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Filho é da mãe.E antes que alguém entenda errado, isso não diminui um pai presente, amoroso e participativo. Mas existe ...
27/05/2026

Filho é da mãe.

E antes que alguém entenda errado, isso não diminui um pai presente, amoroso e participativo. Mas existe uma estrutura invisível que, na maioria das vezes, é sustentada pela mãe.

É ela quem reorganiza os horários.
Quem muda a rotina.
Quem dorme leve.
Quem percebe a febre antes mesmo do termômetro.
Quem carrega mentalmente consultas, roupas, lanche, remédio, escola, emoções e necessidades.

É ela quem para tudo quando um filho chama.

E por mais maravilhoso que um pai possa ser, quase sempre é a mãe quem muda toda a estrutura da própria vida para conseguir atender a vida de um filho.

Porque a maternidade não ocupa só espaço na agenda.
Ela ocupa a mente, o corpo e o coração o tempo inteiro.

Mesmo quando tenta descansar, existe uma parte dela em estado de alerta.
Mesmo quando consegue um tempo para si, quase sempre vem acompanhada da culpa.

Talvez seja isso que tantas mulheres sintam dificuldade de explicar: a maternidade não termina quando o dia acaba.

Existe amor, entrega e também um cansaço silencioso que quase ninguém vê.

E ainda assim, seguimos.
Porque existe algo profundamente transformador em ser o lugar seguro de alguém.

13/05/2026

O problema não é investigar, mas simplificar algo complexo. Uma avaliação série envolve anamnese, observação clínica, análise e observação escolar, aplicação e correção de instrumentos, integração de dados e devolutiva. Diagnóstico responsável exige cautela, não velocidade e quando o diagnóstico vira marketing, todos nós perdemos.

14/04/2026

Tem coisas que não aparecem no boletim.
E também não fazem barulho na sala de aula.

São as pausas antes de responder.
O olhar que não sustenta.
A dificuldade em entrar numa brincadeira — ou em sair dela.
A rigidez que passa por “personalidade forte”.
O cansaço silencioso de quem passa o dia tentando “dar conta” do social.

O professor olha para uma turma inteira.
Ele faz o possível — e, muitas vezes, faz muito.
Mas existem minúcias do repertório social que simplesmente não cabem no olhar coletivo.

E é aí que a avaliação faz diferença.

Não para rotular.
Mas para enxergar o que está nas entrelinhas.
Para organizar o que hoje é interpretado como “birra”, “desinteresse” ou “timidez”.
Para transformar dúvida em direcionamento.

Porque quando a gente entende o funcionamento de uma criança,
a gente para de corrigir comportamento…
e começa a construir caminho.

Nem tudo é visível.
Mas tudo que impacta o desenvolvimento merece ser visto com profundidade.

Maternidade não deveria ser automática.Existe uma expectativa quase invisívelde que toda mulher, em algum momento,vai qu...
01/04/2026

Maternidade não deveria ser automática.

Existe uma expectativa quase invisível
de que toda mulher, em algum momento,
vai querer ser mãe.

Como se fosse natural.
Como se fosse inevitável.

Mas não é.

A maternidade real não é leve como vendem.

Ela exige presença mesmo sem energia.
Exige regulação quando a mãe também está no limite.
Exige constância, todos os dias.

É uma carga contínua. Invisível.
Não é só fazer. É sustentar.

Sustentar o vínculo.
Sustentar o ambiente.
Sustentar o emocional do outro.

É ser base
quando também se precisaria de colo.

E isso, quase sempre, recai sobre a mãe.

Por isso, maternidade precisa ser escolha.

Porque só a escolha consciente sustenta
o que ela realmente exige.

E ainda assim, escolher não deveria significar desaparecer.

A mulher não começa no nascimento de um filho.
Ela já existia antes.

E continuar existindo depois
deveria ser parte do cuidado,
mas hoje é quase um privilégio.

Se isso te atravessa,
não é exagero.

É porque, por muito tempo,
te ensinaram a suportar em silêncio
o que deveria ser dividido.

E talvez esteja na hora
de parar de normalizar o peso
e começar a nomear o que falta.

Porque não é só sobre maternidade.

É sobre o lugar que a mulher ocupa dentro dela 🤍🌿

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