29/08/2022
Querida ansiedade,
Sei que é muito importante para mim, mas por tantas vezes desejei que você não existisse. Não por você ser ruim, mas por você ser intensa.
Talvez eu tenha me aproximado muito de você nos últimos anos, e tenha te dado uma atenção que você não precisava tanto. Na verdade, acho que me empolguei nisso.
Querida ansiedade, você tem sido minha companheira de amor e ódio. Adoro quando você me desperta uma sensação boa de um dia esperado, mas odeio quando por madrugadas você insiste em querer conversar e não me deixar dormir.
Ou então, quando você some sem deixar avisos, e aparece de surpresa, sem deixar que antes eu possa preparar a casa para te receber. Isso me deixa confusa, envergonhada, faz meu coração acelerar, me deixa com um pouco de dificuldade pra respirar. Sem contar as vezes que me sinto culpada por uma culpa que é sua.
Querida ansiedade, às vezes, eu não queria que você fosse tão querida assim.
Psicóloga Maria Eduarda Krzyvey
CRP 08/36811