Consultório de Psicologia Ligia Barcellos

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Tem dores que não chegam organizadas.Às vezes, a pessoa sabe que algo não está bem, mas não consegue explicar exatamente...
31/07/2026

Tem dores que não chegam organizadas.

Às vezes, a pessoa sabe que algo não está bem, mas não consegue explicar exatamente o que sente. Vem em forma de confusão, tensão, choro preso, medo, irritação, silêncio ou uma sensação de estar carregando coisa demais por dentro.

O trauma pode aparecer assim: não como uma lembrança clara, mas como um nó que atravessa o corpo, os vínculos, as escolhas e a forma como a pessoa se protege do mundo.

Na terapia, não é preciso chegar com tudo pronto, bonito ou bem explicado. O processo também acolhe aquilo que ainda está embolado, aquilo que ainda não tem nome e aquilo que precisa ser olhado aos poucos.

Porque algumas dores não se desfazem na pressa.

Elas precisam de presença, cuidado, segurança e tempo para começarem a encontrar outro lugar dentro de você.

29/07/2026
Muita gente chega na terapia esperando se sentir melhor em todas as sessões.E, em muitos momentos, a terapia realmente p...
27/07/2026

Muita gente chega na terapia esperando se sentir melhor em todas as sessões.

E, em muitos momentos, a terapia realmente pode trazer alívio, organização e clareza.

Mas também existem sessões que mexem, incomodam e fazem a pessoa entrar em contato com partes da própria história que estavam sendo evitadas há muito tempo.

Isso não significa que o processo está dando errado.

Às vezes, o desconforto aparece justamente porque algo importante começou a ser olhado com mais honestidade e segurança.

O papel da psicoterapia não é impedir que você sinta. É construir um espaço onde aquilo que dói possa ser acolhido, compreendido e cuidado com responsabilidade.

Porque nem todo desconforto é sinal de perigo.

Algumas vezes, ele é parte do caminho de voltar para si.

No Dia dos Avós, também dá para olhar para as histórias que vieram antes de nós com mais delicadeza.Na terapia familiar,...
26/07/2026

No Dia dos Avós, também dá para olhar para as histórias que vieram antes de nós com mais delicadeza.

Na terapia familiar, tem os mitos e legados familiares.

Como se a pessoa se sentisse obrigada a se comportar de certa maneira ou de fazer certas escolhas.

Na terapia, é possível olhar pra esses legados, reconhece-los e escolher o que faz sentido e o que não faz mais. O que disso eu quero carregar e o que eu vou deixar?

Não escolhemos o legado que recebemos, mas podemos escolher o legado que deixaremos.

Tem os mitos familiares também: são uma parte desse legado: representam as narrativas e crenças que dão sentido à identidade familiar.

24/07/2026

Mudar de país vai muito além de arrumar as malas, decorar uma nova rotina ou aprender um idioma diferente. Essa transição mexe com as nossas estruturas mais profundas e toca direto na nossa identidade.

Quando nos afastamos de tudo o que era familiar dos nossos costumes, dos nossos amigos, da nossa cultura de origem, é natural nos sentirmos um pouco perdidos. Muitas pessoas relatam a sensação de terem "se perdido" no caminho após a mudança.

Mas e se, na verdade, você não tiver se perdido?

Mudar de país nos força a acolher novas versões de nós mesmos. Essa sensação de desconforto muitas vezes não é perda, mas sim o processo de sustentar várias partes de quem você é ao mesmo tempo: as suas raízes e as suas novas asas.

Se você também já se sentiu assim nessa jornada, saiba que isso faz parte do seu crescimento. 🤍

E você? Sentiu que sua identidade mudou depois da migração? Me conta aqui nos comentários como tem sido esse processo para você.

Essa leitura me fez pensar em algo que aparece muitas vezes nos processos terapêuticos: a tensão entre precisar de víncu...
20/07/2026

Essa leitura me fez pensar em algo que aparece muitas vezes nos processos terapêuticos: a tensão entre precisar de vínculo e poder ser quem se é.

Desde muito cedo, o apego não é apenas uma escolha afetiva. Ele está ligado à sobrevivência, ao cuidado, à segurança e à forma como aprendemos a existir nas relações.

Mas algumas pessoas aprendem, ainda muito novas, que para manter amor, presença ou aprovação precisam se adaptar demais. Precisam não incomodar, não contrariar, não demonstrar certas emoções, não pedir muito e não ocupar tanto espaço.

Com o tempo, aquilo que foi proteção pode virar padrão. A pessoa cresce, mas continua tentando garantir vínculo abrindo mão de si mesma.

E talvez uma das partes mais importantes da terapia seja olhar para isso com cuidado: não para culpar o passado, mas para entender quando ser aceita começou a parecer mais seguro do que ser verdadeira.

Porque relações saudáveis não deveriam pedir que você se abandone para continuar pertencendo.

Livro, “O mito do normal”, do Gabor Matè.

Essa necessidade de se explicar tanto nasce do medo de ser mal interpretada, rejeitada ou vista como “difícil”.Mas relaç...
17/07/2026

Essa necessidade de se explicar tanto nasce do medo de ser mal interpretada, rejeitada ou vista como “difícil”.

Mas relações saudáveis não deveriam exigir que você se diminuísse para caber melhor na compreensão do outro.

Ser compreendida é importante.
Mas se abandonar tentando convencer todo mundo também tem um custo.

Você já percebeu em quais situações sente que precisa se explicar demais?

15/07/2026

A nossa história molda quem somos, mas também molda as defesas que criamos para sobreviver. Nem tudo o que você faz é porque você "é assim" às vezes, foi só o jeito que você encontrou para seguir em frente.

Salva esse vídeo para não esquecer disso e compartilha com alguém que precisa ouvir essa verdade hoje!

Tem coisa que a gente entende racionalmente, mas o corpo continua respondendo como se ainda estivesse em perigo.É por is...
13/07/2026

Tem coisa que a gente entende racionalmente, mas o corpo continua respondendo como se ainda estivesse em perigo.

É por isso que, em alguns processos terapêuticos, não basta “pensar diferente” ou “tentar esquecer”.

O EMDR trabalha com o reprocessamento de experiências que ficaram emocionalmente carregadas, ajudando o cérebro a reorganizar aquilo que ainda aparece no presente com força demais.

A história não some. Mas a pessoa pode construir uma nova relação com ela.

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Rua Aleixo Neto, Número 322, Sala 605
Guarapari, ES
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