquela mãe que estava cansada, insone e com as mamas transbordando em leite. Talvez não saibam, mas, no trecho seguinte, ela relata que estava com os mamilos doloridos e rachados.

Alice é como Maria, Laura, Isadora, Carolina e tantas outras mulheres que enfrentam o puerpério. Ela representa tudo aquilo que não falaram para todas elas:

O PUERPÉRIO É MUITO DIFÍCIL E, POR VEZES, SOFRIDO!

A alegria da maternidade, a chegada tão desejada do filho, misturadas com a dor do cansaço, da impotência e do desconhecido. A dificuldade da amamentação é a melhor tradução do que é o puerpério. “Quero amamentar, mas dói. Quero cuidar 24 horas, mas estou exausta. Não quero delegar o olhar sobre o meu filho a outrem.”

Se posso dar um conselho: cuidem do emocional, cobrem-se menos e aproveitem os momentos de sono do seu filho para pensar em si e DESCANSAR. A rotina não é fácil, mas tudo passa. Procurem criar boas memórias!

E saibam: o seu ginecologista está do seu lado! Conversem com ele!

Compartilhe com quem precisa ler isso! 🌷

Dra Ana Paula Caixeta
CRM 17591 | RQE 11067
📍Órion Business & Health Complex

Todos os dias, no consultório, recebemos pacientes com estas queixas de desânimo, fadiga, perda de libido, sonolência di...
25/02/2025

Todos os dias, no consultório, recebemos pacientes com estas queixas de desânimo, fadiga, perda de libido, sonolência diurna.

Mas será que tudo se resume a deficiências hormonais? Testosterona baixa, progesterona baixa? Repor resolve?

Essas perguntas são todas feitas por mulheres nessas condições. Muitas vezes, não se atentam à sua rotina exaustiva: trabalho fora de casa e trabalho dentro de casa, cuidar da criança, preocupar com o cuidado ao marido e, até mesmo, aos pais ou outros familiares. Não há tempo para a atividade física habitual , comer somente na hora que for possível.

A mulher acaba tendo várias funções e abraça todas elas com dedicação. O problema não será resolvido com uma fórmula mágica. A testosterona baixa é porque ela é mulher. A progesterona baixa é pela fase do ciclo menstrual. Reposição não faz milagre, caso o hábito não mude.

Chip de testosterona pode ajudar? Pode, não vou mentir. Mas compensa sentir os efeitos adversos? Mexer na fertilidade, no ciclo menstrual, ter acne, aumento do clítoris, queda de cabelo, elevar o risco cardiovascular? Compensa?

Há as que preferem, mas não tem recomendação. Comer bem, exercitar-se, dormir melhor, dividir tarefas ou organizá-las adequadamente - talvez, isso seja um caminho mais saudável.

Já escutaram isso? Faz sentido para você?

Dra Ana Paula Caixeta
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Uma das queixas mais frequentes das usuárias de DIU, principalmente hormonais, é o aumento da acne. Quando avaliamos a f...
17/02/2025

Uma das queixas mais frequentes das usuárias de DIU, principalmente hormonais, é o aumento da acne.

Quando avaliamos a frequência desse sintoma em usuárias de diversos contraceptivos, vemos que a variabilidade é enorme.

- Mirena: 3,5 a 28,3%
- Kyleena: 9,9 a 22,4%
- DIU de cobre (livre de hormônio): 13,1%

Ou seja, se compararmos todos, a diferença não é estatisticamente relevante.

Mas o que faz aumentar a acne então? Alguns fatores contribuem para isso, como a sensibilidade individual das pacientes, assim como, em menor proporção, o aumento de sebo pelo folículo pilossebáceo influenciado pelo progestágeno do DIU (levonorgestrel), ou mesmo a suspensão de contraceptivos combinados que diminuíam a testosterona livre circulante durante seu uso anterior.

A queixa, no entanto, não deve ser subestimada. E podemos, em conjunto com o Dermatologista, usar medicações tópicas, espironolactona e, em última análise, remédios sistêmicos (antibióticos, isotretinoína e pílulas combinadas).

A acne incomoda você? Venha conversar para acharmos uma solução!

Dra Ana Paula Caixeta
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Sabemos que as mulheres, durante a vida reprodutiva, submetem-se a inúmeras cirurgias, muitas delas programadas e de méd...
11/02/2025

Sabemos que as mulheres, durante a vida reprodutiva, submetem-se a inúmeras cirurgias, muitas delas programadas e de médio e grande porte, como as plásticas.

Uma dúvida recorrente é sobre a suspensão dos contraceptivos neste período.

Os anticoncepcionais hormonais COMBINADOS, neste caso, são totalmente contraindicados, devido ao risco tromboembólico. Recomenda-se a sua suspensão de 4 a 6 semanas antes da data do procedimento e a retomada do uso cerca de 4 semanas após a cirurgia ou quando a paciente estiver com o nível de mobilidade normal.

Já os métodos não hormonais (DIU contendo cobre ou prata) e os progestagênios de baixa dose (Implanon, Mirena, Kyleena, pílulas de progesterona) não aumentam o risco de trombose e podem ser mantidos em qualquer tipo de cirurgia e em pacientes imobilizados.

Um alerta: é SEMPRE importante lembrar do risco de uma gravidez não planejada nestes períodos de recuperação. Portanto, decidir sobre um método é um caminho para que isso não aconteça.

Se a paciente não estiver segura com a administração de contraceptivos, o uso ao menos do pr********vo deve ser enconrajado.

Converse com seu ginecologista para sanar dúvidas e ter segurança durante suas cirurgias. Programe-se!

Dra Ana Paula Caixeta
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Uma das perguntas que mais escutamos no consultório é sobre os efeitos do anticoncepcional devido ao uso prolongado. Mui...
04/02/2025

Uma das perguntas que mais escutamos no consultório é sobre os efeitos do anticoncepcional devido ao uso prolongado.

Muitas mulheres começaram seu uso na adolescência, seja para controle de sangramento, de cólicas, devido ao seus benefícios para a pele ou para a anticoncepção propriamente dita.

Quando decidem parar com o objetivo da gravidez, vem a dúvida: e agora? Será que vai me atrapalhar?

A maioria dos anticoncepcionais não causa infertilidade e, logo no primeiro mês após a pausa, a mulher volta ter sua ovulação normal e está apta a engravidar.

O método hormonal que mais retarda a regularização dos ciclos menstruais é a injeção trimestral, pois o hormônio em questão f**a depositado no organismo e ainda pode continuar seus efeitos de bloqueio ovulatório ao longo de vários meses após a sua descontinuação.

Outro detalhe importante é que o uso prolongado dos anticoncepcionais pode afinar a parede interna do útero, tornando-a imprópria para a fixação do embrião formado. Porém, a mesma volta ao normal após os primeiros ciclos menstruais.

Temos de destacar, ainda, que os hormônios utilizados podem mascarar algumas alterações que levam à infertilidade, como Síndrome dos Ovários Policísticos e Endometriose, e tais doenças retardam o processo de fecundidade feminina.

Ainda tem dúvidas sobre isso? Estamos prontos para conversar. Agende sua consulta!

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Aproveitando a recente notícia do quadro de saúde da cantora Lexa, quero destacar a importância de um acompanhamento pré...
28/01/2025

Aproveitando a recente notícia do quadro de saúde da cantora Lexa, quero destacar a importância de um acompanhamento pré-natal adequado.

A pré-eclâmpsia, condição que afetou a cantora, é uma intercorrência frequente que ocorre após a vigésima semana de gestação e caracteriza-se por aumento pressórico associado a lesão de órgãos-alvo.

Hoje, existem exames que determinam a probabilidade de sua ocorrência, assim como terapias que previnem suas complicações. Além disso, dados de antecedentes pessoais e familiares de hipertensão, hábitos de vida impróprios, ganho de peso excessivo na gravidez, diabetes gestacional, idade materna superior aos 35 anos são fatores de risco para o tal doença.

Se não tratada adequadamente, os desfechos gestacionais são bem desfavoráveis, com risco de problemas renais e hepáticos, convulsões, AVC, edema agudo de pulmão, infarto, cardiopatias maternas, distúrbios de coagulação, bem como diminuição do líquido amniótico, descolamento de placenta, restrição de crescimento e até óbito fetal.

Um bom pré-natal, bons hábitos de vida e a terapia adequada são nossos aliados para trazer mãe e bebê saudáveis até o final do período gravídico-puerperal.

Dra Ana Paula Caixeta
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