Dr. Fernando Leão

Dr. Fernando Leão Urologista Cirurgião Robótico. Médico dos Hospitais Israelita Albert Einstein (SP), Sírio Liban

31/07/2026

Sangue na urina não deve ser ignorado.

Mesmo quando aparece uma única vez, mesmo quando não há dor e mesmo quando desaparece depois, esse sinal precisa ser avaliado com atenção.

A causa pode ser uma infecção urinária, um cálculo, alteração na próstata, doença renal ou outro problema do trato urinário. Em alguns casos, também pode estar relacionado a tumores de bexiga ou rim.

Por isso, o caminho correto não é presumir a causa.

É investigar.

A urologia não cuida apenas da próstata. Ela também avalia rins, bexiga, vias urinárias e sinais que podem indicar alterações importantes nesses órgãos.

Quando há sangue visível na urina, a avaliação médica ajuda a definir quais exames são necessários e qual conduta faz sentido para cada caso.

Sangue na urina não é diagnóstico de câncer.

Mas é um sinal que merece resposta.

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Urologia oncológica e doenças da próstata
CRMGO 9517 • RQE 4410

29/07/2026

PSA alterado, toque retal alterado ou uma ressonância com imagem suspeita não significam, automaticamente, diagnóstico de câncer de próstata.

Esses exames são importantes porque ajudam a identificar sinais de alerta e orientar os próximos passos da investigação. Mas eles não fecham o diagnóstico sozinhos.

A confirmação depende da análise do tecido, feita pela patologia, a partir do material coletado na biópsia.

Esse ponto é fundamental para evitar dois erros comuns: entrar em pânico antes da confirmação ou ignorar uma suspeita que precisa ser investigada.

Quando há alteração nos exames, o urologista avalia o conjunto do caso: idade, histórico familiar, PSA, toque retal, ressonância, evolução dos resultados e fatores de risco. A partir disso, define se há indicação de biópsia e qual caminho deve ser seguido.

Exame suspeito não é sentença.

Mas também não é algo para deixar sem resposta.

Na avaliação do câncer de próstata, diagnóstico correto exige investigação correta.

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27/07/2026

Na avaliação da próstata, um exame não deve ser interpretado como substituto automático do outro.

O PSA traz uma informação importante, mas não conta a história inteira sozinho. O toque retal, quando indicado, pode acrescentar dados sobre consistência, volume e alterações palpáveis da próstata. A ressonância também pode ser necessária em situações específicas, especialmente quando há dúvida diagnóstica ou necessidade de investigar melhor uma alteração.

Cada exame responde a uma parte da pergunta.

O erro é achar que um resultado isolado encerra a avaliação. Um PSA dentro de determinado valor pode precisar ser comparado com exames anteriores. Um toque normal não elimina todos os riscos. Uma ressonância também precisa ser interpretada dentro do contexto clínico.

A decisão médica depende da soma: idade, sintomas, histórico familiar, fatores de risco, exame físico, PSA, evolução dos resultados e exames de imagem quando indicados.

Exame bom não é o que trabalha sozinho.

É o que ajuda a compor uma avaliação mais precisa.

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23/07/2026

O PSA não deve ser lido como um número solto no papel.

Um resultado aparentemente baixo pode ter significados diferentes dependendo da idade, do histórico familiar, do exame físico, do tamanho da próstata, de infecções recentes, do uso de medicamentos e da comparação com exames anteriores.

É por isso que a curva do PSA importa.

Quando o valor muda de forma rápida em pouco tempo, o urologista precisa olhar o caso com mais atenção. Às vezes, a conduta pode envolver repetir o exame, complementar a investigação ou indicar outros passos, de acordo com o conjunto da avaliação.

O exame ajuda a orientar o rastreamento do câncer de próstata, mas ele não trabalha sozinho. O número precisa ser interpretado dentro da história do paciente.

Olhar apenas para o valor final pode gerar uma falsa sensação de segurança.

Acompanhamento correto é o que transforma exame em decisão médica.

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20/07/2026

Próstata aumentada não é sinônimo de câncer.

O aumento benigno da próstata é uma condição comum com o envelhecimento e pode causar sintomas urinários, como jato fraco, aumento da frequência para urinar, urgência ou sensação de esvaziamento incompleto.

Mas esse crescimento benigno não deve ser confundido com câncer de próstata.

Ao mesmo tempo, uma próstata pequena também não garante ausência de risco. O tamanho da glândula é apenas uma parte da avaliação.

Na prática, o urologista considera sintomas, idade, histórico familiar, exames, toque retal quando indicado, PSA e outros dados clínicos antes de definir a melhor conduta.

O erro está em tentar interpretar a próstata apenas pelo tamanho.

Próstata grande pode ser aumento benigno. Próstata pequena também precisa ser acompanhada quando existe indicação.

O cuidado não depende de suposição. Depende de avaliação correta.

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16/07/2026

Um dos maiores riscos no câncer de próstata é o homem acreditar que estar sem sintomas significa estar fora de risco.

Na fase inicial, a doença pode não causar dor, alteração urinária ou qualquer sinal evidente. É justamente por isso que esperar o corpo avisar pode atrasar uma investigação importante.

Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o quadro já precisa ser avaliado com mais urgência. E nem todo sintoma urinário significa câncer, assim como a ausência de sintomas também não exclui a possibilidade da doença.

A prevenção deve considerar idade, histórico familiar, fatores de risco, exames indicados e avaliação médica individualizada.

O acompanhamento com o urologista não deve começar apenas quando existe incômodo. Em muitos casos, o cuidado mais importante é aquele feito antes do sintoma.

No câncer de próstata, não sentir nada não deve ser interpretado como garantia.

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Na entrevista à Revista Fórum, o tema foi câncer de próstata sem tabu: diagnóstico, prevenção e o papel da cirurgia robó...
15/07/2026

Na entrevista à Revista Fórum, o tema foi câncer de próstata sem tabu: diagnóstico, prevenção e o papel da cirurgia robótica em casos selecionados.

Mesmo sendo um dos assuntos mais conhecidos da saúde masculina, ainda existe muito silêncio em torno dele, o que, muitas vezes, atrasa conversas, avaliações e decisões importantes.

Na matéria, reforço que o cuidado precisa ser individualizado. Idade, histórico familiar, fatores de risco e avaliação médica fazem diferença para definir o melhor caminho.

Quando há indicação cirúrgica, a cirurgia robótica pode ser uma aliada importante, mas sempre dentro de uma decisão médica criteriosa.

A entrevista completa está na Revista Fórum.

Leia a matéria e entenda por que informação de qualidade também faz parte do cuidado.

Link na bio.👆🏻

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13/07/2026

Nem todo homem deve esperar os 50 anos para conversar com um urologista sobre prevenção do câncer de próstata.

A idade é uma referência importante, mas não é o único ponto da avaliação. Homens negros e homens com histórico familiar de câncer de próstata podem precisar iniciar esse cuidado mais cedo, por volta dos 45 anos.

Isso não significa transformar prevenção em uma sequência automática de exames. Significa avaliar risco com critério.

Histórico familiar, idade, sintomas urinários, exames, hábitos e contexto clínico precisam ser analisados em conjunto. A prevenção bem conduzida não depende apenas de uma data no calendário, mas de uma decisão individualizada.

O erro é procurar orientação apenas quando aparece algum incômodo. O câncer de próstata pode não causar sintomas nas fases iniciais, e esperar sinais pode atrasar uma investigação importante.

Cuidar da saúde masculina também é entender quando começar.

Para alguns homens, começar antes dos 50 não é excesso. É prevenção bem indicada.

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09/07/2026

Boa parte dos homens ainda associa a ida ao urologista a um sintoma, uma urgência ou uma idade específica.

Essa lógica costuma atrasar decisões simples.

A consulta preventiva permite revisar histórico familiar, hábitos, função urinária, saúde sexual, fertilidade, exames indicados para cada fase da vida e sinais que muitas vezes o paciente normaliza.

Informação muda a forma como o homem se relaciona com a própria saúde. Quem entende o que precisa ser observado procura ajuda antes, investiga com mais critério e evita transformar silêncio em descuido.

A urologia não deve entrar na vida do homem só quando algo incomoda. Ela também faz parte de prevenção, orientação e acompanhamento.

Homem informado erra menos porque deixa de decidir no escuro.

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Dr. Fernando Leão | Urologista
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07/07/2026

Bastidores da minha participação no PodDoutor.

Antes da entrevista ir ao ar, existe troca, preparo e uma conversa importante sobre saúde, informação e cuidado médico.

Um registro do que acontece por trás das câmeras e do compromisso em levar conteúdo sério e acessível sobre urologia.

Acompanhe os bastidores e fique atento ao que vem dessa conversa.

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