03/05/2026
Eu já fui a pessoa que julgava a própria mãe.
Quando ela descrevia a dor — “é como se a carne descolasse do osso”, ela dizia, apontando para os braços — eu ouvia, mas não acreditava de verdade.
Achei que ela exagerava.
Que poderia se esforçar mais.
Que estava sendo fraca.
Hoje, como médica, sei exatamente o que ela estava sentindo. E me arrependo profundamente de cada pensamento que tive naquela época.
Esse arrependimento me transformou. Me fez estudar, entender, e escolher fazer com que pessoas com fibromialgia se sintam vistas — e que quem convive com elas pare de julgar pelo que não conhece.
Amanhã começo uma série especial de Dia das Mães sobre fibromialgia. Ela nasceu da minha história com a minha mãe.
Espero que essa série também fale da sua história. 🤍